terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Sargento protesta em batalhão de Macaé e acaba na cadeia

29/12/2014
O DIA

Rio - Revoltado com a escala de serviço para o fim do ano, afixada nesta segunda-feira no mural do 32º BPM (Macaé), um policial militar resolveu fazer protesto inusitado: ele se algemou a uma pilastra do batalhão. A foto do sargento com os braços presos ao redor da coluna foi divulgada nas redes sociais, e a manifestação solitária acabou mal para ele: o policial foi preso, assim como o subtenente que fez as imagens. 

Na tarde desta segunda, ambos foram levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP). Foi aberto procedimento para apurar a conduta do sargento, já que o ato configurou crime militar. No entanto, a assessoria da PM não informou em qual crime do Código Penal Militar o policial foi enquadrado. Segundo agentes do batalhão, a punição seria porque o sargento teria ferido o decoro militar. 

                                             Policial se algemou numa pilastra

A reclamação do sargento era contra a escala de serviço para o Réveillon, já que todas as folgas e férias foram canceladas devido ao reforço no policiamento do estado. Ele teria que trabalhar numa escala com intervalo de 12 horas entre um serviço e outro. Ele teria se algemado para demonstrar que estava sendo ‘torturado’ pela escala, segundo contaram colegas de farda. 

De acordo com informações de oficiais, o sargento teria participado das manifestações grevistas em 2012. Na época, ele estava lotado no 8º BPM (Campos). Nesta segunda, as redes sociais também foram a ferramenta para outras reclamações dos policiais sobre as condições de trabalho.

Uma delas foi a incorporação aos salários dos PMs da gratificação temporária, no valor mensal de R$ 350, a partir de janeiro, como O DIA mostrou em junho. No primeiro mês de cada ano, uma parcela será absorvida pelo salário, mas a diferença continuará sendo paga como resíduo até 2021. Policiais publicaram foto de um policial baleado, com o texto: “Essa é a polícia que não mereceu a cesta de Natal e vai perder a gratificação de R$ 350 a partir de janeiro de 2015”.

Porra! Os gestores PMERJ serão os maiores responsáveis pela "desmilitarização" da bi centenária Corporação policial militar, tudo é CPM para justificar uma prisão, mas na fundamentação nem sabem em qual artigo enquadrar. O Ato Administrativo deve ter fundamentação para sua validade, sem o qual a Justiça o torna nulo. "Vão TOMATECRÚ! Vão pra PQP! Tá na hora da Justiça Militar, se é que tem noção de sua função, responsabilizar gestores que se utilizam do CPM levianamente.

4 comentários:

  1. Que os gestores por omissão, descaso, e poder, serão os responsáveis diretos pela desmilitarização não tenhamos dúvidas, pois é exatamente a reprodução das mazelas e violações de direitos que o militarismo vive e alimenta. E os praças, são os que mais desejam, precisam e querem a desmilitarização, que somente preocupa os que ocupam posições no oficialato, e quem sabe que com a desmilitarização acabará as disputas autofágicas que começam no Curso de Formação de oficiais.

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  2. parabens, na hora de dar paulada na populaçao que estava reclamando por direitos basicos. vcs nao pensaram. agora nao adianta chorar .. sangra. pe preto.

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    1. Ae cara de para brisa, só fala merda ....! Que população é essa que levou pauladas ??? Black Blocs ? Terroristas é vândalos ? Essa é sua população ???

      Se liga !!!!!!!!!!!!!!!!!!

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