segunda-feira, 1 de junho de 2015

manifestação na Vila Militar, RJ

Vai Acontecer III


Na primeira vez foi com voz de prisão, na segunda com censura acompanhada, na terceira em nada se opuseram. As três edições do Vai Acontecer pode ser termômetro.

Há tempo me engajo em manifestações na porta ou dentro de instalações militares. Dentro é o caso da Vila Militar no Rio de Janeiro, onde o acesso público é facultado pela Estação de trem ou pela Avenida Duque de Caxias, onde é atravessada por carros e ônibus.


Vila Militar é um ponto sensível a manifestações, visto que o público alvo são os militares, deixando o Comandante daquelas Unidades, digamos, tenso.

Neste 31 de maio marcamos as 14 horas em frente à 1ª Divisão de Exercito, mas ao ver grande movimentação de civis adentrando no Regimento Sampaio, motivado por evento sendo realizado no Circulo Militar, decidimos fazer a representação do “marechal” Stedille e, frente aquela Unidade. Como sempre, não conto com muitos presentes, mas a qualidade dos poucos que se propõem me deixa satisfeito.


Com o “marechal” Stedille montado nos dirigimos ao portão do regimento Sampaio, onde os militares, pegos de surpresa, não acreditavam no que viam. Um homem de barda com vestimenta vermelha e “platina” de marechal, o marechal vermelho do exercito de Lula.


O primeiro efetivo da PE chegou mas a representação já havia sido feita, tendo como espectadores dezenas de militares fardados e dezenas de civis que ali adentravam. Após, nos afastamos do portão e passamos a exibir banners de Dilma, dizendo que os militares comem na sua mão e de Lula e Stedille declarando seu desprezo ao exercito de Caxias.


Quatro viaturas da PE se posicionaram do outro lado da pista e a cavalaria começou achegar, agrupando aos já presentes. Motocicletas passaram a rondar as pistas e faziam contato com o Capitão que comandava o efetivo da PE. Mas em nenhum momento nos impediu ou reprimiu. A preocupação era com a segurança da área militar, onde um pequeno grupo ousou se manifestar. As motos percorriam para certificar-se se o grupo era restrito só aqueles participante.





Viatura reservada passava próxima a nós, estando um de seus ocupantes fazendo registros de nossas presença em fotos e vídeos, registrando também os banners. Do outro lado da pista, um militar escondido atrás de árvore, se encarregava de fazer os registros parado, portando equipamento de potencia no alcance e precisão.
Fizemos as poses para as fotos, ditando os dizeres de Lula, Stedille e Dilma, deixando nossos rostos a mostra para que o registro ficasse bem nítido de quem somos e do que pretendemos.


Por fim me dirigi ao grupamento de militares os perguntando quem estava no comando, me apresentei ao Capitão lhe dizendo que não se preocupasse com segurança, pois somos pacíficos militares, esposas, parentes e simpatizantes e que a ação que nos propusemos terminara. As continências foram trocadas e nos despedimos do Exercito Brasileiro; não de vez, um até breve, pois apreciamos a recepção e lá voltaremos.


Manifestação em área militar gera relatório que circula em todas as esferas da Administração Militar. Este será o relatório mais ricamente ilustrado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário