terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pezão? Só se for na bunda gorda do governador.


Vimos durante o ano os escândalos envolvendo as licitações na Corporação Policial Militar, como também vimos oficiais envolvidos em ilícitos diversos, desde transporte alternativo e milícias a trafico de drogas.

Todo o efetivo PMERJ foi empregado no policiamento da Copa, até os que não tinham formação completa esteve no policiamento. Denuncias sobre a alimentação fornecida correu as redes sociais, até comida com vermes vivos fez parte do cardápio dos policiais militares. Como também, as instalações para repouso foram destacadas.



Por certo o gasto foi grande, tanto que não sobrou nada para a esperada “cesta” de natal, que já não era grande coisa. Claro, sempre há uma “licitação” para aquisição destes gêneros e é óbvio que há sempre um oficial, superior, encarregado de fazê-la.

Esta noticia foi veiculada no Jornal O DIA em 13 de dezembro, um dia ates da manifestação dos policiais em Copacabana.





A manifestação foi um sucesso, os meios de comunicação de maior credibilidade noticiaram mais de 2.000 participantes, o que pode ser comprovado pelos registros fotográficos do evento. Os de menor credibilidade, noticiaram só 500 participantes.

No evento, não só policiais estiveram presentes; amigos, parentes e sociedade foram dar seu apoio e se posicionar contra a falta de uma politica de segurança voltada ao policial. Só neste ano mais de 100 policiais foram assassinados, muitos com requinte de tortura e crueldade.


O governador em pronunciamento disse: "Não vamos sair da rua. A cada PM morto vamos por mais policiais para continuar a combater a criminalidade”. Em outras palavras: A cada policial morto, alteramos o edital de concurso, aumentando o numero de vagas.


Eles não se aperceberam que havia uma manifestação em andamento? Não acreditaram que a segurança  pública pudesse se manifestar e se destacar até na imprensa internacional? Pois foi o que aconteceu! Se na imprensa nacional as notas foram humildes, na internacional foi destacada.

Hundreds of Brazilian police officers and their relatives have taken part in a protest in Rio de Janeiro to demand tougher legislation for crimes against the police.

*Centenas de policiais brasileiros e seus familiares participaram de um protesto no Rio de Janeiro para exigir uma legislação mais dura para crimes contra a polícia.


No mesmo veiculo que publicou a impossibilidade de fornecimento das cestas de natal por “falta de verba”, por estouro no orçamento, veiculou no dia seguinte à manifestação que o governador vai garantir a distribuição das cestas de natal. Um “cestão fudidos” isto é o que ele deve estar planejando, pois, foi notório a PMERJ registrando o evento e soubemos que o próximo comandante geral, “determinou” sem o poder para fazê-lo, que os policiais participantes fossem registrados e identificados. Ele ainda está a serviço da GLOBO?

Então, a toque de caixa, caixa esta há muito estourada, as cestas natalinas serão providenciadas, talvez numa compra emergencial, sem licitação, o que tanto gostam.  Os PMs terão suas cestas na esperança de estarem suprimidas as manifestações deste segmento de servidores públicos em detrimento de suas reivindicações maiores, a segurança para exercer seu trabalho.


Mães, esposas e filhos ainda clamam por justiça, justiça que não se manifesta efetivamente por suas mortes, direitos humanos dos não humanos ausente, pensões que não são pagas aos dependentes, blindagem das viaturas policiais. Cestas de natal é um trocado, não foi por cesta de natal que eu e milhares de policiais, familia e amigos fomos lá no domingo, foi pela vida, pela segurança do policial. Vai TOMATECRU governador. O Pezão vai ser na sua bunda gorda.
Sim, Vão “TOMATE CRÚ”!


Eu, em minha razão de pensar, proporia que estas cestas fossem distribuídas nas diversas organizações beneficentes, de apoio a moradores de rua, nas que merecem créditos. Uma porrada nesses meliantes que usurpam vidas por sua omissão preventiva e efetiva deve ser dada, tudo dentro da disciplina consciente.


Doação das cestas natalinas em 2014, é o que proponho. Que sejam doadas nas portas das unidades de recebimento tão logo forem recebidas. Tão logo o policial as receba, sejam entregues à organização beneficente, adredemente chamadas, na porta da unidade.

As igrejas, centros espiritas e diversas religiões sabarão como ajudar.

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