domingo, 25 de outubro de 2015

Se és de DIREITA, faça a curva do novo sentido


Se você é “de direita”, “conservador” ou simplesmente não-esquerdista esse texto é importante para você, as outras questões são menores, se resolve depois.
A direita brasileira, que graças à internet já esboça uma reação, tem de superar alguns poucos problemas pontuais. Vencidas essas questões não há como se impedir uma vitória nos próximos anos. Há ainda falta de políticos que assumam esse posicionamento, mas a tendencia é que estes surjam, na medida em que o paradigma do politicamente correto caia. Já está acontecendo.
O próprio ceticismo e cuidado em abraçar novos projetos, a descentralização das decisões, individualismo, garra em lutar por ideais e foco em alcançar um objetivo concreto e completo, que são características intrínsecas da sociedade de direita, têm sido obstáculos à reorganização desse grupo. Na questão política que se apresenta devem ser feitas concessões, deve-se buscar os focos comuns e estreitá-los o máximo possível, concentrando as forças no alvo estabelecido. Depois de alcançado o objetivo, democraticamente se discutirá as posições de cada um. 
Exemplos negativos.
1 – Nas passeatas solicitando a intervenção militar houveram grupos que sugeriram que se levasse imagens da Virgem Maria, e isso foi feito. Algumas pessoas que apoiavam a intervenção deixaram de comparecer aos eventos por não compartilhar da visão religiosa dos católicos. Quem levou imagens poderia pensar nos evangélicos, espíritas e até ateus que iriam ao evento e decidir por não fazê-lo. Por outro lado, quem deixou de ir poderia ter também relevado essa questão.
2 – Na campanha “Fora PT #2014semPT” lançada essa semana na internet, embora milhares de pessoas já tenham aderido, há algumas negativas sob alegação de que deveria ser também “Fora PSDB”, ou Fora PMDB”. Ora, não seria impossível abarcar em uma só campanha o desejo de toda a sociedade de direita, temos que focar em um objetivo comum. Se você é contra o PT e o PSDB o fato do movimento abarcar somente parte de sua posição não é motivo para se colocar como “do contra”. Trabalhar em equipe exige flexibilização.
Exemplos positivos.
Nas passeatas do Rio de Janeiro conversamos com várias pessoas, alguns desejavam a intervenção militar, mas compartilhavam do desejo que que o PT deixasse o governo, estes compareceram ao evento com roupas militares, ou apenas com bandeiras do Brasil. Engrossaram as fileiras porque entendem que, desde que se caminhe para a direita, devem cooperar. 
Nas passeatas de São Paulo havia pessoas com cartazes condenando as urnas eletrônicas e pedindo o voto convencional, havia com toda certeza milhares que pediam intervenção militar. Mas, todos entendiam que os pleitos ali presentes apontavam para a direita, por isso somaram forças engrossando o movimento.
Não vivemos mais no contexto dos séculos passados, hoje há um sem número de possibilidades que cabem dentro de cada opção política, uma pessoa pode se declarar de direita e ter preferências distintas em relação a alguns assuntos. Contudo, quase sempre temos em comum a defesa das posições abaixo, com poucas variações.
·         *A defesa da honestidade na gestão do patrimônio público;
·         *A redução dos impostos;
·  *Ajuda para quem precisa e não para quem não quer trabalhar;
·         *O livre mercado;
·         *A propriedade privada é intocável;
·         *Estado deve ser menos intervencionista;
·        * Tribunais têm de ser eficazes e rigorosos;
·        *Fim do assistencialismo eleitoreiro;
·        *Liberdade de expressão.
·         *Liberdade religiosa.
Esses quesitos e talvez mais algumas poucas questões, geralmente derivadas do mesmos, nos bastam.
É obvio que há divergências, uns querem ainda hospitais públicos, outros acreditam que a saúde deve ser totalmente privatizada. Outras questões sempre surgirão, somos seres humanos e temos o direito de pensar individualmente. A própria possibilidade de discussão faz parte do que defendemos. Devemos ter sempre em mente que lutamos por um estado democrático de Direito.
A esquerda no Brasil conseguiu sua hegemonia justamente por se focar nos objetivos comuns. Colocando de lado as divergências eles abarcaram todos os grupelhos que tinham uma nesga de socialismo em seus projetos, por mais absurdos que estes fossem. Virou para a esquerda eles entram no barco, depois acertam os detalhes.
Não somos idiotas úteis e nem carregados pela emoção, temos todas as cartas e só precisamos nos focar. Precisamos estar também atentos no sentido de enquadrar legalmente qualquer tentativa do Executivo de subjugar a oposição.
Somos os maiores compradores de livros, temos os maiores grupos na grande rede, somos os maiores leitores de revistas, enquanto Danilo Gentili cresceu, o Jô Soares acabou depois que começou a bajular a esquerda. Precisamos apenas nos unir e traçar objetivos com real possibilidade de sucesso.
Temos que ter em mente que nosso alvo é acabar com a hegemonia esquerdista. Se divergimos, isso ocorre justamente na forma e velocidade da nossa estratégia para alcançar o alvo. Já saímos da inércia e deixamos a esquerda acuada. Não podemos em meio a batalha nos tornar inimigos uns dos outros. Depois resolvemos nossas questões menores, coisas “de família”.
Foco é a palavra.
Robson A.D.Silva – Sociedade Militar

Dia 14 de novembro à 10 horas em Copacabana, Posto cinco.




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