sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Fábula moderna - Retrato do Brasil

Esta é uma fábula muito popular nos países de língua inglesa, onde é conhecida como The Little Red Henque assim como a fábula A Formiga e a Cigarravisa ensinar o valor do trabalho e da previdência às crianças. Coisas que os esquerdistas são incapazes de entender. Existem muitas versões diferentes desta fábula, mas aqui está uma das que eu gosto mais. Vamos à ela:


Era uma vez uma galinha ruiva que morava numa fazenda com seus três amigos: O cão preguiçoso, o gato dorminhoco e o pato barulhento. Um dia ela encontrou alguns grãos de trigo no quintal e decidiu chamar seus amigos para ajudar a plantá-los.

“Quem me ajuda a plantar este trigo?” — perguntou a galinha.
Eu não  —  latiu o cão preguiçoso.
Nem eu miou o gato dorminhoco.
Tô fora! grasnou o pato barulhento.
“Então eu planto sozinha” — respondeu a galinha. E assim ela fez.


Logo o trigo começou a brotar e quando a época da colheita estava próxima, ela voltou a chamar seus amigos para ajudá-la.
Quem vai me ajudar a colher o trigo? perguntou a galinha.
Eu não, isso cansa –” latiu o cão preguiçoso.
Nem eu, vou dormir miou o gato dorminhoco.
Eu não ganho nada com isso. Tô fora! grasnou o pato barulhento.
“Então eu colho sozinha” — respondeu a galinha. E assim ela fez.
Sabendo que seus amigos não iriam colaborar, a galinha levou sozinha o trigo para o moinho e o transformou em farinha para preparar o pão, mas mesmo assim ela perguntou: “Quem vai me ajudar a preparar o pão?”
Eu não, se alguém souber que eu trabalhei perco a bolsa-ração latiu o cão preguiçoso.
Nem eu, recebo pensão e seguro desemprego, vou dormir miou o gato dorminhoco.
Você não vai me pagar hora extra! Tô fora! grasnou o pato barulhento.
“Então eu preparo sozinha.”  — respondeu a galinha. E assim ela fez.
Quando os pães ficaram prontos os outros animais vieram pedir um pedaço para a galinha ruiva, que respondeu:
“Não, eu fiz os pães sozinha e sozinha vou comê-los.” E assim ela fez.


Assim termina a fábula original, a galinha come os pães e os outros animais vagabundos ficam sem nada, mas aqui no Brasil o final seria bem diferente:

Após se negar a dividir os pães, a galinha começou a ser insultada pelos outros animais.
Maldita galinha burguesa! Exijo direitos iguais! latiu o cão preguiçoso.
Que falta de solidariedade! Sua egoísta insensível! Não sente pena dos que têm fome? miou o gato dorminhoco.
Gananciosa! Capitalista! Exploradora! Eu vou tomar seus pães à força! grasnou o pato barulhento.



Com a confusão a galinha resolveu chamar a polícia e, junto com a polícia, veio um burocrata do governo dizendo que ela era obrigada a dividir os pães com o governo e com os animais que nunca a ajudaram em nada.
“Mas eu fiz tudo sozinha! Plantei o trigo, colhi, fiz a farinha, assei os pães e ninguém me ajudou em nada!” — reclamou a galinha.
“Sim, mas você fez tudo isso dentro desta fazenda e aqui não somos capitalistas, todos devem dividir seus lucros com os demais para manutenção da paz. Isso é justiça social” — disse o burocrata.


Depois do pequeno discurso do burocrata os demais animais comemoravam enquanto a polícia confiscava os pães da galinha ruiva:
“Bem feito! Ficou sem nada! Se ferrou galinha elitista!” — gritavam histericamente.




De posse dos pães o governo ficou com a maior parte, deixando apenas algumas fatias duras para os animais vagabundos, que comemoraram a expropriação dos pães da galinha, aplaudindo a adoção do sistema de justiça social que lhes garantia migalhas.


Entretanto, depois de algum tempo eles começaram a se questionar porque nunca mais a galinha voltou a fazer pão…

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