domingo, 11 de janeiro de 2015

MPL: Violência policial não tem comparação com ataques a bancos por black blocs

BBC Brasil

A depredação de agências bancárias e bens públicos "não tem comparação" com o uso de bombas e balas de borracha pela polícia militar, segundo a liderança do Movimento Passe Livre (MPL).
O MPL, que liderou os megaprotestos contra o aumento nas tarifas de transportes públicos em 2013, convocou para esta sexta-feira (9) novos protestos em várias cidades do país contra os aumentos nas tarifas anunciado nos últimos dias.
Questionado sobre a presença de mascarados adeptos da tática black bloc e sobre o risco de atos violentos nos protestos marcados para esta semana, o movimento desconversa e diz que "todos que quiserem lutar contra os aumentos nas passagens são bem-vindos".
"É histórico que as pessoas com ânimos à flor da pele acabem quebrando coisas", diz a estudante de Letras Andreza Delgado, militante do MPL. "O Passe Livre nunca vai querer o papel de dono da luta."
Ela faz referência aos fotógrafos Alex Silveira e Sérgio Silva, que perderam parte da visão após levarem tiros de bala de borracha durante protestos de rua. "Bancos não podem valer mais que os olhos de alguém", alega Delgado.
Em junho de 2013 e nos meses que antecederam à Copa do Mundo, agências, redes de fast-food, edifícios públicos e viaturas foram depredados durante manifestações inicialmente pacíficas.
Para a polícia, os Black Blocs seriam um grupo coeso e articulado, a ponto de enviar integrantes para outros Estados para promover protestos violentos.
Protestos
Procurada, a prefeitura de São Paulo, onde deve acontecer o maior dos protestos programados pelo grupo, preferiu não se pronunciar.
Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e a capital paulista terão protestos contra os aumentos das passagens de trens e ônibus nesta sexta-feira.
Outras manifestações em cidades como Guarulhos (SP), Praia Grande (SP), Santo André (SP), Florianópolis (SC), São Bernardo do Campo (SP), Niterói (RJ) e Osasco (SP) estão marcadas até o fim do mês.
A solução para estes depredadores, criminosos selvagens pode ser a sociedade os combatendo com as mesmas armas, com muita PORRADA neles. A intenção é provocar reação da polícia para partirem com acusações e, para isso não medem consequencias de seus atos e como a polícia é sempre o alvo, então que se faça justiça com as mãos do povo.
Lhes pergunto: Por que não se manifestam contra os comprovados roubos e destruição da Petrobras ao invés destes miseros centavos? 

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