quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Aertoporto Tom Jobim, PF e abusos no estacionamento



Longe de criticar a Polícia Federal, mas sua estrutura operacional.

Um amigo, português, viúvo, 84 anos de idade, desde os sete no Brasil, aposentado; precisou renovar sua identidade de estrangeiro, já que é permanente, mas havia vencido. Como entender isso?

Me prontifiquei ajudar-lhe nesta jornada, começou o martírio. Não para mim, para ele, que com seus 84 anos não dispõe de vigor físico nem paciência para encarar os empecilhos da Administração Pública, cada vez mais deficiente.


Primeiro passo foi procurar a DPF Nova Iguaçu, mais próxima da residência dele para obter informações de procedimento, já que por telefone as informações não condiziam com as do site da PF.

Lá, conseguimos informações e dados complementares de como proceder, marcar agendamento da Delegacia PF de Imigração no Aeroporto Tom Jobim. PQP! Um mês tentando e nada, só aparece “NÃO EXISTE DATA DISPONÍVEL”. Bem, vamos lá presencialmente.


Novamente PQP! Mais de cem pessoas na fila aguardando atendimento. Pensei em desistir, mas, valendo-me do Estatuto do Idoso, pedi ao atendente terceirizado, prioridade no atendimento. Este respondeu que só havia um agente no atendimento e que a prioridade podia demorar mais do que o imaginado. Pacientemente aguardei por trinta minutos e sentindo a aflição do idoso o qual eu acompanhava, interceptei novamente o funcionário terceirizado solicitando-lhe atenção, dizendo que o idoso não deveria estar ali, na longa espera. Só estava por falha no sistema informatizado que não permitia o agendamento, coisa que traria mais facilidade e rapidez neste caso. Que ficaria muito contrariado se a Instituição Polícia Federal ignorasse a Lei nº 10.741 de 1º de outubro de 2003, Estatuto do Idoso, que esperava não precisar espernear mais do quer já tinha para ver um Direito cumprido, que informasse o tempo para atendimento de um idoso para que pudesse adequar às suas necessidades médicas.  O atendente terceirizado pediu 15 minutos para que fosse atendido, o que se deu em menos de cinco. No atendimento, feito por agentes da PF, nada a reclamar. O idoso teve sua necessidade atendida, obedecendo seu Direito Previsto em Lei.









Ponto para a PF, ZERO para o governo que não supre as deficiências da Administração Pública.

Fiquei pensando, será que os milhares de haitianos e outros estrangeiros que adentram ilegalmente no Brasil, que invadem propriedades e obtem beneficios deste governo passaram por este constrangimento?


Quando pensei que o Direito valia, mais uma decepção, desta vez no estacionamento que se diz “particular”, o que não é. É uma concessão pública e como tal está sujeita aos Ditames da lei.



Com vagas descobertas, sob o sol forte, o preço praticado deveria cobrir até ar condicionado, já que é impossivel adentrar no veículo depois de uma hora exposto ao sol.


A Lei nº 4.049/2002 dá direito a gratuidade em estacionamentos, sejam públicos ou privados. Este Direito foi requerido no estacionamento do Aeroporto Tom Jobim, sendo negado com alegação de ser particular. Considerando ser inútil uma discussão legal com funcionários que obedecem orientação de seus patrões, o valor de R$ 23,00 foi pago, mas com o comprovante em mãos para cientificar o Ministério Público quanto a este abuso. No Aeroporto Tom Jobim não há área de estacionamento que não seja de administração terceirizada e, como o idoso deverá comparecer dentro de 40 dias para pegar seu documento, será novamente extorquido nesta quantia que para um aposentado INSS pesa muito em seu orçamento.


 Veja bem no comprovante de pagamento: Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro.

Um comentário:

  1. sábado lá estive por uma hora paguei vinte reais, vc.escolhe deixa na rua é roubado ou multado , quem comprou o serviço tá certo ,nossos politicos que assinaram para vender alguns foram até reeleitos aeroporto é para quem pode pagar.

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