sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Juiz Deus também é escravocrata.

Lembram do juiz que deu voz de prisão para uma agente de trânsito que ousou dizer que “ele não era Deus”? Pois é, parece que esse tipo de carteirada por parte dos magistrados é bem mais comum do que se imagina.


O juiz Marcelo Baldochi chegou atrasado para um embarque no aeroporto de Imperatriz (MA) e ficou revoltado. Mesmo com o avião já em procedimento de decolagem, o juiz insistiu que teria o direito de embarcar. Sem sucesso, o excelentíssimo decidiu apelar para a divindade do cargo e deu voz de prisão a um funcionário da empresa aérea.
Onde já se viu impedir Deus um juiz de embarcar só porque chegou atrasado? 

Bom, depois que o quiproquó aconteceu, vieram à tona outras “estripulias” que ajudam a compreender o comportamento escravocrata do nobre juiz. É que ele mantinha 25 escravos na fazenda Pôr-do-Sol, uma de suas propriedades no interior do Maranhão. Eles foram resgatados em 2007, após a denúncia de um fugitivo do grupo. Até um garoto de 15 anos foi encontrado ali. Em 2011, outros quatro trabalhadores na mesma condição foram encontrados numa outra Casa Grande fazenda em que o juiz criava gado. 
Se até hoje ele não foi punido criminalmente por trabalho escravo, podemos imaginar como ele se sente confiante para mandar prender subalternos que não prestam um serviço ao seu gosto.

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