segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

EPCAr 75, Bodas de Rubi.

HS 11 dias, contagem decrescente.



Reencontrar é Preciso
(Al. 75/196 Bittencourt)



Lembra da Turma 75                                      
De um passado não longínquo                          
No frio de Barbacena                                     
Na saudosa EPCAR?                                     
Se você não tá lembrado                                
Eu vou dar o meu recado                               
Vou passar só bizu quente                                
Pra memória refrescar                                    


Oxford, calça de brim
O bibico e o borzeguim
Nosso 10o uniforme
FO e HK
5oA e Homem-Bala
Um com arma, o outro mala
Um usado na viagem
Outro para desfilar


Bizufone, o mais ouvido
O beliche, o mais querido
Mais temidos: o lanceiro
Bimestrais e a PA
Na guerra de bomba d`água
Não valia guardar mágoa
Pular o muro do H-8
Era um voo rumo ao bar


A mijada no cinema
Glossoteca era um dilema
A palestra pra dar sono
Pavitec pra ninar
Lá no Pátio das Paineiras
Tinha línguas estrangeiras
E no Prédio do Comando
Tinha vagões pra contar


Todo baile era uma alegria
Bicho, Adeus e dos Cem Dias
A pelada ao fim da tarde
Nunca podia faltar
Da novela emocionante
Ia ao Bob’s para um lanche
Dava um tempo no Cassino
E depois ia cepar


Paradão era uma tortura
E pra matar a formatura
Hospital era uma boa
Ou, então, se dispensar
Da audiência pro PP
De LS, P ou D
Na viagem de carona
Um VI pra se safar


Mestre Vítor discursava
Muita gente desmaiava
Quem ficava firme e forte
Só pensava em almoçar
E se o rancho era de festa
Só dava piru de testa
Mas a turma lá da reta
Dava golpe sem parar


Brigodô e Demo, um saco
Um tenente que era o Astro
Um fazia dar Pulinho
Outro, um Fusca, devagar
Cabeção puxava a suga
Zigotão manjava a fuga
Um de olho na tua cova
Tlês-tlês-tlês pra acochambrar


De plantão de alojamento
Até o grande momento
Quando tirava o serviço
De Aluno de Dia ao CA
Tinha a banda Furiosa
Com o maestro todo prosa
E o serviço da cordinha
Peço arrego só em pensar


Licenciamento pintava
Se o cara não viajava
Dava um pulo no T-6
Depois ia camofar
Paiol, Sovon’s, Brasileira
Cabana da Mantiqueira
Olimpique, Bequenense
Dora? Deixe isso pra lá!


O Sarcófago era quente
Esquentava logo a gente
Era como a Escola Agrícola
Uma certa pra brigar
Taco de Ouro, pontilhão
Boamorte, a procissão
E na Praça dos Macacos
Chafariz para espumar
Lima Mendes, um barato
75, o bom de fato
Bom de cuca e bom de braço
Um Bandão de arrepiar
E na NAE tão empolgante
Competir era importante
Mas pra Turma 75
O bom mesmo era ganhar


Festival Águia de Ouro
Sambizâncio era um estouro
Um remédio carioca
Pra quem perdeu seus heróis
Na madruga, atrás do pano
Tinha um fantasma ao piano
GTA montava a cena
E o Coral soltava a voz


Sonhos de meninos tantos                             
Vindos de todos os cantos                              
Como Bicho ou Veterano                                 
Muita história pra contar
Dias, noites, madrugadas
Amigos, pessoas amadas
Elite, Pombal ou Favela
Um só sorrir e chorar                    


Mudou a vida da gente                                   
A batida é diferente                                      
Depois de um Adeus bonito                            
Cada um pro seu lugar                                   
Mas o Líder já dizia                                                                           
Que, pra sempre, em sintonia                         
Como prova de amizade                               
Todos iam se encontrar


2015, 07 de março
Grande Show, valeu o ensaio                             
Nossas Bodas de Rubi
Reencontro você lá
Desça por uma ladeira                                   
Cruze o Pátio da Bandeira                            
Mate toda essa saudade                                

Emoção vai te abraçar  

Nenhum comentário:

Postar um comentário