segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nigerianos chegam ao Rio no Leme do navio.

Nigeriano comemora ao chegar ao RJ escondido em leme de navio



Estivador que viu homens filmou diálogo em inglês: 'Pediam água e comida'.
Dupla ainda não pediu refúgio e deve ser repatriada, diz Polícia Federal.


O primeiro contato dos dois nigerianos que chegaram ao Rio dentro do leme do navio panamenho Corsair foi com o estivador Carlos Alberto de Jesus Soares, que estava trabalhando na manhã de sexta-feira (8), no porto do Rio.
Ao ver a situação, Soares tentou conversar com os dois homens para saber de onde eles vinham. De longe, eles iniciaram um diálogo em inglês. Um dos homens mexia os braços comemorando a chegada ao Brasil.
Em seguida, a preocupação de Soares foi acionar a Guarda Portuária, responsável por fazer a abordagem ao navio e acionar a Polícia Federal que foi até o local. Segundo o estivador, ao chegar no porto os nigerianos estavam muito abatidos, com sede e com fome. "Eles pediam água e comida por gestos", disse. 


Soares contou ainda que ficou muito abalado com a situação. "Não podia fazer muita coisa por eles. Espero que eles consigam ajuda. Os estivadores estão muito solidários com essa situação", disse.
Segundo a Companhia Docas do Rio, os nigerianos estavam escondidos no leme do navio, que vinha de Lagos, na Nigéria e estava vazio.
O navio estava fundeado perto da Ilha Rasa, na Baía de Guanabara, quando houve a abordagem dos guardas. Segundo a companhia, esse é o primeiro caso no ano de viajantes clandestinos em navios que chegam à cidade.
Imagens e fotos registradas por Soares mostram que eles estavam sentados no leme. A previsão é que eles tenham viajado por cerca de uma semana em uma área que fica na  parte de baixo do equipamento, local considerado perigoso. Após o ocorrido, o navio começou a ser abastecido no porto com carga de ferro gusa, informou a Docas.
Repatriados
Na sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, os homens afirmaram ser nigerianos e disseram não ter sofrido maus tratos durante a viagem já que entraram como clandestinos no navio. Eles contaram ainda que ficaram alguns dias sem se alimentar porque não queriam ser descobertos.
Em nota enviada ao G1, a Polícia Federal informou que  até o final da tarde desta sexta, os nigerianos não haviam pedido  refúgio no país. Se isso não ocorrer, eles serão repatriados por terem entrado no país sem atender às formalidades legais, como determina a lei brasileira.



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