sexta-feira, 20 de março de 2015

O LEÃO RUGIU!


O clube naval e as manifestações

Um domingo histórico

Provocada seriamente, a sociedade deixou para lá uma aparente letargia leonina que a todos incomodava e mexeu-se. Mandou explícitos recados que, mesmo para congestionados ouvidos, bastaram.

O que se via pelas ruas e avenidas do Brasil não era um desfile das “elites brancas” e outros pejorativos que o radicalismo, desesperado, vem repetindo com desdém.

Quem ali estava, representava os desvalidos amontoados nos corredores dos hospitais; os desassistidos pelas ineficazes políticas educacionais; os sofridos usuários de um caótico sistema viário, nas cidades ou nas estradas; os atingidos pela falta de empregos.

Os milhões que lá estavam a cantar alegremente, também tinham procuração dos contribuintes em dia que não sentem o retorno de seus tributos. Ao contrário, assistem o uso indecente deles.
Falavam ainda, em nome dos ofendidos pela mentira e iniquidades dos governantes.

Mas, sobretudo, em nome do autêntico patriotismo, estavam a reivindicar com as cores de nosso pavilhão e não com o vermelho importado de anacrônicas e desditosas ideologias.

O Clube Naval faz seus os queixumes desses brasileiros – representantes e representados – que foram às ruas em gloriosa manhã de verão e abraça carinhosamente tão valoroso contingente de patrícios, para quem a paz social é o caminho fundamental na construção de uma grande Nação.

Mas que, para impedir perigosos desvios de percurso e dentro dos limites do Estado de Direito, não hesitarão em promover tantas manifestações como esta. E ainda maiores.
O Leão Rugiu! Quem não o temerá? (Amós 3:8)

Almirante Dobbin – Presidente do Clube Naval


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