quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Já viu gado indo pro matadouro? O PM se comporta do mesmo jeito.


Não dá para entender o conformismo dos policiais militares do Estado do Rio de Janeiro, estão sendo diariamente assassinados e, em alguns casos com facilitação do Estado que não lhes fornece meios seguros de trabalho.



Alojamentos precários ou inexistentes, alimentação sem higiene, Saúde roubada pelos gestores, viaturas sem blindagem minima, armas automáticas sem manutenção especializada e outras falhas na segurança laboral do policial.
Segundo testemunhas, os bandidos desceram do veículo disparando. Pelo menos três tiros perfuraram o vidro dianteiro e a lataria da viatura. Surpreendidos, os policiais não tiveram tempo de reagir e acabaram baleados. 

Link: O DIA

Seria inimaginável uma grande empresa não prover seus funcionários do mínimo exigido para proteção em seu trabalho, ainda mais quando o resultado desta atividade pode ser a morte.  Não temos governo, não temos gestores, não temos nada, só um bando de ladrões se locupletando da situação. Então, os PMs do Rio de Janeiro vão seguindo seu destino sem reclamar. Por quê? Por medo? Cagaço? Não é isso que eu vejo em suas ações contra outros criminosos, demonstram valor profissional, mesmo dilapidados em sua proteção fundamental.

Cerca de 80% dos coletes à prova de bala de policiais estão vencidos


                  O PM à esquerda usa farda velha; o outro pagou por uniforme novo


RIO — A falta de recursos que assola o estado atinge também a PM. Cerca de 80% dos coletes à prova de bala, que têm validade de cinco anos, estão vencidos. Com o estado sem dinheiro para comprar novos, policiais são obrigados a usar equipamentos antigos. Fontes ouvidas pelo GLOBO revelaram também que a manutenção dos veículos é precária. E os carros usados no patrulhamento estão ficando parados para economizar combustível.
O presidente da Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da PM e do Corpo de Bombeiros (Assinap), Miguel Cordeiro, destacou que coletes vencidos põem em risco a vida dos policiais. Segundo ele, a falta de manutenção desses equipamentos faz com que eles deixem de ser bons para uso antes mesmo dos cinco anos.

FARDA É PAGA DO PRÓPRIO BOLSO
Outro problema enfrentado pelos PMs é o mau estado das fardas. Eles contam que alguns já precisaram pagar do próprio bolso o uniforme, que saiu a R$ 160.
— Tive que comprar a farda porque a minha ficou rasgada durante uma operação e o batalhão informou que não há verbas para a troca — disse um policial.
Outros que não admitem pagar do próprio bolso a roupa de trabalho acabam usando uniformes surrados.

— Eu não aceitei pagar a minha própria farda — disse um outro PM. — Estou com esta aqui há cinco anos. De tanto que lavei, a roupa não é mais azul, ficou roxa.

Sobre a economia de combustível, policiais militares contam que, nos batalhões, recebem ordens até mesmo para não usar o ar-condicionado dos veículos. Nesse quadro de corte de custos, as rondas têm sido reduzidas.
— Antigamente, a gente enchia o tanque das viaturas no início da semana e reabastecia no primeiro dia da outra semana — contou um PM na Zona Sul. — Agora não. Temos ordens para abastecer e utilizar somente 20 litros de gasolina por viatura durante toda a semana. Por isso, a determinação é ficarmos baseados em pontos estratégicos e só nos deslocarmos para atender ocorrências recebidas pelo 190.
Miguel Cordeiro, presidente da Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da PM, destaca que o procedimento prejudica a prevenção dos crimes:
— Quando o governo não dá a quantidade de combustível necessária para que a PM possa fazer seu trabalho, a segurança da sociedade fica prejudicada.

CAFÉ DA MANHÃ SEM CAFÉ
Em Copacabana, Ipanema e na Lagoa, policiais se queixavam até do café da manhã. Segundo eles, a primeira refeição do dia agora nos batalhões tem se limitado a pão com manteiga.

Link: GLOBO

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