quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Oficiais da PM são suspeitos de extorsão na Baixada

Quem não acerta com o P-3 não trabalha’. Este seria o lema do major Fábio Alessandro Ferreira à frente da P-3 — órgão que monta estratégia de operações — do 39º BPM (Belford Roxo) para liberar eventos naquele município. Até os responsáveis pela organização do show de um grupo de pagode, em abril, teriam sido vítimas de extorsão.
O oficial e o capitão Rodrigo Antunes Vieira, do 9º BPM (Rocha Miranda), são, de acordo com investigação da Polícia Militar, suspeitos ainda de receber propina de veículos rebocados em Belford Roxo e levados para depósito em São João de Meriti.
Propinas teriam sido pagas em sala dentro do 39º BPM (Belford Roxo), segundo investigação da PM | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
O comandante da PM, coronel Ibis Pereira, determinou que a conclusão da investigação seja encaminhada à Promotoria que atua junto à Auditoria de Justiça Militar.
O esquema renderia de R$ 2 mil a R$ 4 mil por evento, que incluía até bailes funks na Praça de Santa Marta, próximo à comunidade Parque da Floresta, com fechamento da rua sem repressão policial. Já o reboque de veículos tinha até tabela. A apreensão de vans, Kombis e caminhões poderia render R$ 50 por cada veículo.
De acordo com as investigações, o major Fábio teria exigido R$ 4 mil para liberar o show de um grupo de forró no local conhecido como Pesque e Pague do Babi, mas, como não recebeu a quantia, não concedeu o ‘Nada opor’, ou seja, a autorização para a realização do evento. Com base em depoimentos, a PM concluiu que há existência dos crimes de corrupção passiva e concussão (extorsão praticada por funcionário público).
Durante a apuração chamou a atenção dos investigadores que, apesar de área do 39º BPM estar restrita ao município de Belford Roxo, a empresa utilizada para o reboque de veículos era de São João de Meriti. E mais: o batalhão deixava de usar o depósito público de Belford Roxo, o mais próximo. A empresa ‘contratada’ pagaria aos oficiais as propinas dentro da sala dele no 39º BPM.
A PM recebeu informações de que policiais teriam recebido até R$ 120 mil para não reprimir o tráfico de drogas no Gogó da Ema, São Leopoldo, Castelar, Palmeira, Guacha e Floresta.
Investigação sobre plano de mortes
Em outra investigação, a PM abriu sindicância a fim de apurar suposto plano para matar uma promotora do Ministério Público (MP) e um juiz de Belford Roxo. Policiais teriam contratado um miliciano, identificado apenas como Carrapato, para executar os crimes contra os servidores que atuam naquele município.
O plano seria para impedir a investigação de homicídio envolvendo PMs
na 2ª Vara Criminal de Belford Roxo. As informações foram repassadas pelo serviço Disque-Denúncia (2253-1177).
De acordo com os relatórios enviados à PM, Carrapato seria ligado também a um grupo de extermínio, formado por policiais civis e também militares. Agora, a corporação vai aprofundar as investigações através da Corregedoria Interna.
E os combatentes morrendo todos os dias. Para o governador Pezão, em seu discurso sobre mortes de policiais, deu a entender que para ele tanto faz 10 ou 100 policiais mortos, a resposta é o aumento de efetivo nas ruas. Ou seja, em outras palavras, seu único trabalho é aumentar o número de vagas no próximo Edital de concurso.

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