quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Exército apura sumiço de arma de posto da Granja do Torto

Militar diz que três homens o abordaram e levaram espingarda calibre 12.
Ele voltou a pé; local é uma das residências da Presidência da República.

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O Exército investiga o sumiço de uma arma de um soldado do posto de sentinela de uma das residências oficiais da Presidência da República, na Granja do Torto. Em depoimento, o militar disse à polícia que foi surpreendido por três homens encapuzados e, então, levado e abandonado em uma área do Lago Oeste na madrugada de quarta-feira (10). Ele portava uma espingarda calibre 12.

          Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República (Foto: Glauco Araújo/G1)
A abordagem teria ocorrido às 3h30. O homem diz que ouviu um barulho em um mato e, quando foi verificar a situação, foi rendido por um dos ladrões. Os outros dois teriam aparecido em seguida, nas costas dele.
Ainda de acordo com o depoimento, o militar disse que foi liberado às 5h perto de duas torres de telecomunicação conseguiu voltar a pé para o posto de guarda. Lá, comunicou os superiores a respeito do crime. Ele afirma que não foi agredido. O caso é investigado pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos.
De acordo com a Presidência da República, a Granja do Torto tem 37 hectares. O nome está relacionado à localização, na Fazenda do Riacho Torto. Quando ocupou a Presidência da República, de 1979 a 1985, o general João Figueiredo residiu na Granja, onde criava cavalos.
Durante a transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para o da presidente Dilma Rousseff, entre 2010 e 2011, o local foi utilizado como um dos gabinetes de transição, onde havia reuniões entre representantes do então governo e da atual gestão.
Em julho deste ano, o presidente de Cuba, Raúl Castro, se hospedou a pedido na Granja do Torto. A assessoria da Presidência disse na época que é "praxe” nas relações diplomáticas em todo o mundo disponibilizar hospedagem aos chefes de Estado em visita ao país.
Palácio da Alvorada
A presidente Dilma Rousseff mora, na companhia da mãe e de uma tia, na outra residência oficial que fica em Brasília, o Palácio da Alvorada. Ela ficou na Granja do Torto até assumir o cargo. O G1procurou a Presidência da República para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a última publicação desta reportagem.
O Palácio da Alvorada foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1958. O primeiro andar constitui a parte residencial do do prédio, com quatro suítes e salas íntimas. A parte térrea é usada para reuniões da Presidência. No subsolo fica toda a parte da administração do Palácio, além da sala de jogos e de um auditório para 30 pessoas.
Lembro de manifestação que fizemos a noite neste local e, dentro da reação diante de nossa presença, este "roubo" parece muito estranho.

O local é muito bem vigiado, logo que nos aproximamos já haviam dois carros a nos observar, lógico que de longe sem nos ameaçar. Mas é certo que estavam prontos a rechaçar qualquer tentativa de invasão.

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