sexta-feira, 6 de março de 2015

“Acuado, Lula ameaça com guerra civil “

por Lêda Tâmega


Ao discursar durante ato organizado supostamente “em defesa da Petrobras”, Lula atiça a militância petista e os movimentos sociais, conclamando-os a partir para a guerra e a fazer das ruas arenas de batalha: “Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas.” 
É pura e simplesmente um chamamento à guerra civil. Especialmente quando a sociedade se mobiliza para sair às ruas no dia 15 de março pelo Impeachment da Presidente da República. Isso soa como uma grave ameaça de um líder irresponsável que se vê acuado, apavorado com os desdobramentos da Operação Lava Jato, que pode, a qualquer momento, apontar o dedo para o chefão, ou seja, ele próprio. 
Suas ameaças não param por aí. Lula está avisando que, se Dilma cair, o Brasil irá conhecer o mesmo destino que o Iraque, depois da queda de Sadam Hussein, e o Egito pós-Mubarak, cujos contextos políticos se deterioraram depois da deposição desses ditadores. 
Para ele, o problema não é a corrupção na Petrobras – malfeitos de uns poucos aloprados – mas o fato de existir um plano urdido por setores inconformados – “elite”, mídia – para “criminalizar a política de ascensão social de uma parte da sociedade brasileira”. 
Lula continua o mesmo. Nem as evidências escancaradas da roubalheira comandada pelo PT e aliados, nem a gravidade dos crimes que submergem num mar de corrupção a maior empresa brasileira, com incalculáveis danos à economia do país, nada, nada abala a debochada desfaçatez com que ele encara a sociedade brasileira para repetir que a culpa é dos outros, de FHC, como já disse Dilma, não dos “companheiros” ou do PT. 
Estão há doze anos dirigindo o país com uma estratégia de crescente aparelhamento da máquina pública, compra de apoio dentro e fora do Congresso Nacional, doutrinamento ideológico no campo e nos meios acadêmicos, propaganda maciça e enganosa dos feitos do governo e montagem de gangues mafiosas nas entranhas das empresas estatais.
Francamente, a que ponto chegamos! Como os brasileiros decentes puderam deixar-se enredar em tão maquiavélica arquitetura? E como poderemos sair dessa teia seguindo o caminho da Lei e da Justiça, passando ao largo das fornalhas apocalípticas com que Lula nos ameaça?
 

Só vejo uma saída: O povo nas ruas, unido contra a mão pesada do autoritarismo lulopetista, pela restauração da verdade, da decência, da transparência, da ética, da democracia sem demagogia, dos valores verde-amarelos dos cidadãos que realmente amam nosso Brasil.

*Lêda Tâmega é uma cidadã brasileira indignada.

 Brasília – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato sobre a Petrobras promovido na terça-feira (24) no Rio de Janeiro, chamou a oposição ao governo Dilma para briga ressaltando que conta com o apoio do “exército do Stédile”, em referência ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). João Pedro Stédile é diretor do MST.
“Sabemos ir para rua, ainda mais se o exército do Stédile estiver ao nosso lado”, avisou Lula, após ter de entrar escoltado por policiais na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), logo depois de conflito entre manifestantes que apoiam o governo e os que cobram punição das denúncias de corrupção na Petrobras.
Lula e Stédile foram as estrelas de evento organizado pelo PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) supostamente em defesa à Petrobras. Mas o ato acabou marcado por ataques à imprensa e aos partidos de oposição.
O deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) definiu a fala de Lula sobre o “exército de Stédile” como um alerta. “Precisamos ficar atentos. Lembramos que, quando eles estavam na oposição, não vacilavam em defender até mesmo atos criminosos para alcançarem seus objetivos”, afirmou.
Segundo Sávio, as manifestações recentes dos governistas mostram o pouco apreço das lideranças do PT aos valores democráticos. “A máscara de democratas, de defensores do povo e dos trabalhadores, caiu. Surgiu em seu lugar a face dos hipócritas, bandidos e cínicos. Hoje, eles sinalizam que podem subverter a ordem, e adotar o estilo Venezuela para se manter no poder”, apontou.
Relacionamento com a oposição
Domingos Sávio comparou as posturas de PT e PSDB no trato com a oposição. O tucano lembrou que, quando Fernando Henrique Cardoso era o presidente da República, o PT fazia forte oposição e não recebeu, como resposta, ações fora do esperado no regime democrático – algo diferente do que se vê nos dias atuais.
“O PSDB respeitou, quando era governo, a oposição, e FHC entregou a faixa presidencial ao seu sucessor Lula. Como se espera em uma democracia”, disse.
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