domingo, 11 de janeiro de 2015

Mãos e pés amarrados

Todos nós temos nossas causas, nossa razão de lutar e viver. Um problema familiar pode dar inicio a uma luta sem fim, que embora seja pelo Direito, este nos é negado.
O “coronelismo” impera, as causas são admitidas por CPF. Se no Rio de Janeiro nos decepcionamos com a inércia de uma sociedade que só reclama, imagine o que passam as pessoas que lutam por direitos no nordeste?

Nadja Carvalho da Silva, cidadã potiguar, há anos luta pelos direitos de seu pai no sentido de ser anistiado e ter uma vida mais digna. Com isto, ela viu uma possibilidade no mercado de trabalho de inserir profissionais que cuidam de idosos; buscou leis e instituições para obtenção de ajuda no seu propósito.

De suas pesquisas nasceu um projeto voltado ao cuidador, de capacitação e uso de politicas públicas voltadas ao idoso. Com seu projeto pronto, Nadja vai a procura de pessoas com seu mesmo ideal, o idoso. Encontrou uma referencia, a indicação de um contador que a poderia ajudar, foi ter com ele, pagou seu serviço que seria de assessorá-la na parte burocrática, como patentear sua ideia e registrar sua ONG. 

Confiante na prestação do serviço pago, fez mais investimentos, como aluguel de sala e compra de mobiliário.


O profissional, após receber seus honorários, não realizou os serviços contratados, chegando a alegar perda dos documentos. Inconformada, com razão, procurou a delegacia policial para registrar o fato, sendo afastada a hipótese de ilícito por parte do delegado de polícia, que só viu simples desentendimento. Ora, ela foi roubada, seu projeto virou político, está nas mãos de que não o merece! Nas mãos de um político.

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