quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A comi$$ão não te contou? Como vivem as vitimas da esquerda?

Sebastião Tomaz de Aquino foi um dos maiores artilheiros do time do Santa Cruz (PE), e faz parte da história que a ESQUERDA não conta. O ex-jogador foi uma das vítimas do atentado terrorista ocorrido no aeroporto dos Guararapes no dia 25 de julho de 1966. O “Canhão do Arruda” ou “Paraíba”, como era conhecido, estava no dia, hora e local errado, o que fez ocultar a brilhante carreira do atleta que ajudou o tricolor pernambucano a ganhar o super campeonato pernambucano de 1957. Na época, Sebastião já tinha encerrado sua carreira, e trabalhava como guarda civil no aeroporto Guararapes. O dia estava calmo e aparentava mais uma manhã tranqüila quando o ex-jogador achou uma maleta abandonada no meio do saguão. Seguindo os procedimentos de praxe, Sebastião pegou a maleta e seguia para o Departamento de Aviação Civil – DAC, quando no meio do caminho, aproximadamente às 08:30h, houve uma grande explosão que ocasionou a morte de duas pessoas e deixando 13 vítimas gravemente feridas. 


Almirante Nelson Gomes Fernandes

Um dos feridos foi o próprio ex-jogador que teve a perna amputada. Já o secretário do governo de Pernambuco Edson Régis de Carvalho e o vice-almirante reformado Nelson Gomes Fernandes não sobreviveram à explosão. O Coronel de Exército Sylvio Ferreira da Silva além de fratura exposta no ombro esquerdo teve quatro dedos da mão esquerda amputados. Ficaram ainda feridos os advogados Haroldo Collares da Cunha Barreto e Antonio Pedro Morais da Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro, os estudantes José Oliveira Silvestre, Amaro Duarte Dias e Laerte Lafaiete, a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária Idalina Maia, o guarda civil José Severino Pessoa Barreto, o deputado federal Luiz de Magalhães Melo e Eunice Gomes de Barros e seu filho Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade.  O principal alvo do atentado era o general Arthur da Costa e Silva, então ministro do Exército e candidato à sucessão do general Castelo Branco que iria desembarcar no aeroporto, porém, o futuro presidente  chegou a Recife de automóvel e escapou ileso.  Na ocasião, por pressa das investigações o ato criminoso de terrorismo ideológico foi atribuído a militantes do Partido   Comunista Revolucionário (PRC) e do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e culparam o ex-deputado Ricardo Zaratini e o professor Edinaldo Miranda (UFPE).


                                                         Edson Régis de Carvalho

No livro “Combate nas Trevas”, publicado pela primeira vez em 1987, pelo ex-militante do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro, Jacob Gorender, é revelado que o ato foi cometido por Raimundo Gonçalves de Figueiredo tendo como mentor intelectual  o padre Alípio de Freitas, do Ação Popular (AP) – Esquerda Cristã .

MENTOR DO ATENTADO DÁ AULA NA EUROPA

O ex-padre português, veterano agitador do radicalismo esquerdista, pós-graduado em Cuba , militava clandestinamente a AP e montara um núcleo de treinamento em explosivos na Bahia. Ele teria recrutado os jovens no Recife. Sempre se recusou a confirmar ou desmentir sua participação no episódio. Quanto a essência do atentado sempre foi claro: "Morreu gente, nós lamentamos. Mas era uma guerra, tinha que haver vítimas". Hoje, Padre Alípio mora em Portugal, onde dá aulas de economia política e integra associações beneficentes do Fórum Social Mundial.


FAMÍLIA DE TERRORISTA RECEBE INDENIZAÇÃO

O terrorista Raimundo Gonçalves foi assassinado em 1971, já como integrante do grupo terrorista VAR-Palmares, porém, sua família foi indenizada e seu nome foi usado para batizar uma rua de Belo Horizonte (MG).




E O JOGADOR SEBASTIÃO COMO VIVE ?

Ah, esse não teve direito a indenização. Atualmente, com 80 anos, o ex-jogador que foi até esquecido pelo Santa Cruz, por onde marcou 105 gols.  Sebastião trava uma batalha diária pela sobrevivência, em sua humilde casa localizada no Ipsep, bairro da Zona Sul do Recife.
O atleta recebe salários como aposentado da Polícia Civil e da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), onde trabalhou como auxiliar de portaria após a amputação da perna, porém as despesas com tratamentos e remédios abarcam a maior fatia de um montante inferior a R$ 2 mil.  Sebastião Tomaz de Aquino foi um dos vários mutilados de um atentado que feriu inocentes apenas por uma ideologia fanática e perversa. 



FONTES DE CONSULTA:

www.telacrente.org
pt.wikipédia.org
GOERENDER, Jacob. – Combate nas Trevas

GASPARI, Elio. – Ilusões Armadas

Nenhum comentário:

Postar um comentário