quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Este céu que nos abriga.


Quando era pequeno adorava assistir ao desenho os Jetsons. Uma família que vivia no ano 2000 com carros voando, empregadas robös. Tudo limpinho nas casas, nas ruas, pessoas educadas e tudo no lugar, certinho.
Volto à varanda para a realidade da rua suja e areia da praia cheia de latas de cerveja, pinga Pitu, pratos, comidas e tudo o de ruim que o ser humano, em 2014, pode produzir e contribuir para o desconforto de seu semelhante.
Dou-me conta que avançamos para a segunda metade da segunda década do século XXI. O ano 2000 dos Jetsons já dista há quinze anos e parece que ainda estamos muito distantes, inatingíveis desse Xangrilá da cidadania.
Olho para o céu, límpido emoldurado por pouquíssimas nuvens. Um céu sobre nós, nação dos imberbes e ímpios.
Não obstante, vivenciamos grandes avanços sociais, sem dúvida, sobretudo em termos de acesso à informação. Já temos mais de 240 milhões de linhas de celular, apenas linhas de celular, em uma população que já beira os 202 milhões de habitantes, muito além dos 90 milhões dos "Jetsons" da época que o Brasil fulgurou para o mundo, pelo menos com bola nos pés fomos unanimidade mundial. De lá para cá...
Bem, de lá para cá também continuamos a ter acesso a informação: somos 96% dos lares brasileiros com televisores, contra apenas 92% de geladeira e fogões. Panela no tijolo de barro para alguns, mas a televisão garantindo os programinhas de baixíssima qualidade garantidos. Roupa no tanque e na bacia para alguns (91% de lares com máquinas de lavar roupas) mas a televisão, no crédito facilitado, para assistir as novelinhas básicas alienantes.
País de contrastes que insistem, contumazes, em existir devido à anomia política da própria sociedade.
Um país, também, esquisito. Celebramos a chegada de um operário que faz questão de dizer que não precisa estudar para virar presidente. Foram doze anos de ilusões de acesso a bens de consumo, amparados por irresponsáveis reduções de impostos e acesso farto a crédito, sem se preocupar em demonstrar de onde vem o dinheiro. O Brasil dos "excluídos" cresceu, pôs televisão, geladeira e ar-condicionado em casa mas continua sem vacinas para todas as mães, inclusive a inacreditável quantidade de adolescentes e pré-adolescentes grávidas e seus filhos até quatro meses. As vacinas garantidas por lei e um enorme elenco de outros suprimentos também não encontrados, mas a televisão para a novelinha básica e o celular para coisas inúteis está garantido. A sensação do poder ter, "nunca dantes" lhe proporcionado garantirá reeleições "ad eternum" para o atual partido no poder.
Quando dava aulas, iniciava meus módulos na universidade onde lecionava, com uma pitoresca frase e mais adiante, enfatizava nossa estapafúrdia condição sócio-econômica com outra. A primeira: "Contra biotipo e idiossincrasia não se briga, procura se viver da melhor forma possível!" Exemplificava ante ao espanto de muitos dizendo que por mais que quisesse, eu de constituição grande e cheia jamais seria igual a um longilíneo estudante. O máximo que poderia fazer era controlar meu peso e evitar um enfarto prematuro. Meu biotipo, minha assinatura biológica. Ponto!!. E nossa morena, descansada e irresponsável idiossincrasia que tinha aversão à leitura, ao trabalho (O país dos feriados e carnavais) e à responsabilidade coletiva. O "corta, copia e cola" substituiu, junto às cotas e coitadismo, nossa propensão ao descanso, ao Deus dará (Brasil, só Deus na causa!! - o que mais ouço recentemente).
A segunda frase vinha após apresentação de gráficos de desempenho sócio-econômico nas principais áreas, a saber, saneamento, saúde pública, educação, segurança pública, energia, transportes, etc. Completava com a postura morena e descansada de nossa idiossincrasia que fazia com que a sociedade simpatizasse e se mobilizasse mais em marchas na rua defendendo a diversidade de gênero e em defesa de animais desvalidos ao invés de ter postura mais madura de cidadania e cobrar mais qualidade na gestão pública. 
Assinatura indelével de nossa morena e descansada idiossincrasia. Eu não brigo, tento conviver da melhor forma, mesmo tendo que arcar com aumento de impostos após 54 milhões de irresponsáveis distraídos manterem no poder um governo ineficiente que, rindo da cara de todos, seus eleitores ou não, acerca-se de pessoas de qualidade ética duvidosa para gerir um país complexo como o nosso.
Prosseguia, daí, com a terceira frase, quase um testamento: "Três instituições, em qualquer momento da História da Humanidade, em qualquer ponto geográfico do planeta Terra, retirou o homem das cavernas e o permitiu ir à Lua: A família, a Escola e a Igreja." É a convicção que nutro até hoje.
O governo petista, que vai para dezesseis anos, talvez vinte, para chegar ao poder nos últimos trinta e cinco anos, conseguiu esculhambar com as três instituições no país. O Estatuto da Criança e do Adolescente acabou com a autoridade paterna e da Escola. Professores apanham de alunos e menores matam nas ruas a bel prazer e soltos em seguida. As duas primeiras detonadas com um tiro só. A terceira foi de forma mais sutil. 
Mais eficiente do que Pilatos em Jerusalém. O governo reconheceu e autorizou 53 denominações religiosas distintas no país. Hoje pastores, padres e correlatos procuram levar o prazer e a certeza da "salvação", do lugar no céu do crente que crê. "Basta crer em Jesus que seu sangue vertido na cruz lava TODOS os seus pecados!!" Uma maneira sutil e elegante de levar a indulgência, mas eficiente que Pilatos e do Vaticano que revoltou Lutero. Basta contribuir generosamente para a igreja que não irá declarar o que recolhe, com isenção tributária, patrimonial e fiscal, baixar a cabeça, escondido em meio à multidão, "se arrepender" de seus pecados e...pronto!! Sentir-se perdoados. Grande negócio, excelente negócio, diga-se de passagem. Aí, ao sair no estacionamento volta seu egoísmo, inicia a semana tratando mal a empregada, o porteiro, o colaborador na empresa, dando em cima da secretária, arrumando notas fiscais frias e outros subterfúgios, falando ao celular enquanto dirige e uma miríade quase incontável de pecados sociais na certeza que no próximo domingo, com a bíblia na mão, recitando alguma passagem "nadaver" com a realidade que o cerca mas com o conforto e a certeza de que irá aos céus quando morrer, porque "Basta CRER em Jeus, para Deus lhe salvar!!" Basta crer, nada mais. E quanto a cidadania responsável?! Bem, isso agora é problema de Jesus e de Deus, minha parte já fiz, já orei, já cantei com toda as forças de meus pulmões dizendo, em cânticos a Deus que prostro-me diante Dele e que declaro que Ele comanda minha vida, está entregue nas mãos Dele... O que acontece no Brasil não é problema meu, basta eu orar ao Senhor que minha parte como cristão e servo de Deus está cumprida. Assim com o irresponsável ato da cidadania "garantida às duras penas" quando voto e viro as costas à minha responsabilidade como cidadão, ligo a tevê esperando a Ritinha ou outro homossexual de fama, ou esperando o campeonato de júniores em São Paulo, depois os campeonatos estaduais, Copa Sulamericana, Brasileirão, entremeados de datenas e ratinhos enquanto não lançam mais uma edição do big brother brasil. b pequeno, b de país pequeno de sociedade apequenada por ela mesma, por suas escolhas.
Somos um país rico, cobiçadíssimo por nossa naturais riquezas, nosso amaldiçoado berço esplêndido que nos mantém preguiçosos e egoístas. Nenhum país dentre os oito mais ricos tem o que temos: Terras contínuas, superfície pouco acidentada, a maior malha hídrica fluvial contínua do mundo, dois enormes aquíferos com um terceiro fazendo um invejável berço freático mais, ainda assim, com brasileiros na miséria do sertão e da amazônia. Coisas de país desigual e distraído.
Assim o governo petista conseguiu esculhambar com as três principais instituições que desenvolvem qualquer sociedade, menos a nossa, é claro.
Estamos avançando para mais um ano onde a ilusão do "país que dá certo" irá se defrontar, absolutamente degastado e inerte, com a crise mundial. Nem quintal temos condição de ser com decência, para termos capacidade de barganha no comércio internacional cuja ação de governo TEM que representar os interesses do povo e não os ideológicos de poder eterno do partido confirmado nas urnas. Começaremos a pagar caro, muito caro por esta eterna distração irresponsável de "não gostar de política". Eu sugiro na próxima enchente mandar emails ou ligar para a Glogo ou para a Record, ou para algum artista ou jogador de futebol e perguntar como se resolve o problema. Ou quando se encontrar no meio de um arrastão ter tempo de ligar par os âncoras dos telejornais e perguntar como se sai da enrascada.
Enfim, caminhamos para a segunda metade, da segunda década do século XXI e continuamos patinando. Não obstante a sermos mais de noventa por cento de cidadãos cristãos, continuamos violentos, egoístas e abúlicos. Aliás, isso é comum em países de predominância cristã católica no mundo. A expressiva maioria é subdesenvolvido ou "em desenvolvimento". Dentre as sete principais economias do mundo APENAS nós somos cristãos católicos, todos os demais, inclusive nós, patinamos, patinamos, patinamos...e la neve [escorregadia] vá.
Não sou fatalista tampouco arauto do caos, infelizmente todos os sinais hoje verdadeiras assinaturas tatuadas em nossa sina social e econômica já vem se apresentando há décadas e a ação social responsável nunca veio do forma consistente, madura, sustentável.
Mais um ano, mais outra metade de década onde no intervalo da novela o eleitor quer prestar a atenção e tentar entender o Brasil, para levantar como um gigante adormecido, atabalhoado como se fora um elefante em uma loja de cristais.
Mas, enfim, na hora que a novela acabar, o cidadão enfia-se na sua zona de conforto, no emaranhado dos lençóis do berço esplêndido sob o luar do céu que nos abriga.

Por Jefferson W. dos Santos (EPCAr 75)

18 coisas que certamente acontecerão em 2015


1) Descobrirão um escândalo de corrupção ainda pior do que o da Petrobras. O escândalo será chamado pela mídia de mamutão ou algo que o valha. Haverá protestos. Adoradores dos partidos políticos envolvidos no esquema de corrupção ficarão quietos em seus cantos como se nada estivesse acontecendo. Contendo, por ímpetos partidários, entrar na questão. Trocarão rapidamente de assunto.
2) Surgirá uma nova letra para a atual sigla ALGBTTIQ - descobrirão um grupo minoritário de pessoas atraídas sexualmente por líquens ou algo que o valha.
3) Petrobras continuará viva, mas respirará com a ajuda de aparelhos.
4) Discutiremos sobre algum projeto de lei que, para o nosso bem, nos protegerá do imperialismo burguês.
5) Lista de minorias desfavorecidas atualizada 2015: haitianos, frentistas, acionistas da Petrobras, asmáticos, torneiros mecânicos, zeladores, cangaceiros, rpgistas, nintendistas e Paulo Maluf.
6) Apagões.
7) Embalagem de produto voltado para o público masculino será acusada de sexismo. A questão ficará em aberto.
8) A tarifa de ônibus aumentará. O preço da gasolina aumentará. O taxa de juros aumentará. O preço do aluguel aumentará. Tarifa de água aumentará.
9) Luciano Huck cometerá uma gafe polêmica. Pediremos a cabeça dele.
10) Pediremos a cabeça de: Pelé, Arnaldo Jabor, Renato Aragão, Jô Soares e William Waack.
11) Os defensores morais - e aqui vale tanto as senhorinhas de Santana quanto os jovens complexados e politicamente corretos - pedirão a censura de um livro por sentirem-se ofendidíssimos com algum trecho que leram.
12) Cobraremos beijo gay na próxima novela das nove. 13) Pediremos escurecimento do funk ostentação.
14) Processaremos humoristas por piada infeliz.
15) Leremos matérias sobre axilas femininas peludas.
16) Escreveremos textões culpando a todos por um crime que chocará o país.
17) Jornal de grande circulação entrevistará moradores de Higienópolis. O mais reacionário, branco e dondoca será escolhido para ilustrar a matéria: “Para Ana Maria Think About It Mourão, moradora de bairro nobre da capital paulista, sem-tetos deveriam manter-se a 200m de gente de bem”.
18) No jornal, notícia de que Jair Bolsonaro, o monstro sem coração, estará envolvido em novo barraco. A polêmica? Chamar uma parlamentar de belzebu.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Polícia, instituição de covardes? A sociedade vai arcar com as consequencias?

Reflexão
Estamos transformando a polícia em uma instituição de covardes. Hoje, poucos policiais têm o ímpeto de agir imediatamente diante de uma injustiça ou de uma situação delituosa. Poucos têm a vontade de investigar e se expor às ruas e a seus conflitos, poucos têm a inconsequência de ir, quando a prudência normal e comum recomendam não ir.
A polícia não é uma profissão de certezas, de escolhas fáceis e certas, de ausência de riscos, de legalidades simples dos bancos acadêmicos. Polícia é risco e incerteza 24 horas do dia. Não existe a possibilidade de esperar um criminoso sacar a arma e apontá-la para você antes de você decidir atirar. Não se pode pedir sempre um mandado de busca para entrar em uma casa. Não existe sempre situações claras de risco e de flagrante delito que lhe permitam saber 100% do sucesso de suas escolhas e suas ações. Nas ruas é sacar a arma antes e atirar, entrar sem pensar para surpreender e não ser surpreendido. A polícia não é uma profissão de certezas e legalismo acadêmico. Não podemos transformar nossos policiais em pessoas acuadas e com medo de agir, com medo de responder por crimes, por abusos, por excessos.
Claro que não se pode permitir tudo, autorizar desmandos, torturas, abusos de autoridade. Mas não se pode exigir certezas e antecipações que os imprevistos das ruas não permitem. Não po-demos colocar nossos policiais em uma situação de desconfiança prévia em relação aos seus atos que os imobilizem, não podemos exigir garantias que não podemos dar aos nossos polici-ais. Prejulgando ações policiais como de má-fé, transformamos nossos protetores em covardes que têm medo da decisão, que preferem não sair às ruas para investigar e prender. Hoje na polícia é mais cômodo não fazer nada, pois aí você evita os riscos das decisões incertas e os procedimentos que delas advém. Ocorre que isso é o fim da polícia, de nossos cães pastores, de nossos protetores.
Desgastes, equívocos e erros sempre existirão na atividade policial; mas nenhum erro será maior para a sociedade do que transformar a polícia em um lugar de covardes burocratas, que se escondem atrás de procedimentos e regras acabadas que não resolvem o imediatismo do pavor de um crime acontecendo.
Precisamos de policiais um pouco inconsequentes – pois ninguém em um raciocínio lógico e normal vai enfrentar criminosos que não tem nada a perder ou a ganhar - que não tenham medo da morte, que anseiem pelo confronto, que tenham coragem de ir quando a prudência mandar não ir. Não existe o discurso do herói, do fazer o bem para a sociedade, do transformar o mundo em lugar melhor quando apontam uma arma para você. Ninguém vai pra rua quando o confronto é iminente e a derrota certa, seja morrendo ou voltando vivo para casa. Logo nossa polícia será formada apenas por covardes. Logo o caos habitará.

Rafael Vianna
Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, atualmente é Delegado de Polícia no Paraná, assessor civil da SESP, entre outras atribuições.

Jornal britânico diz que Petrobras virou 'vergonha nacional'


Estadão Conteúdo

O jornal britânico Financial Times publica na edição impressa desta terça-feira, 30, uma ampla reportagem sobre a crise na maior estatal brasileira, a Petrobras. Para a publicação, o suposto esquema de corrupção na petroleira transformou a companhia que já foi "orgulho do Brasil" em motivo de "vergonha nacional". O texto destaca ainda a hipótese de a empresa entrar em "calote técnico" pelos atrasos na divulgação dos resultados financeiros.
"A Petrobras, que em 2007 era o orgulho do Brasil após anunciar as maiores descobertas de petróleo offshore do mundo em décadas, hoje corre o risco de se tornar um pária entre os investidores e uma vergonha nacional para os brasileiros", diz o texto do FT, ao lembrar das denúncias de corrupção que envolvem diretores da empresa e grandes empreiteiras. A reportagem lembra ainda que Maria das Graças Foster, que comanda a companhia desde 2012, já teria oferecido o cargo à presidente Dilma Rousseff.

O FT lembra ainda que, diante do caso, a empresa tem atrasado a divulgação de números e isso poderia acarretar situação de "calote técnico". "Se a Petrobras não for capaz de divulgar os resultados financeiros auditados até 30 de abril, a empresa, que é uma dos maiores tomadores de empréstimos corporativos do Brasil com dívida estimada pela agência Moody's em US$ 170 bilhões, poderia desencadear um default técnico", diz o FT.
O default técnico aconteceria porque a estatal não consegue cumprir uma das cláusulas previstas na emissão dos títulos de dívida que é a divulgação de dados financeiros conforme calendário predeterminado. Na segunda-feira, 29, o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, publicou reportagem que mostra que o fundo de hedge Aurelius, que esteve nos holofotes do calote técnico da dívida soberana argentina, lançou campanha para notificar a estatal pelo descumprimento da cláusula que previa divulgação do demonstrativo financeiro não auditado do terceiro trimestre 90 dias após 30 de setembro.
"Tudo isso faz parte de uma tempestade perfeita para a empresa. Críticos dizem que isso é resultado dos anos de uso indevido da Petrobras pelo governo como um instrumento de política industrial e monetária em detrimento dos acionistas minoritários", diz o FT.

Aposentado tira a roupa para protestar contra falta de pagamento

Dono de uma casa alugada para o governo do Estado criticou o atraso no pagamento e carregou cartaz em que criticava o governador

iG Minas Gerais | FELIPE CASTANHEIRA 

Dono de imovel alugado para a Sedese faz protesto contra governador por atraso de pagamento ha 3 meses . Na foto: Sr. Manoel Dalmy Braga 74 anos dono do imovel alugado

Proprietário de um imóvel alugado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) em Teófilo Otoni, o aposentado Manoel Dalmy Braga, de 74 anos, está sem receber o pagamento desde outubro. Indignado com a situação, ele fez um protesto contra o governo do estado, nesta terça-feira, na Cidade Administrativa. Após falar com um dos funcionários da pasta, que confirmou não haver previsão para de pagamento, Manoel Dalmy foi até o banheiro do 14º andar da sede administrativa do governo, de onde saiu carregando um cartaz com críticas ao atual governador.   

Em seu protesto solitário, ele caminhou pelos corredores do setor, questionando a postura do governo e a falta de pagamento aos fornecedores. Entre olhares surpresos e funcionários assustados, teve quem fotografou a caminhada de Manoel Dalmy que depois de passar pela secretária pegou o elevador e foi até o saída do edifício.    

O idoso diz que fez vários contatos junto a secretaria para saber quando o valor seria pago, mas até o momento não teve nenhuma resposta. Ele relata que é diabético e precisa do dinheiro para o aluguel do apartamento onde está morando e também para quitar seu plano de saúde, que pode ser cortado por falta  de pagamento.   

O imóvel, localizado na rua Desembargador Eustáquio Peixoto, tem 400 metros quadrados e é usado como uma das sede regionais da Sedese. Questionada, a secretaria não respondeu ao Aparte sobre o problema. Esta não é a primeira vez que o governo de Minas é alvo de reclamações por falta de pagamento.   Braga foi operado do coração em novembro, quando recebeu uma ponte de safena e passou mais de duas semanas no hospital. Ele diz que os aborrecimentos causados pela falta de pagamento contribuíram para o agravamento de seu estado de saúde.

Governador do Tocantins promove sargento a tenente coronel em 1 dia.

Governador do Tocantins promove sargento a tenente coronel em 1 dia
                                    Governador em exercício Sandoval Cardoso
Justificativa é pelo “critério de excepcionalidade”: seis promoções foram efetuadas no mesmo dia. Sargento Aragão não atua como militar desde 2003
(PALMAS) - O governador Sandoval Cardoso (SD) tornou pública no Diário Oficial de terça-feira, 23, a Medida Provisória que institui o “critério de excepcionalidade” para a promoção de policiais militares. O dispositivo é válido apenas em 2014. Na mesma publicação, o chefe do executivo promoveu centenas de integrantes da corporação. Entre os militares promovidos está o deputado estadual Sargento Aragão (Pros), que ascendeu de primeiro sargento ao posto de tenente coronel. Sandoval Cardoso concedeu seis promoções no mesmo dia ao parlamentar, que não atua como policial desde 2003.
Ação Cautelar
O Ministério Público do Estado, através dos promotores de Justiça Edson Azambuja e Octahydes Ballan, apresentou Ação Cautelar no dia 12 para impedir Sandoval Cardoso de realizar as promoções. O órgão indicava situações “ilegais e irregulares” processo.
Conforme o Ministério Público, a partir da atribuição da “excepcionalidade”, o Estado fere a Lei Estadual 2575 de 2012, pois descumpre o artigo 26, que regula os critérios para a promoção; o artigo 36, que determina tempo mínimo de permanência em cada posto; e o artigo 39, que exige que o policial militar realize cursos específicos para ter direito à ascensão.
Os promotores de Justiça ainda denunciam possíveis indicações de políticos para promoções, através de ofícios ao governador ou ao comandante-geral da Polícia Militar, Luiz Benício. A título de exemplo, a ação tornou público os ofícios do deputado Eduardo do Dertins (PPS) e do ex-vice-governador João Oliveira (DEM). No Diário Oficial de terça-feira, é possível constatar que o Sandoval Cardoso acatou quatro indicações do Democrata.

Decisão Interlocutória
A Justiça do Tocantins não acolheu o pedido de liminar do Ministério Público (MPE) que visava “compelir” o executivo a não efetivar novas promoções de policiais militares. Na decisão interlocutória, o juiz Agenor Alexandre da Silva julga que os fatos sustentados pelo órgão são “genéricos”.
O magistrado avaliou que pelas alegações do Ministério Público fica “difícil distinguir cada caso concreto”, não sendo possível definir se determinado militar “teria ou não direito à promoção”. “Também não há qualquer fato concreto da ocorrência do referido ato administrativo de promoção, tendo apenas conjecturas”, completa.

Sandoval Cardoso
Na época, o governador reagiu aos questionamentos do Ministério Público. “Estão agora com o poder de prever o futuro? Nem lei existe, nem promoção existe, e estão indo à Justiça? Isso é um absurdo!”, disse no dia 15.
O gestor defendeu que não ocorrem intervenções políticas, mas pedidos de promoções que partiram “de todo o Estado”. “E não só de políticos, mas de todos os setores, porque, quando todos viram que eu poderia fazer promoções de excepcionalidade, passaram a pedir. E pedir é crime? É contravenção?”, questionou. Segundo Sandoval, os outros governadores também fizeram promoções de excepcionalidades. “Só o Gaguim fez mais de mil”, contou.
Por fim, Sandoval disse no dia 15 que não estavam garantidas as promoções. “Estou pensando, mas existem injustiças que precisam ser corrigidas, como de militares que não foram promovidos em outros governos por perseguição política”, ponderou o governador.
Procurado, o deputado Sargento Aragão, mas foi localizado. A assessoria de imprensa do governador Sandoval Cardoso também procurada, não se manifestou até o fechamento da edição

Fonte: O Progresso net

Sargento protesta em batalhão de Macaé e acaba na cadeia

29/12/2014
O DIA

Rio - Revoltado com a escala de serviço para o fim do ano, afixada nesta segunda-feira no mural do 32º BPM (Macaé), um policial militar resolveu fazer protesto inusitado: ele se algemou a uma pilastra do batalhão. A foto do sargento com os braços presos ao redor da coluna foi divulgada nas redes sociais, e a manifestação solitária acabou mal para ele: o policial foi preso, assim como o subtenente que fez as imagens. 

Na tarde desta segunda, ambos foram levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP). Foi aberto procedimento para apurar a conduta do sargento, já que o ato configurou crime militar. No entanto, a assessoria da PM não informou em qual crime do Código Penal Militar o policial foi enquadrado. Segundo agentes do batalhão, a punição seria porque o sargento teria ferido o decoro militar. 

                                             Policial se algemou numa pilastra

A reclamação do sargento era contra a escala de serviço para o Réveillon, já que todas as folgas e férias foram canceladas devido ao reforço no policiamento do estado. Ele teria que trabalhar numa escala com intervalo de 12 horas entre um serviço e outro. Ele teria se algemado para demonstrar que estava sendo ‘torturado’ pela escala, segundo contaram colegas de farda. 

De acordo com informações de oficiais, o sargento teria participado das manifestações grevistas em 2012. Na época, ele estava lotado no 8º BPM (Campos). Nesta segunda, as redes sociais também foram a ferramenta para outras reclamações dos policiais sobre as condições de trabalho.

Uma delas foi a incorporação aos salários dos PMs da gratificação temporária, no valor mensal de R$ 350, a partir de janeiro, como O DIA mostrou em junho. No primeiro mês de cada ano, uma parcela será absorvida pelo salário, mas a diferença continuará sendo paga como resíduo até 2021. Policiais publicaram foto de um policial baleado, com o texto: “Essa é a polícia que não mereceu a cesta de Natal e vai perder a gratificação de R$ 350 a partir de janeiro de 2015”.

Porra! Os gestores PMERJ serão os maiores responsáveis pela "desmilitarização" da bi centenária Corporação policial militar, tudo é CPM para justificar uma prisão, mas na fundamentação nem sabem em qual artigo enquadrar. O Ato Administrativo deve ter fundamentação para sua validade, sem o qual a Justiça o torna nulo. "Vão TOMATECRÚ! Vão pra PQP! Tá na hora da Justiça Militar, se é que tem noção de sua função, responsabilizar gestores que se utilizam do CPM levianamente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Existem mais coisas entre o céu e a terra...

Publicado em 10/05/2008


Ao escrever este texto, não tive como intenção sugerir a mudança de conceitos, de cultos, ou cleros religiosos. O objetivo nestas palavras é a reflexão sobre um assunto já comentado aqui, e com a aprovação de quem o escreveu, Criatura da Noite. Um assunto extremamente complexo e de pouco material para pesquisa. Pelo menos, material que seja compreensível por nós, leigos no assunto. 

Para iniciar, vou citar a celebre frase do personagem Hamlet, de William Shakespeare: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia...” 

Quem nunca teve um momento na vida em que, enquanto tudo estava acontecendo lá fora, conseguiu se refugiar num mundo que é apenas seu, numa forma de introspecção? Quem nunca teve um momento como se estivesse dentro de si mesmo? 
Isso geralmente pode acontecer, naquela noite de calmaria, num total silêncio em seu quarto ou em qualquer outro lugar tranqüilo em que você se permite entregar à concentração e a reflexão. 

Em nossa mente, passa um filme de muitas coisas acontecidas no passado, um insight... ou vários. Algumas lembranças boas que deixaram saudade. Chegamos a sentir aquelas sensações de prazer de criança, como a alegria de ganhar um pequeno brinquedo de madeira artesanal, feito pelo avô ou... lembranças nem tanto prazerosas, como uma vergonha passada na escola por ter cometido um erro grave de português onde todos os colegas de classe riram de você. 

Ao atingir um momento de total concentração neste breve resumo cinematográfico de nossas vidas, adormecemos e iniciamos uma longa caminhada. Um extremo silêncio e uma escuridão completa se faz. Caminhamos então pelo universo... Logo em seguida, parece que se abrem portas. Sim, eu chamaria de portas, talvez até portais. Nossa mente, junto com nosso corpo agora bem mais leve, percorre lugares que não saberíamos dizer quais são, mas que temos consciência de que já os conhecemos, de que já estivemos ali.O conhecido déjà vu da noite. 

O mesmo acontece com o aparecimento de alguns vultos, alguns seres que nos acompanham. Nada ouvimos do que eles nos falam, mas muito entendemos. Numa forma de telepatia e de uma maneira muito natural. Sentimos que ficamos horas ali, numa sensação de bem estar. Numa sensação de paz.. Numa falta de nitidez visual mas, estranhamente, numa total compreensão, integração e entrosamento espiritual. 

A sensação é como se fossem vários mundos por onde passeamos na madrugada. Como se fossem vários seres amigos que encontramos em outros mundos para interagir. E, muitas vezes, ao acordar acabamos achando uma luz para solucionar problemas pelos quais achávamos já sem solução. 

Encontramos anjos? Seres de luz? Espíritos? Quem são as tais criaturas da noite? Somos nós mesmos.Seria nosso “duo”? 

A impressão que fica é que estivemos em contato com um sistema particular existente em nossa mente, que conta com uma série de informações que foram traduzidas em imagens e sensações vivas. Imagens, quem sabe, de dimensões que desconhecemos, de momentos realmente vividos por nós. 

Muitos que estão lendo este texto talvez digam que “este é um caso de terapia para a dona Catucha”. Mas... para um pequeno grupo, acredito eu, é o início de uma discussão (no bom sentido) sobre coisas que acontecem entre o céu e a terra, que sentimos... que vivenciamos...e que apenas ainda não as entendemos.

brasilwiki

CHE GUEVARA FOI TRAÍDO POR FIDEL


"CHE GUEVARA FOI TRAÍDO POR FIDEL,

POR ORDEM DA UNIÃO SOVIÉTICA" 

Há quarenta e nove anos morria
o homem e nascia a farsa
"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas "el chancho", o porco, porque não gostava de banho e "tinha cheiro de rim fervido".

Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: "Você vai matar um homem". Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito.

Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro.

Che também se tornou crítico feroz da União Soviética, da qual o regime cubano dependia para sobreviver. Não por discordar do Kremlin, mas porque julgava os soviéticos tímidos na promoção da revolução armada no Terceiro Mundo. Para se livrar dele, Fidel o mandou como delegado à Assembléia-Geral das Nações Unidas em 1964. No ano seguinte, Che foi secretamente combater no Congo, à frente de soldados cubanos. Ali, paralisado por incompreensíveis rivalidades tribais, derrotado no campo de batalha e abatido pela diarréia, Che propôs a seus comandados lutar até a morte. Mas foi demovido do propósito pela soldadesca, que não aceitou o sacrifício numa guerra sem sentido.

Além da falta de apoio do povo boliviano, que tratou os cubanos chefiados por Che como um bando de salteadores, a expedição fracassou também pela traição do Partido Comunista Boliviano. VEJA perguntou a um de seus mais altos dirigentes dos anos 60, Juan Coronel Quiroga: "O PCB traiu Che Guevara?". Resposta de Quiroga: "Sim". A explicação? "Nosso partido era afinado com Moscou, onde a estratégia de abrir focos de guerrilha como a de Che estava há muito desacreditada." Quiroga era amigo pessoal do então ministro da Defesa da Bolívia e conseguiu que as mãos do cadáver de Che Guevara fossem decepadas, mantidas em formol e entregues a ele. 

Boa parte da liderança revolucionária e dos comandantes guerrilheiros tinha por objetivo a instauração da democracia em Cuba. Mas foi surpreendida por um golpe comunista dentro da revolução. Acabaram presos, fuzilados ou deportados. Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro. Na versão mitológica, Che era dono de um talento militar excepcional. Seus ex-companheiros, no entanto, lembram-se dele como um comandante imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte, em guerras sem futuro no Congo e na Bolívia. 

Em seu diário da campanha em Sierra Maestra, Che antecipa o seu comportamento em La Cabaña. Ele descreve com naturalidade como executou Eutímio Guerra, um rebelde acusado de colaborar com os soldados de Batista: "Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam". Em outro momento, Che decidiu executar dois guerrilheiros acusados de ser informantes de Batista. Ele disse: "Essa gente, como é colaboradora da ditadura, tem de ser castigada com a morte". Como não havia provas contra a dupla, os outros rebeldes presentes se opuseram à decisão de Che. Sem lhes dar ouvidos, ele executou os dois com a própria pistola. Essa frieza e a crueldade sumiram atrás da moldura romântica que lhe emprestaram, construída pelos mesmos ideólogos que atribuíram a ele a frase famosa – "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Frase criada pela propaganda esquerdista.

A FRASE MAIS FAMOSA ATRIBUÍDA A GUEVARA É... "Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."

...OUTRAS MENOS CONHECIDAS REVELAM SUA REAL PERSONALIDADE: 
"Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue."
Carta à esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957

"Fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta até a morte."
Discurso na Assembléia-Geral da ONU, em 11 de dezembro de 1964

"O ódio intransigente ao inimigo (...) converte (o combatente) em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser assim."Revista cubana Tricontinental, em maio de 1967

COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE?As instruções que recebi nos Estados Unidos eram para poupar sua vida. A CIA sabia da divergência de idéias entre Che e Fidel e acreditava que, a longo prazo, ele poderia cooperar com a agência. A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: "500, 600". O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era irrevogável.



Fala um dos três sobreviventes do comando na Bolívia

                                             Benigno mitifica o Che

Che Guevara foi o chefe seguido até o fim, um irmão que o ensinou "a ler e a escrever" e a "respeitar inimigos e prisioneiros".  Benigno fica ainda com os olhos úmidos, quando narra a "armadilha mortal" em que caiu o mito revolucionário de gerações inteiras.
E desabafa raiva e desilusão com a "maquinação pela qual foram responsáveis Fidel Castro e a União Soviética". "Queríamos exportar a revolução. Fomos abandonados na selva. Che foi ao encontro da morte, sabendo que era traído. Em 7 de outubro de 1967, estávamos a poucos metros da escola onde o exército boliviano o mantinha prisioneiro. O nosso comando estava disperso. Não fosse assim e teríamos tentado libertá-lo mesmo com risco de morrer."

                 Fidel, segundo Benigno, traiu a Revolução Cubana e o Che.

"Os soviéticos consideravam Guevara uma personalidade perigosa devido a suas estratégias imperialistas. Fidel se curvou à razão de Estado,  visto que a sobrevivência de  Cuba dependia da ajuda de Moscou. E eliminou um embaraçoso companheiro de luta. O Che era o líder mais amado pelo povo. A nossa revolução durou poucos anos, hoje é uma ditadura como a de Batista. Os cubanos  conquistaram a cultura, mas não a liberdade, e são ainda pobres. E a culpa não é apenas do embargo americano. É de Fidel, por ter traído a revolução. 

CHINA
A ideologia de Mao Tsé-tung, que Guevara citava como modelo de comunismo, foi sepultada pelos chineses.
COMUNISMO
Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas.
VIETNÃ
Na frase famosa, Guevara propôs criar "dois, três, muitos Vietnãs". Acertou. A globalização da economia está criando Vietnãs pelo mundo – países adeptos da economia de mercado, com rápido crescimento econômico e aliados dos Estados Unidos.

O dePUTAdo gay que ama Che Guevara


Existem algumas certezas na vida. Uma delas é a seguinte: se o deputado Jean Wyllys, aquele grande pensador do BBB, faz algum elogio a você, é porque você fez alguma coisa errada. Esse é do tipo cujo ataque prova que você está no bom caminho. Por isso, só tenho a agradecer ao deputado por seu texto publicado em uma revista que pouca gente lê, mas que recebe belas verbas estatais.
Jean Wyllys destacou aquela minha passagem que fala sobre a inferioridade CULTURAL de pessoas sem educação, que não respeitam os demais, que pensam que shopping center é local para baile funk ou qualquer tipo de arruaça e baderna. Com sua inteligência ímpar, eis sua analogia: Como a classe média brasileira se comportaria se as elites dos EUA e Europa fechassem suas fronteiras aos seus “rolezinhos” nos shoppings de Miami, NY e Paris?
Não sei se o deputado sabe, mas não ocorrem “rolezinhos” no Aventura Mall ou no Bal Harbor. Pelo simples motivo que não seriam tolerados por lá. E isso, nem preciso dizer, não tem ligação alguma com classe social ou cor da pele, e sim com o direito que os demais clientes do shopping têm de passear, comprar ou ir ao cinema em paz, sem uma horda de gente pulando e cantando em volta.
Tampouco a fronteira é escancarada hoje. O deputado pode não ter conhecimento, mas é preciso solicitar um visto, passar por entrevista, e somente depois se está autorizado a entrar nosStates. Cuba, que o deputado admira, não deixa ninguém do povo sair para dar “rolezinho” no Caribe ou em qualquer outro lugar. E o PT do Acre quer fechar a fronteira para impedir o “rolezinho” dos haitianos, negros e miseráveis.
Mas para Jean Wyllys nada disso importa. Usei a palavra inferioridade e, horror dos horrores!, reconheci que há alguns com mais educação e cultura do que outros, que respeitam os demais. Para o ex-BBB, isso é como defender o Apartheid, o nazismo (nacional-socialismo), o extermínio de bárbaros! Fique tranqüilo, Jean, não quero exterminá-lo. Mas permita-me usá-lo como símbolo da nossa decadência moral.
O que seria de Jean Wyllys sem o sensacionalismo barato de quinta categoria? O homem subiu na vida fazendo isso! Portanto, claro que tinha de citar a jornalista Eliane Brum. Poderia ter sido o Sakamoto também, que deve ter ficado com ciúmes. Diz ele: “Como diz a jornalista Eliane Brum, eles estão sendo criminalizados por ousarem cruzar as fronteiras físicas e simbólicas que os separam dos privilégios das elites e os distinguem destas”.
Mesmo? E eu poderia jurar que gente da periferia já freqüenta shopping center à vontade, na própria periferia (onde, aliás, começaram os tais “rolezinhos”) e nos centros urbanos. Até quando essa gentinha vai insistir na palhaçada de que o problema é a classe social, e não o comportamento grupal? Há local e local para as coisas.
Por exemplo: como liberal, estou pouco me lixando para o que o Jean Wyllys faz entre quatro paredes. Mas se ele resolver agir como alguns militantes do movimento gay, que acham que estão acima das leis e das normais civilizadas de conduta, e partir para o atentado ao pudor em plena praça pública, como instrumento de protesto, será por mim condenado e deveria ser pela polícia reprimido.
O artigo do socialista continua na toada do apelo emocional feito sob medida para idiotas úteis, e não vou me alongar. Vai que ele gosta! O fato é que um leitor seu veio afirmar que cometi crime de racismo (contra que raça?), e a acusação foi endossada pelo deputado: “o MP pode avaliar a questão caso haja denúncia pública. Eu considero de um racismo odioso!”

Gostaria de cobrar, então, do deputado Jean Wyllys essa resposta: racismo contra qual raça? Qual foi a raça que eu discriminei em meu texto? Só se há alguma raça para gente baderneira e sem educação que não conheço. Porque logo depois do trecho destacado pelo deputado, eu digo que isso não depende da cor ou da classe social, uma passagem que o seletivo deputado ignorou.
Por que perco tempo rebatendo a falta de caráter de figuras desse naipe? Simples: porque isso tem importante efeito pedagógico, para mostrar como nossa esquerda radical age, de forma pérfida, sensacionalista e abjeta. Esperar o que de um líder de movimento gay que se veste com boina no estilo Che Guevara para enaltecer seu herói, um porco assassino que perseguia gays e achava que eles deveriam ser “curados” com trabalho forçado?

domingo, 28 de dezembro de 2014

PM usa até disfarce para evitar ser vítima de assalto

Com tantos policiais alvos de tiros em tentativas de assalto nas folgas, vale até usar uniforme de carteiro

VANIA CUNHA

Rio - Enquanto o soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão Herbert da Silva Souza, 22 anos, lutava para sobreviver após um tiro atingir seu tórax, na última sexta-feira, o soldado Rodrigo Costa da Silva perdia a vida cinco dias depois de ser alvejado na cabeça. Em comum entre os dois — além de trabalharem para proteger a sociedade —, o fato de ambos terem sido alvos de criminosos enquanto estavam de folga. O número de policiais militares baleados e mortos fora do serviço neste ano cresceu na mesma proporção que o medo dos agentes de serem as proximas vitimas e fez com que eles tomassem, por conta própria, medidas extremas de proteção.

Policial militar morto por bandidos é aplaudido ao ser enterrado no Cemitério Jardim da Saudade

Sabendo que são alvos, muitos policiais tentam escapar ao serem abordados por bandidos e são baleados. Na noite de sábado, um policial militar foi baleado em tentativa de roubo de carro, em Rocha Miranda. O policial passava pela Rua Doutor Luís Bicalho, dirigindo quando foi interceptado pelos ladrões. Ele não obedeceu à ordem de parar e foi atingido por tiros. Os ladrões fugiram e pessoas que passavam acionaram o 9º Batalhão da PM. O ferido foi levado para o Hospital Carlos Chagas. A PM não revelou a identidade do policial baleado.

“Decidi que não saio mais para jantar fora e nem para comprar um refrigerante. Peço comida por telefone e furo a maioria dos compromissos de família, dependendo do local. Somos prisioneiros em nossa própria casa”, afirmou um soldado, que pediu para não ser identificado.

CARTEIRA DE HABILITAÇÃO
Ele acrescenta que só pega a arma quando vai para o serviço e usa a habilitação no lugar da identidade de policial para manter sua profissão sob sigilo. “Em três anos de serviço, é vergonhoso ver que não existe mais respeito pelo policial e que não há luz no fim do túnel da violência contra policiais”, critica. Seu colega de farda, um sargento, chegou ao ponto de levar em seu carro particular uma roupa semelhante à de funcionários dos Correios para que, caso seja abordado por bandidos, não seja identificado como policial.

“Nunca pensei que não poderia me identificar nem em blitzes de colegas. Geralmente, essas ações ocorrem em locais com grande número de assaltos e tenho medo que alguém passando me identifique. Amigos que moram próximos ficam ‘velando’ a casa e a família do outro enquanto o colega está de serviço. Infelizmente, a morte de policiais virou coisa corriqueira e estamos lutando sozinhos”, desabafou.

Para o sociólogo e ex-capitão do Bope, Paulo Storani, o medo dos policiais é uma resposta natural à violência. “Vejo que a criminalidade extremamente violenta do narcotráfico está vindo atuar em crimes de rua. É louvável a atitude do comandante-geral (coronel Íbis Silva) de se preocupar e alertar para que a tropa tome certos cuidados. Mas por melhor que fosse a nossa polícia, se continuar a entrar essa quantidade de armas e drogas no estado, a violência vai continuar. É preciso fiscalizar as fronteiras e fazer mudanças no sistema de judiciário”.

Este ano, 61 mortos fora de serviço
De janeiro a 26 de dezembro, mais de cem PMs foram mortos no estado, sendo que 61 deles estavam de folga. A maioria teve a profissão descoberta em tentativas de assaltos. Dos 198 baleados, 53 estavam fora de seu expediente de trabalho.
Herbert foi baleado quando seguia de moto pela rodovia Niterói-Manilha na altura do bairro Neves, em São Gonçalo. Ele estava na garupa do veículo quando foi abordado junto com outro PM por bandidos. Ele foi levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói.

Já o sargento Rodrigo, foi alvejado dia 21 durante um assalto em São Gonçalo. Ele tentou acelerar o veículo, mas foi atingido na cabeça. O policial ficou internado em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres, mas não resistiu.

Para evitar ataques, policiais são aconselhados a não andarem na rua com identificação da corporação ou arma quando não estiverem em serviço. Assim, não correm o risco de serem alvo por ser policial.

O DIA