sábado, 16 de maio de 2015

EMBRAER foge da "República de banânias"


Embraer vai transferir produção de jato executivo Phenom para EUA, diz sindicato


SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer vai transferir a produção do jato executivo Phenom do Brasil para sua fábrica nos Estados Unidos a partir de 2016, informou nesta segunda-feira (11) o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, citando reunião com a empresa realizada na sexta-feira.
Segundo comunicado da entidade, a mudança da produção parte de estratégia de mercado da empresa e de projeto de ampliação de espaço físico de fábrica da Embraer em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Representantes da Embraer não puderam comentar o assunto de imediato.
O sindicato informou que o setor que produz o modelo movimenta atualmente cerca de 1.500 trabalhadores, direta e indiretamente.
Em 2014, a Embraer entregou 116 aviões executivos, dos quais 92 de modelos de pequeno porte que incluem a família Phenom, de um total de 208 aviões enviados a clientes durante todo o ano.
A entidade afirmou que vai iniciar uma campanha contra a "desnacionalização" dos aviões Phenom que afeta o nível de emprego no setor aeronáutico.
(Por Alberto Alerigi Jr.)   UOL

Alguns comentários:
O desmonte de competência perpetrado no Itamaraty nos deixa alheios a qualquer boa oportunidade internacional, mesmo em assuntos que poderíamos dar cartas.
Notícia aqui, notícia ali, o pouco dos negócios de alto valor agregado que temos vão seguindo o caminho dos que já se foram. Banânia, aqui tens teu destino.

Dirão que a Embraer é obra do PSDB para desqualificar a iniciativa ao invés de rever o custo da mão de obra de alto valor agregado.
Ademais com os "acenos" que os EUA dá é impossível não aceitar.
Vamos perder paulatinamente nossos cérebros sem diáspora qualquer. 
Neste ponto, pelo menos, admiro os cubanos nos EUA, sempre de fora investem em Cuba, mas por causa de familiares.

Nada mais lógico, diante do arrocho impetrado pela nossa Justiça Trabalhista, encargos sociais,sindicatos, molhadas de mão, incerteza econômica (ou seria certeza?), custo Brazil, etc.
E que nossa mão-de-obra seja muito feliz por lá, o que certamente o será.

Uma bola de neve, mas a culpa é dos "coxinhas". Da oposição. Da burguesia. Posso parar por aqui?
Acredito que entre estes futuros desempregados haja muita gente que votou no PT, independentemente de classe. Ou dependente, se for pela classe que estava se dando bem até então. Ou alguém tem dúvida de que essa classe de trabalhador estava passando algum aperto?
Eu gostaria de ver uma pesquisa honesta (se é que é possível) entre trabalhadores dos Correios, Petrobrás e Banco do Brasil, parando por aqui só para não fazer uma longa lista, a fim de verificar qual seria a intenção de voto desses trabalhadores hoje.


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