quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um tapinha não doi, mas um soco no rosto resolve

Confusão entre juiz e bombeiro vai parar na delegacia

Vídeo mostra parte da briga dentro de posto na Zona Sul. Caso aconteceu no último domingo

ADRIANA CRUZ E THIAGO ANTUNES - O DIA

Rio - Mais uma confusão envolvendo um magistrado foi parar na Justiça. Desta vez, o juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara de Saquarema, é acusado de ofender um bombeiro dentro do posto de guarda-vidas, em Ipanema, Zona Sul do Rio, no último domingo. Ruliere, no entanto, alega que foi agredido por socos pelo sargento Andre Fernarreti. Na 14ª DP (Leblon), o caso foi registrado como lesão corporal e desacato depois de nove testemunhas serem ouvidas. Agora, o desfecho será no 4º Juizado Especial Criminal.

Um vídeo obtido por O DIA revela parte da confusão. As imagens, sem aúdio, mostram Ruliere entrando no posto 9 com mais dois amigos. O motivo seria porque a namorada de Fábio Pastor, um dos que acompanham o juiz, teria sido agredida por uma funcionária do local. A discussão teria começado por causa do uso do banheiro. Após o trio cercar uma das funcionárias, uma delas chama os guarda-vidas.
Vídeo:  Confusão entre juiz e sargento



Uma nova discussão tem início entre Fernarreti e Ruliere, este aparentando estar exaltado. Quando o guarda-vidas sobe as escadas, o magistrado vai atrás e o encara. Logo depois, Fernarreti desfere dois socos em Ruliere, que desce as escadas e sai do posto, retornando segundos mais tarde e subindo a escada novamente.

"O juiz estava agindo ali com abuso e além do limite de suas responsabilidades", disse o vereador Marcio Garcia (PR), que presta assessoria jurídica aos bombeiros no caso. "Estou acompanhando tudo para garantir que eles tenham o direito de se defender e evitar que ele (Ruliere) tenha algum privilégio, pois é filho de um desembargador. Tentaram arrastar uma das funcionárias e os guarda-vidas foram ver o que estava acontecendo. Não é porque alguém é juiz que pode arrumar briga com todo mundo", relatou Garcia ao DIA .

O magistrado relatou, em depoimento, que foi impedido de entrar no posto pelos funcionários e se identificou como juiz. Após a confusão com o sargento, Ruliere deu-lhe voz de prisão e acionou dois policiais militares. Segundo ele, André ainda lhe desferiu outro soco pois não queria ir para a delegacia. André informou aos policiais ter sido ofendido diversas vezes pelo magistrado que, irritadiço, o mandou se f#% e ainda tentou lhe dar uma cabeçada. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que não vai se pronunciar sobre o caso.

Outros casos envolvendo magistrados
Não é a primeira confusão envolvendo um magistrado. Em 2011, a agente de trânsito Luciana Silva Tamburini recebeu voz de prisão do juiz João Carlos de Souza Correa, após ele ser parado por ela em um blitz da Lei Seca. Na ocasião, após Correa se identificar , Luciana respondeu que 'juiz não é Deus'. Ela foi processada pelo magistrado e, neste ano, foi condenada pagar uma indenização de R$ 5 mil ao magistrado.


O caso gerou repercussão e solidariedade. Luciana recebeu mais de R$ 40 mil após internautas realizarem uma 'vaquinha virtual' para pagar o montante. Ela ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo seus advogados, a agente ainda avalia se deve levar o caso à última instância.

No começo deste mês, o juiz Marcelo Testa Baldochi, da comarca de Senador La Rocque, no sul do Maranhão, deu voz de prisão a três funcionários da TAM, no aeroporto da cidade de Imperatriz, localizada no sudoeste do estado. Ele foi barrado por funcionários da companhia pois chegou atrasado no embarque de seu voo para São Paulo.

O magistrado foi informado que não poderia entrar no seu voo pois o embarque já havia sido encerrado e o processo de decolagem estava em andamento, momento em que ele deu voz de prisão a um dos atendentes da empresa. Baldochi acusou os funcionários da companhia de crime contra o consumidor. Os funcionários foram encaminhados para a delegacia local, onde prestaram depoimento e foram liberados logo em seguida.

O juiz conseguiu embarcar em outro voo no mesmo dia pela companhia aérea Gol. Em 2007, foi incluído na 'lista suja' do Ministério do Trabalho por manter 25 funcionários em situações semelhantes a escravidão.

O órgão localizou os funcionários em situações degradantes em uma de suas propriedades. Na época, Baldochi  declarou que houve "abuso" por parte da fiscalização e que "nunca houve" trabalho semelhante à escravidão em suas terras. 

Como se pode observar no vídeo, o juiz e seus amigos rodeiam o sargento CBMERJ e este sai retornando ao seu posto. É seguido pelo juiz e diante das ofensas tem reação, lhe desferiu um soco na cara. O juiz, em sua covardia que se esconde atras da carteira, saiu e retornou com ela na mão. Merecida porrada! O vereador Marcio Garcia, Major CBMERJ, presta assistencia juridica ao militar.

2 comentários:

  1. Algumas sugestões a Prefeitura do Rio de Janeiro:
    1- Procura colocar pessoas bem uniformizadas para trabalhar, se terceirizadas, que fiscalizem;
    2- A fiscalização deve observar os agentes de serviço zelando por uma postura digna de trabalho, o que não é visto na gravação: uma agente encostada na subida da escada falando ao celular, parece tratar de assunto particular e uma outra de nomorico com um rapaz, deprorável todas as duas;
    3-O sargento deve estar com camiseta que o indentifique como agente público;
    4-No vídeo nota-se um certo corporativismo em relação as ações das agentes femininas e os agentes militares. A conduta daquela que estava na escada prova isto, ela empura o magistrado já confiando nos "amigos quarda costas", reparem que após seus "chega pra lá"- e ainda com o celular na orelha- ela grita para seus guardiões, muito petulante;
    5-Percebe-se que a atitude da agente (a que estava de namorico no trabalho) foi de afastar-se de pronto quando das primeiras palavras do magistrado, uma atitude de pronta defesa que para o magistrado confirmou a suposta agressão da funcionária;
    6-Reparem que o sargento se prevalecendo de seu tamanho coloca suas mãos nas costas do magistrado empurando-o para trás desnecessariamente, o vídeo mostra bem isso. Mesmo não sendo golpe rápido, não deixa de ser uma agressão;
    7-Não estou defendendo o juiz, pois ficou público e notório seu destemperamento e falta de equilíbrio emocional, mas entendo que a fata uniformes condizentes com o trabalho, juntamente com as condutas desleixadas das funcionárias, dão uma sensação da coisa largada, um cenário com pouco profissionalismo; e
    8-Espero que o vereador Marcio Garcia (PR), que presta assessoria jurídica aos bombeiros no caso, preste mais atenção no vídeo e note que o sargento agiu como um "joão bobo" quando puxou para trás o magistrado, não tendo respeito com a pessoa que já estava nervosa, sua atitude só colaborou para aumentar a confusão. Não tenho atitudes corporativistas, espero que o vereador aproveite a oportunidade, elabore projetos de leis que ajudem colocar moral e ordem onde, como vimos, não existe.

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    1. Juiz Deus, sempre certo!! todos nós somos errados sempre ao contrario deles

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