segunda-feira, 4 de maio de 2015

Carta a Alvaro Dias


Prezado Senador Álvaro Dias:
Li a descrição das qualidades que, em sua opinião, ornam a personalidade do Prof. Fachin, candidato ao Supremo.
É com profunda decepção que vejo o Sr. assumir em relação ao Dr. Fachin a mesma posição que o senador Demóstenes Torres, de triste lembrança, assumiu em relação a Toffoli. E, entre os Srs., quanta diferença ética...
O Movimento Acorda Brasil, ainda que agradecido por seu apoio à nossos esforços, respeitosamente discorda do Sr. Estamos certos de que as posições defendidas por aquele cidadão no decorrer de sua vida pública e a posição que ocupa no espectro ideológico do País o incompatibilizam para o exercício da suprema magistratura.
É extremamente perigoso para o ordenamento jurídico nacional um ministro do STF que acredite que "lei é aquilo que o juiz diz ser lei, desde que esteja afinado com os bons propósitos.” Submetido a tal raciocínio, e na última instância do Poder Judiciário, fica o cidadão brasileiro à mercê daquilo que o Sr. Fachin houver por bem classificar como “bons propósitos”, o que é inconcebível.
As opiniões desse cidadão sobre o conceito de família se chocam com o senso comum da maior parte da sociedade brasileira, visto que é contrário à família constituída por um homem, uma mulher e sua prole. Vê a monogamia como conceito superado e defende a busca de um espaço para a figura do(a) amante na estrutura familiar!!!
Por mais que agora firulas causídicas tentem desqualificar tal transgressão, a verdade é que, talvez eivado de “bons propósitos”, na década de 90 violou continuadamente a lei, acumulando o exercício de seu cargo de procurador com o da advocacia, o que era expressamente proibido pelas leis do Estado do Paraná. É esse o exemplo de guardião das leis que o Dr. Fachin tem para dar?
Como advogado, defende as teses do MST, em tudo o que elas mais agridem nosso estamento democrático de direito e advogou pelo Paraguai contra o Brasil no affair Itaipu.
Favorito da detestada presidente, não há como esconder que está ligado ideologicamente a tudo aquilo que queremos ver afastado do cenário político e social de nossa Pátria o mais cedo possível.
Como cidadão, tem o direito de fazer suas próprias escolhas. Como ministro, seria exatamente o personagem nefasto sobre cuja vinda nos alertou o insigne magistrado Joaquim Barbosa em seu desabafo.

José Gobbo Ferreira

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