sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da consciência negra? Que tal termos uma "consciência nacional"?

Sou filho de "afrodescendente" e, ao continuar estas manifestações insanas, racistas e pagas, a cada dia da "consciência negra", me afasto mais do respeito que ainda possuo por eles. Afinal, a escravização deles, foi com auxilio de seus iguais na África, os europeus só iam buscar os aprisionados.

Tumulto na Marcha das Mulheres Negras foi racismo, afirma militante. 

"O que dizer se elas mesmas confessaram que invadiram o acampamento dos patriotas por serem racistas? Que as autoridades tomem providências já que são rés confessas. Absurdo essas mulheres discriminarem outros seres humanos e quererem ser mais do que eles. Ridículas!" 

Dia da consciência negra? Que tal termos uma "consciência nacional"?

O arquipélago do Cabo Verde constava como o principal fornecedor dos escravos, capturados ou adquiridos na costa da África por diversos comerciantes do arquipélago.
Pelos registros, a primeira leva de escravos africanos chegou a Portugal em 1441, levada por Antão Gonçalves. Novos carregamentos foram efetuados em 1443, 1445 e 1447. Entre os anos de 1450 e 1500 desembarcaram em Lisboa, mais de 150.000 escravos negros africanos. Em 1550, cerca de 10% da população de Lisboa era composta por escravos negros.

Importar escravos negros era uma atividade rendosa para os portugueses. Os próprios reis africanos ou os chefes de tribos ofereciam à venda prisioneiros de guerra ou pessoas de seu próprio povo (por vingança). Têm-se notícias que na Bahia chegaram até princesas africanas como escravas.
Capturados nas mais diversas situações, como nas guerras tribais e na escravização por dívidas não pagas, os primeiros escravos africanos provinham de Angola e Guiné e eram transportados nos chamados ‘navios negreiros’. Esses navios, destinavam às cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Luís, e delas eram transportados para as regiões mais distantes. Durante as viagens, muitos escravos morriam em decorrência das péssimas condições sanitárias existentes  a bordo, e pela super lotação. Quando desembarcavam em solo brasileiro, os escravos  eram vendidos em mercados conhecidos. Os mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados.

                                 Tombuctu, África Central

O comércio do sal, do ouro e dos escravos fez prosperar a cidade. Na região sucederam-se os impérios do Gana, do Mali e Songhai, que procuraram controlar o comércio e os recursos mineiros, e desenvolver a agricultura. Tombuctu adquiriu assim uma enorme importância, tornando-se um centro cultural importante, nomeadamente com a criação da Universidade Islâmica de Sankoré, que terá chegado a ter 25000 estudantes.
O comércio de escravos era tão importante, que a cidade de Tombuctu, (hoje no Mali), chegou a ser uma das mais prósperas da África Ocidental no século XVI, porque era um entreposto deste tráfico e movimentava grande quantidade de dinheiro.

A importação de escravos alcançou cifras impressionantes, e foi um excelente negócio para quem intermediava as compras e para quem fazia a importação.

A atividade do tráfico negreiro  perdurou até 1850, sendo oficialmente extinta  pela Lei Eusébio de Queirós. Em 1845, o Parlamento inglês, extrapolando as suas prerrogativas, aprovou a ‘Bill Aberdeen’, que concedia à marinha real britânica autorização para apreensão de qualquer navio envolvido no tráfico negreiro, em qualquer parte do mundo. Como consequência da decisão inglesa é que foi aprovada no Brasil, a Lei Eusébio de Queirós em 4 de setembro de 1850, que proibia o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil. Apesar da lei, o último desembarque só ocorreu em 1855, em Serinhaém no Pernambuco.

Os africanos e seus descendentes, por sua vez promoveram várias formas de resistência à escravidão. A mais conhecida de todas foi a criação dos quilombos, formada por escravos que fugiam de seus senhores, sendo o mais importante o Quilombo dos Palmares.
Diga-se que a escravatura também era frequentemente praticada nos quilombos, por exemplo, no próprio  Quilombo dos Palmares os cativos eram mantidos como escravos e utilizados para o trabalho nas plantações. No entanto, não era abolir a escravatura que algumas destas revoltas tinham como objetivo. A revolta dos Malês não só visava a libertação dos escravos africanos como pretendia escravizar os brancos, os mulatos e os não muçulmanos.

Fonte de consulta: stravaganza

Muito do que é o Brasil de hoje se deve aos negros que aqui desembarcaram na condição de escravos. Mas isto não pode nem deve ser hoje explorado ideologicamente, correndo-se o risco de perderam o respeito e reconhecimento pelo sofrimento a eles imposto; que não foi causado só pelos europeus que os traficavam, iniciava-se pelos seus “iguais” na África onde ficavam já aprisionados à espera da venda e transporte.

Vê alguma discriminação nesta foto (Escola Pública) onde estou presente, de 1967?



2 comentários:

  1. Como sempre o que nutre estes movimentos das minorias é o vitimismo. Por este motivo, para que sejam vítimas legitimas precisam omitir alguns "detalhes" e/ou exagerar outros. No caso do vitimismo dos movimentos negros, admitir que a escravidão era algo "normal", inclusive para os negros de sua época, seria admitir que o "racismo" não era prioridade dos brancos. Desta forma, seria mesmo que admitir que que não foram vítimas por serem negros, mas por terem tido "menos sorte".

    O vitimismo cria heróis e isto é bom para a causa.

    Heróis não podem ser "humanos", sob o risco de se tornarem iguais aos piores vilões. Heróis precisam de uma causa "justa" para combater - o que não seria possível se dentre suas pretensões estivesse a vontade de tomar o lugar daqueles que combatem.

    O movimento negro reacende na sociedade toda a força do racismo, pois reafirma a diferença. Diferença esta que só existe quando a colocamos lá.

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  2. Não sabia disso: " A revolta dos Malês não só visava a libertação dos escravos africanos como pretendia escravizar os brancos, os mulatos e os não muçulmanos." Foi bom ler o seu artigo.

    J Elias

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