segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Existem mais coisas entre o céu e a terra...

Publicado em 10/05/2008


Ao escrever este texto, não tive como intenção sugerir a mudança de conceitos, de cultos, ou cleros religiosos. O objetivo nestas palavras é a reflexão sobre um assunto já comentado aqui, e com a aprovação de quem o escreveu, Criatura da Noite. Um assunto extremamente complexo e de pouco material para pesquisa. Pelo menos, material que seja compreensível por nós, leigos no assunto. 

Para iniciar, vou citar a celebre frase do personagem Hamlet, de William Shakespeare: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia...” 

Quem nunca teve um momento na vida em que, enquanto tudo estava acontecendo lá fora, conseguiu se refugiar num mundo que é apenas seu, numa forma de introspecção? Quem nunca teve um momento como se estivesse dentro de si mesmo? 
Isso geralmente pode acontecer, naquela noite de calmaria, num total silêncio em seu quarto ou em qualquer outro lugar tranqüilo em que você se permite entregar à concentração e a reflexão. 

Em nossa mente, passa um filme de muitas coisas acontecidas no passado, um insight... ou vários. Algumas lembranças boas que deixaram saudade. Chegamos a sentir aquelas sensações de prazer de criança, como a alegria de ganhar um pequeno brinquedo de madeira artesanal, feito pelo avô ou... lembranças nem tanto prazerosas, como uma vergonha passada na escola por ter cometido um erro grave de português onde todos os colegas de classe riram de você. 

Ao atingir um momento de total concentração neste breve resumo cinematográfico de nossas vidas, adormecemos e iniciamos uma longa caminhada. Um extremo silêncio e uma escuridão completa se faz. Caminhamos então pelo universo... Logo em seguida, parece que se abrem portas. Sim, eu chamaria de portas, talvez até portais. Nossa mente, junto com nosso corpo agora bem mais leve, percorre lugares que não saberíamos dizer quais são, mas que temos consciência de que já os conhecemos, de que já estivemos ali.O conhecido déjà vu da noite. 

O mesmo acontece com o aparecimento de alguns vultos, alguns seres que nos acompanham. Nada ouvimos do que eles nos falam, mas muito entendemos. Numa forma de telepatia e de uma maneira muito natural. Sentimos que ficamos horas ali, numa sensação de bem estar. Numa sensação de paz.. Numa falta de nitidez visual mas, estranhamente, numa total compreensão, integração e entrosamento espiritual. 

A sensação é como se fossem vários mundos por onde passeamos na madrugada. Como se fossem vários seres amigos que encontramos em outros mundos para interagir. E, muitas vezes, ao acordar acabamos achando uma luz para solucionar problemas pelos quais achávamos já sem solução. 

Encontramos anjos? Seres de luz? Espíritos? Quem são as tais criaturas da noite? Somos nós mesmos.Seria nosso “duo”? 

A impressão que fica é que estivemos em contato com um sistema particular existente em nossa mente, que conta com uma série de informações que foram traduzidas em imagens e sensações vivas. Imagens, quem sabe, de dimensões que desconhecemos, de momentos realmente vividos por nós. 

Muitos que estão lendo este texto talvez digam que “este é um caso de terapia para a dona Catucha”. Mas... para um pequeno grupo, acredito eu, é o início de uma discussão (no bom sentido) sobre coisas que acontecem entre o céu e a terra, que sentimos... que vivenciamos...e que apenas ainda não as entendemos.

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