terça-feira, 5 de maio de 2015

O PM vitima? Vitima dele mesmo.


Nas minhas postagens evito fazer criticas ao Policial Militar, faço aos políticos e aos gestores da Corporação, tão subservientes a interesses estranhos à Corporação.

Mas neste contexto não há como evitar fazer criticas ao efetivo desta Instituição, já que pouco valor dão às suas vidas.
Pelos 26 anos que convivi na PMERJ nunca vi o PM valorizar seu companheiro, se preciso for testemunhar em litigio em desfavor do superior que agiu com abuso de autoridade ou mentiu prejudicando um igual, simplesmente se esquiva de fazê-lo. Não querem problemas para si, mas seu igual que se foda.
Casa haja uma comissão de enterro, não existe voluntário, é preciso escalar para que haja a presença do policial no sepultamento, claro, com reclamações.

Nas diversas manifestações pela vida do policial em que compareci não mais de 20 ativos estavam presentes, sendo o restante, que nunca ultrapassou os duzentos, composto de inativos, vitimados, parentes de vitimados e amigos. Cadê o efetivo desta porra?


A PMERJ tem um potencial eleitoral de cerca de 200.000 mil votos, contando ativos, inativos, parentes e admiradores. Mas não consegue eleger nem sindico de condomínio. Já imaginaram a força destes 200.000 votos? Ah, sim, eles não querem saber de politica, não se envolvem. Tá, mas toda e qualquer decisão sobre seu destino vai originar desta politica que eles evitam fazer parte, ficando assim à deriva e/ou satisfazendo interesses desta mesma politica.
Sim, mas houve uma ocasião que os policiais fora às ruas. Sim, eu vi. Foi junto aos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro. Corporação que hoje conta com um representante do Legislativo Municipal da Cidade do Rio de Janeiro e outro o Legislativo Federal e pasmem, não representam nem um quinto do poder eleitoral da PMERJ.


Tão logo a coisa apertou, com militares sendo presos em unidade prisional de segurança máxima, correram para o “buraco” e nunca mais saíram às ruas expressivamente. Claro, havia um aumento de salário a sair, resultado da pressão feita.


PMs vem sendo mortos como “baratas”, aos montes. Inconcebível aceitar como normal a morte de mais de uma centena de policiais em um ano. Ou se faz pressão para um combate efetivo ou contente-se com suas mortes. Acho que a segunda opção ganha.


Sargento PM morto no Chapadão foi vitima de emboscada.
Um policial do 41º BPM (Irajá) foi morto em emboscada quando o Grupamento de Ações Táticas do batalhão checava denúncias de que bandidos fugiram para a comunidade. Um suspeito morreu, e outros dois foram baleados.
O sargento Fabio Sant’Anna de Albuquerque, de 37 anos, integrava equipe de dez homens do GAT em incursão no Chapadão quando foi surpreendido por diversos bandidos na localidade do Lajão, por volta das 15h.Os PMs ficaram encurralados. Para resgatar o corpo do militar, o 41º BPM pediu auxílio ao Bope.

Como assim emboscada? Tá de sacanagem? Como a Força policial de um Estado pode ser emboscada? Cadê a inteligência? Cadê o planejamento de ações? Cadê o Comando? Cadê a capacidade?



Se esta situação os satisfaz, que morram sem reclamar. Morram pacificamente perante seu pior inimigo, o governo em todas as suas instancias. Mas não fiquem reclamando e esbravejando em redes sociais como se inocentes ou vitimas fossem. Há sim sua parcela de culpa nestas mortes. Suas armas semi automáticas estão sendo manutenidas pelo Estado? Não sabe ou não são? Foda-se!


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