terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Começaram os efeitos

RJ: corte de R$ 2,6 bilhões no orçamento anual preocupa segurança pública

Secretário José Mariano Beltrame se mostrou surpreso com o anúncio do governador


Em meio à crise de segurança vivida pelo  Rio de Janeiro nos últimos dias, o governador Luiz Fernando Pezão anunciou um novo corte no orçamento para 2015. Após anunciar uma redução de R$ 1,5 bilhão no início de janeiro, o governador voltou atrás, e agora a redução será de R$ 2,6 bilhões. A situação que mais preocupa é a segurança pública do estado. Nos últimos dez dias, 13 pessoas foram vítimas de balas perdidas na cidade.
O governador anunciou que a redução do orçamento para a secretaria de Segurança Pública gira em torno de R$ 85,5 milhões, e o secretário, José Mariano Beltrame, se mostrou surpreso com o anúncio. Ele disse que os cortes podem vir a comprometer projetos importantes, como a formação de novos policiais e o avanço das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
“Está é uma cifra impossível de acontecer. Não tem como cortar a verba da segurança pública pois estamos em um movimento de grande avanço. Não recebi uma confirmação do governador sobre o assunto. Os cortes na segurança pública não podem acontecer pois configura um retrocesso”, disse o secretário.
Para a Polícia Militar, o repasse inicial era de R$ 4,5 bilhões anuais, esse valor foi reduzido em cerca de 26% e agora gira na casa de R$ 3,3 bilhões. Uma redução de R$ 1,2 bilhão no orçamento inicial.
Em nota, a PM disse que nomeou uma comissão extraordinária para tratar da racionalização dos recursos. O grupo que integra a comissão conta com cinco oficiais de áreas estratégicas e irá propor medidas para adequar a corporação às metas estabelecidas pelo governo do estado.
A situação financeira do Rio se alterou em relação à de 2014 principalmente por dos motivos: a desaceleração da economia, que acarretou na redução da arrecadação do ICMS; e a queda do preço do barril de petróleo, que acarretou uma forte queda no repasse dos royalties. Como foi notificado pelo JB no começo do ano. O valor que o estado deixou de arrecadar somente com os royalties chegou a R$ 2 bilhões.
O secretário estadual da Fazenda, Sérgio Ruy Barbosa, disse que os cortes não irão afetar hospitais, escolas e contratação de novos policiais.
“Ainda que estejamos controlando o orçamento, os valores autorizados para essas áreas são superiores aos que tivemos no ano passado. Não vamos poder continuar avançando com a mesma velocidade, mas precisamos disso para conseguir nos estabilizar para manter as conquistas e a oferta de serviços. Esse será o nosso desafio”, comentou Barbosa.
Quem sabe, para a PMERJ, conter o ímpeto em superfaturar e desviar verbas seja uma boa medida saneadora. Pode ser, pois as ultimas denuncias envolvendo gestores, principalmente na saúde PMERJ, se contidas, dariam uma excelente economia.

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