domingo, 21 de dezembro de 2014

Um rabo que nunca chega ao ranger da carruagem.


Um texto com a qualidade EPCAr 75, por Jefferson W. dos Santos.

Amigos bom dia, permitam-me uma divagação tão inapropriada para uma bela manhã de domingo, onde o raiar do dia traz consigo vários e lúdicos convites para distrações oníricas mil, no inexorável caminho para nossa alienação plena.
Sim, alienação, aquela inconteste e consuetudinária (tenho a impressão de já constar em programa de governo...e não de Estado) alienação. Aquela sob o peso da qual todas nossas instituições que formam uma Sociedade Civil, pretensamente, organizada se vergam e se acomodam sob uma pesada e "imexível" zona de conforto, como se fora uma volumosa rocha nos encarcerando em uma caverna, aquela da qual nem Platão poderia sair para perceber estar envolto a sombras, as sombras do medo e do conforto dados, providos, empurrados goela abaixo pela ignorância, sob a qual nossa sociedade já se sente confortável pois, além de tudo, livra-nos de responsabilidade de agir e aguardar, bovinamente, os desígnios de Deus e do "Estado" petista que, pelo andar da carruagem, baterá os records do PRI mexicano, muito mais além do comunista que grilhou a União Soviética por décadas.
Enfim, é domingo e a introdução já está ficando grande ao ponto de meus antigos professores ecemarianos já me darem um delta por introdução muito longa e prolixa mas, enfim, não é apresentação de segunda-feira à tarde, logo após uma lauta feijoada coroando a farra e zona do domingo que nos deixou em alerta até o sol nascer e vestir o macacão de vôo para ficar de alerta para decolagem tendo Morfheus como companheiro de dominó...quem foi da "casa" sabe o que estou dizendo rs rs.
Então, amigos, a alienação vem dessa porrada de assuntos banais e fúteis que a mídia está aprisionando o cidadão. Dá um enorme desespero conferir os assuntos mais falados por uma sociedade com acesso a internet na ordem de quase 60% dela mas que prefere platitudes, novelas, futebol e, sobretudo, factóides plantados pela mídia ao som e enquadramento de Franklin Martins, direto do segundo andar do Palácio do Planalto. Não se iludam, os jornais só dirão e estimularão bobagens e platitudes para encobrir o arrestamento de nossa liberdade econômica do ano que vem.
Sim, Rosários, Bolsonaros, Felicianos e toda sorte de personagens dessa pitoresca e, porque não, dantesca Comédia Humana brasileira, Pindorâmica, morena, preguiçosa e irresponsável.
Bem, o texto está se esticando para desencorajar quem tem preguiça de ler que, vai acabar perdendo umas linhas que o obrigará a pensar, refletir e, quem sabe, se preparar melhor para os anos que chegam.
Aprovaram um orçamento para 2015 fictício, ridículo, com percentuais escandalosos para qualquer prefeito, nas 5 565 cidades jogar a toalha, juntar seus mijados, pegar o boné e largar a mesa. Mas o poder, a fome do poder, e a possibilidade de ganhar não lhes permite tais digressões, sejam até pelo esforço ético a ser empregado, o que, pelo visto, está muito acima da capacidade do cidadão brasileiro de entender.
Pois então, caros amigos, as dívidas de nossas "dívidas interna e externa" novamente baterão a casa dos 40% do magro orçamento que teremos, apesar de ultrapassar dois trilhões de reais. Vejam amigos, já temos uma carga tributária de mais de 38% sobre nossos bolsos, o governo desesperado atrás de aprovar a volta da CPMF que gira em torno de 40% de um PIB de DOIS E MEIO TRILHÕES DE REAIS. Pensem, por favor, a CPMF gira em torno de 40 bilhões de reais mensais, em um PIB de 2,5 TRILHÕES isto APENAS para despesas correntes, e NÃO PARA INVESTIMENTOS. Amigos, essa gestão incompetente e perdulária já dura no poder DOZE anos e irá para 16 graças a 54 milhões de distraídos, desinformados, aproveitadores (a maioria SEMPRE ganha alguma coisa com o PT no poder) e, no arremate geral, estúpidos. Eleger a banca rota do país e achar que ajudou o país a crescer é algo inominável no bom senso de qualquer alfabetizado de coração puro.
Prosseguindo, em torno de 20%, novamente, será para repassar para prefeituras e estados tentarem, tentarem pagar suas dívidas e não para investimentos. Pensem, novamente teremos alagamentos, apagões de energia, engarrafamentos, aumento da exclusão do emprego, aumento da violência, aumento de susceptibilidade a epidemias, etc, etc e mais etc.
Tirando outros perto de 20% de rubricas mágicas e ininteligíveis ao cidadão comum (porque o que este governo mais sabe fazer é ser hermético e excludente à participação popular), teremos menos de 20% destinados às rubricas de sociedade descente: saúde, educação, saneamento, segurança pública, transporte, energia, etc. Eu seja, um ano a mais para viver de sobressaltos e, irresponsavelmente, felizes e enganados.
Desculpem-me, mas é o que me resta a fazer. Não ombrearei outros estúpidos que ainda acham que ir às ruas dando espaço para outros estúpidos quebrarem patrimônios e engordarem os 20% de dívidas de qualquer prefeito. Em uma sociedade que se mobiliza mais para paradas gays e movimentos de proteção a gatinhos e cachorros desamparados não dá qualquer ânimo de perder tempo nas mídias sociais. Sugeriria para os últimos um DVD do Eduardo Duseck "troque seu cachorro por uma criança pobre"...enfim, isso já é tema batido demais para fazer um pidorâmico mudar para uma postura mais madura e socialmente engajada.
Minha vã tentativa de falar de um assunto diferente, mas necessário. Essencial, melhor dizendo. Porque nessa contumácia de não querer entender e se envolver com política o máximo que o apedeuta poderá dizer ano que vem, quando a giripóca piar é dizer: "É culpa da corrupção desses políticos..." ou o pior de todos: "O Brasil só Deus na causa!!"
Enfim...não, pode deixar, prometo que é o "Enfim" mesmo. Mais uma ano parecendo-nos como cães com coceira no rabo, correndo em círculos onde o máximo que nos permitimos é um dilema existencial de ver uma carruagem passando onde o ranger das rodas de madeira não engraxadas, faz nossos ouvidos doerem. O torcer esticado do corpo para tentar fazer o nariz chegar no esfíncter "coceirante" estica e abre a trompa de Eustáquio, que faz o ranger das rodas adentrar deslizando em nossos ouvidos até explodir nossa consciência e nos jogar nos braços de Morpheus, no vale das sombras, junto aos degradados filhos de Eva.
...e não verás país algum...

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