quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A VIDA DO POLICIAL É SAGRADA COMO TODA VIDA É!


A mãe da soldado Cilene estava tranquila em seus afazeres e nem ela nem a filha nunca haviam comparecido a uma manifestação pela vida do policial. Um dia Cilene não voltou pra casa e sua mãe esteve presente na primeira manifestação que ocorreu. Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado. 


O cabo Sebastião estava tranquilo em seus afazeres. Ouvia noticias das mortes de seus colegas mas não era com ele, nunca antes havia comparecido numa manifestação pela vida do policial. Até que um dia foi alvejado em serviço, não morreu, mas perdeu as pernas. 
Na primeira manifestação depois do ocorrido lá estava ele de cadeira de rodas, reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.


A filha do policial Antônio estava feliz em seus estudos, conhecera um rapaz responsável com o qual iniciara um namoro com consentimento de seu pai. Um dia Antônio não voltou para casa, foi entocaiado por traficantes e executado com vários tiros na cabeça. Na primeira manifestação depois do acontecido lá estava ela. 
Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.


A esposa do sargento Ricardo estava feliz no casamento, tinha dois lindos filhos que amavam o pai. Um dia Ricardo não voltou para casa, no trajeto deparou-se com uma falsa bltz e bandidos o identificaram como policial. Foi torturado, morto, esquartejado e queimado. Depois disso, sua esposa, que nunca havia comparecido numa manifestação pela vida do policial, compareceu na primeira após o fato. Reclamou do silencio da imprensa, da omissão da sociedade, da ausência dos colegas e da indiferença do Estado.


Os relatos de morte de policiais com os mais diversos requintes de crueldade vão sendo noticiado, são alvejados por vários tiros, esquartejados, queimado e a sociedade não se manifesta por eles. Pior! Nem os seus estão presentes neste momento tão doloroso que só é mostrado nas redes sociais. Os parentes, amigos, e colegas só atentam para a gravidade da situação quando o acontecimento é consigo ou com um bem próximo.


Não teve protesto, não teve ônibus queimado, os defensores dos direitos humanos não se manifestaram, o Marcelo Freixo não perguntou "CADÊ O NEANDRO?", a mídia não fez questão como fez com o caso do Amarildo, o governador não se pronunciou, Beltrame não disse que ia "cortar da própria carne"... E o que resta? LAMENTAR a morte de um guerreiro! Que deu a vida por mim e por você! 
Neandro não verá seu filho nascer, sua esposa não iria receber nenhum auxílio, nenhum apoio psicológico, nenhuma autoridade ira visitar sua casa. Para outros ele não estava fazendo "mais que sua obrigação", mas para mim, fica o agradecimento, por ter sido um homem honesto, que cumpriu o seu dever! Nos serviu e protegeu.


Não reclamem da sociedade enquanto nós mesmos nunca nós preocupamos. Vá para a rua e mostre sua indignação. A VIDA DO POLICIAL É SAGRADA COMO TODA VIDA É!




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