terça-feira, 28 de julho de 2015

Ainda há juízes em Berlim. Ainda há o juiz Moro no Brasil

(STF...Quando a Nação deixa de acreditar na sua Justiça, deixa de ser Nação.)
Por Enio Mainardi


Frederico II, “o Grande”, rei da Prússia, resolveu construir um palácio de verão próximo a Berlim, junto a encosta de uma colina, onde próximo da mesma já se elevava um moinho de vento - atualmente o "Moinho de Sans-Souci".

Alguns anos após o rei resolveu expandir seu castelo, porém o moinho o impedia de ampliar uma determinada ala, e resolveu comprá-lo, ao que o moleiro prontamente recusou:

- Essa é a residência de minha família, e aqui inclusive meu pai faleceu há pouco tempo.

- Torno a oferecer uma oferta pela compra do mesmo... mas lembro-lhe de que, como rei, posso simplesmente tomar-lhe a propriedade!!!

Foi quando o moleiro respondeu com a célebre frase:

- Como se não houvesse juízes em Berlim!!!

Pasmo com a ousada e ingênua resposta que indicava claramente a disposição do moleiro em litigar com o próprio rei perante a justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos de ampliação de seu castelo, e deixou o moleiro e seu moinho em paz.

Esse episódio imortalizou em versos para a história o símbolo da Justiça ser cega para as diferenças sociais, mesmo perante a monarquia.

Sua corajosa resposta e o recuo respeitoso do rei passaram a ser lembrados para demonstrar situações em que o Judiciário deve limitar o poder absoluto dos governantes.

 Enio Mainardi é Publicitário. 

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