domingo, 17 de maio de 2015

A MORTE DO CAVALO DO INGLÊS


Vem de décadas a historinha de que um inglês estabelecido numa cidadezinha do interior de Minas anunciou estar ensinando o seu cavalo  a não comer,  e a experiência  e a economia  vinham dando certo. Até que um  dia o cavalo morreu de fome.
    Assim parece desenvolver-se o ajuste  fiscal. Até agora é o trabalhador que vem pagando a conta da dita recuperação da economia, por conta da   redução do  salário desemprego,  do abono salarial, do auxílio doença, da ajuda aos pescadores artesanais, da supressão das  pensões das viúvas com menos de 40 anos e de  quantas maldades a mais?
    Repete-se em parte o drama do cavalo do  inglês, ainda que o trabalhador não deva morrer de fome: indignado, vai-se  insurgir. São várias as formas de seu protesto, desde o panelaço à ocupação das ruas, à depredação de prédios do poder público e privado, à invasão do Congresso e à derrota do governo nas próximas eleições, no caso, se der tempo.
    Falta percepção à presidente Dilma e ao PT para não ver a inversão de valores que começaram a praticar desde o dia seguinte da  reeleição.
    Aderiram à solução elitista de que crises econômicas se combatem com o desemprego, a redução de salários, o corte nos investimentos sociais,   o aumento de impostos, taxas, tarifas e do custo de vida. Nenhuma fórmula encontraram para  penalizar os ricos e as elites. Não há sinal de corte, mesmo pequeno, no  lucro  dos bancos, ou  do imposto sobre grandes fortunas e   heranças milionárias.  Muito menos da interrupção do  fluxo de bilhões para o exterior, a título de remessa de lucros, especulação e lavagem de dinheiro.  Continuaremos financiando com recursos do BNDES e do tesouro obras na África e na América Latina, ao tempo em que aqui  a corrupção se amplia.
    Se antes a vida já não estava fácil para o trabalhador em termos de emprego,  habitação, alimentação, vestuário, transportes, educação, saúde e segurança, agora começa a tornar-se crítica.  Uma gota que seja fará transbordar o copo.   Pior é que por obra e graça daqueles que foram ao poder com o apoio das camadas menos favorecidas. Não dá para entender como o Partido dos Trabalhadores vota em peso as restrições aos desafortunados.  Ou como Madame, em poucos meses, esqueceu as promessas de campanha e aderiu aos usos e costumes das elites.
     Muito se  teorizou sobre a rebelião das massas, mas agora que o comunismo saiu pelo ralo, há que aguardar  um  fator inusitado  capaz de fazê-las explodir.  Acontecerá tão certo quanto a morte por inanição do cavalo do  inglês...

E seguimos em frente? Não, estamos inertes, como o “cavalo” a espera da morte.
Governo quer usar R$ 10 bilhões de um fundo que conta com recursos do FGTS para ajudar o BNDES a fechar suas contas neste ano. Link: Folha

Este dinheiro do FGTS está mais a mão deles, se apropriarão dele sim. Mas não dá para cobrir o total do rombo, é preciso mais. Os programas sociais estão em risco e são sua fonte de cabresto, não sendo possível bancar os custos. Como já foi ventilado, se apropriarão também mais recursos que não lhes pertencem, como a poupança.

DILMA DÁ UM CHUTE NA BUNDA DOS APOSENTADOS BRASILEIROS

Trabalhador só poderá se aposentar com 95 anos, Mulher 85. Link: resumo

Então vemos a falência financeira do estado, que cada vez onera o contribuinte até que nada mais reste. Morreremos? Não sei, depende de nossa força de resistência. 


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