quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Freixo, vai "TOMATECRÚ"!

Democracia dos excluídos


Marcelo Freixo
A crise de representatividade a que assistimos é um dos muitos sintomas do esgotamento do atual modelo de democracia, inaugurado após 21 anos de ditadura civil-militar.

O sistema democrático não amadurece naturalmente, ele está em permanente construção e disputa. Por isso, nesta viragem entre o crepúsculo de uma experiência e um futuro a ser preenchido, forças políticas se confrontam para decidir os caminhos que trilharemos nos próximos anos.
Um dos principais pontos dessas disputas é o sentido da defesa dos direitos humanos.

No Brasil, que historicamente fomenta a desigualdade e a submissão e violência contra índios, negros, mulheres e pobres, essa luta se desenrola de forma peculiar.

Dois jovens negros, oriundos de famílias pobres, vítimas do sistema...prendem dois TRAFICANTES armados até os dentes, que por acaso são BRANCOS...
Essa foto confunde o cérebro dos maconhologos de esquerda...pois os negros são policiais!!! Conclusão:
1- A polícia não é racista;
2 - Vagabundo não têm COR e sim CONDUTA;
3 - Ninguém é vítima, cada um escolhe seu caminho!!!

Não se trata apenas de garantir direitos, é algo mais elementar: reconhecer a humanidade de alguém.
Milhares de brasileiros não são vistos como pessoas. O resultado dessa desumanização é uma democracia mutilada, marcada pela negação da cidadania aos chamados menores, vagabundos, marginais, favelados. São os ninguéns, os nenhuns do poema de Eduardo Galeano.

A reação do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, ao título do relatório da Anistia Internacional "Você matou meu filho!", sobre assassinatos praticados por PMs, revela como o Estado está longe de compreender a importância da defesa dos direitos humanos para a democracia.


O nome do estudo, publicado na segunda (3), é certeiro por rasgar o véu que invisibiliza as principais vítimas da violência policial: jovens negros moradores de favelas.

'Pensei como pai', diz policial que dividiu prato de comida com menino em favela

O objetivo do policial era mostrar que “debaixo de uma farda corre sangue e há um coração humano”.

Link: br noticias

Ele mostra que os mortos não são meras estatísticas, são filhos de alguém, têm família e história. São pessoas.





Postar todos os policiais do Rio de Janeiro assassinados, mutilados, torturados e queimados, ocuparia muito espaço, já que são milhares. Mas estes são mais recentes.

O envolvimento com o crime não pode justificar uma execução. A sociedade que dá à polícia o direito de decidir sobre a vida e a morte abre mão da democracia. O resultado é uma violência que atinge os próprios policiais: no Rio, são os que mais matam e mais morrem.
Esse não é apenas um problema de segurança pública. É uma questão de concepção de mundo, pois por meio dela traçamos as fronteiras entre os incluídos e os descartados da democracia. O historiador Sérgio Buarque de Holanda escreveu que a democracia brasileira sempre foi um lamentável mal-entendido, inventada por aristocratas rurais para acomodar seus interesses.


Esses mal-entendidos continuam sendo reinventados e perpetuados ao longo de nossa história. Eles só serão superados quando a defesa dos direitos humanos unir aqueles que sonham com um novo regime democrático, cuja essência seja a dignidade humana. Só assim construiremos um país mais justo e igualitário.

O pior “mal entendido” é ainda ser possível eleger “pessoas” com o perfil de Marcelo Freixo, Jean Wyllys e Maria do Rosário. A falácia do “direito dos mano” já foi percebida e a maioria da sociedade acorda para este “mal entendido”. Um “mal entendido” que só defende bandidos não importando seu grau de periculosidade. Será sempre uma vitima da sociedade, a mesma sociedade que paga absurdos para estes personagens da política nacional. 


Portanto Freixo, vai "TOMATE CRÚ"!




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