sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O “cestão fudido” da PMERJ, ainda.

O Natal chegou, mas a cesta natalina da PMERJ não. O Comandante Geral, em pronunciamento, pediu desculpas à corporação por não pagar a cesta de Natal este ano. Em vídeo divulgado no site da PM, o coronel diz que não teve tempo nem orçamento.
“Fiz um esforço muito grande para que o Natal da família azul fosse um pouco mais rico, fosse um pouco mais alegre. Mas eu não tive tempo, eu não tive orçamento para proporcionar a cesta de Natal que eu gostaria que meus policiais e seus familiares e dependentes tivessem. Eu peço desculpas por isso. Nós tentamos”. 

Em video, o Coronel Ibis declara que o orçamento deste ano ficou prejudicado com os gastos com o policiamento do evento Copa do Mundo. A Copa do Mundo foi um evento de intetresse do governo federal, que sabemos não se economizou verbas para sua realização. Um evento que rendeu muito dinheiro, principalmente à FIFA, que ficou isente de tributos pelo que arrecadou neste País.

O dinheiro da PM, da economia da caixa de rancho, deveria ter sido ressarcido à Corporação imediatamente, sua utilização foi indevida, ainda mais que a qualidade das refeições dos PMs neste evento, foi de péssima qualidade. 

Pezão confirma que cestas de Natal da PM serão entregues até o fim de semana

Governador participou de cerimônia de premiação de policiais civis e militares nesta terça-feira

Jornal O DIA 16/12/2014

A despesa para compra dos produtos natalinos das cestas de natal são oriundas da Caixa de Economia da Corporação, então...................
“As despesas do aquartelamento são feitas com quantias provenientes da caixa de economia da Corporação, que recebe das Unidades o que foi economizado com as etapas de rancho. Etapa de rancho é a quantia disponibilizada às Unidades de acordo com seu efetivo para as refeições dos policiais militares.
Pois bem, esta economia era utilizada para diversos fins, inclusive com a manutenção das viaturas, coisa que hoje é terceirizado, portanto, teoricamente, era para haver mais sobra.
As cestas de natal são compradas com a caixa de economia da Corporação, então, onde foi parar esta economia? A manutenção das sucatas antes existentes era dispendiosa, o que hoje não acontece com a terceirização.
O que os gestores da Petrobrás tem em comum com os da PMERJ? O "modus operandi", o terrorismo psicológico, o corporativismo entre os ladrões, a fidelidade aos ladrões de hierarquia maior”
O não fornecimento destas cestas de natal, pela primeira vez em décadas, é culpa exclusiva dos gestores, e por esta falta, os PMs estão xingando tudo e a todos.
Ora, vão todos “TOMATE CRÚ”! “O PM tem direito a não ter direito e não reclamar deste direito que lhes é concedido”!

Tudo bem, o Natal está perdido. Os PMs, sem nenhum reconhecimento pelo Estado, fez seu Natal muito bem. Não precisa o Comandante vir a público se desculpar. Mas, deveria sim apontar as mentiras dos gestores do Estado do Rio de Janeiro, ou não teve coragem?



Após comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Íbis Silva Pereira, publicar vídeo em que pede desculpas por não ter dinheiro para dar cesta de Natal aos policias, o governador reeleito do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), determinou o pagamento de abono referente à cesta de Natal. Em nota, a assessoria de imprensa do governo do Estado informou que o pagamento de R$ 100 será feito pela PM, em folha suplementar, nos próximos dias. 


Mais importante que uma cesta de natal, é o comprometimento de um comandante com seu efetivo e com a Corporação. Não mentir em nome do Governador é um bom começo. Se o dinheiro faltaria, já era sabido há tempo pela administração PMERJ. 

No Natal, em algumas Unidades PMERJ, seus Comandantes fizeram o papel de Papai Noel em comunidades. Distribuiram presentes para as crianças das comunidades carentes.



Pergunto: De onde vieram os recursos para estes presentes? Da PMERJ tenho certeza que não foi, dos policiais muito menos. Quem sabe pediram aos comerciantes? Creio que sim.
 Estas comunidades são as mais violentes dentre as que estão supostamente pacificadas, vejo nesta ação uma politica que só favorece ao governo. Seria válida se estivessem realmente pacificadas, inserida numa sociedade normal.
Diante disso, os PMs vitimados foram lembrados? A PMERJ, por meio de seus gestores se preocupou num alento para as familias das centenas de policiais mortos nestas comunidades? Não precisa de uma cesta de natal, uma visita, um cartão de conforto, uma lembrança.

No dia seguinte ao gesto destes policiais, mais um PM foi vitima dos criminosos do local.
O soldado Vinícius Barbosa Fonseca, de 31 aos, foi atingido por um tiro na cabeça por volta das 19h30 desta noite de Natal, quando fazia patrulhamento na comunidade, com outros colegas.
Menos de 24 horas após Vinícius ser atingido na cabeça, um outro PM, também lotado na UPP Alemão, foi baleado em Niterói, região metropolitana do Rio. Segundo o batalhão de Niterói (12º BPM), o PM seguia para o trabalho, na manhã desta sexta (26), na garupa de uma moto dirigida por outro policial quando foi abordado por assaltantes que efetuaram disparos.
O agente foi atingido nas costas e levado para o hospital Azevedo Lima, em Niterói. O estado de saúde dele é grave.

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