segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Nossos terroristas de cada dia

Aqui como lá vivemos dias de terror. Acidentes aéreos com laudos contraditórios e com ligações diretas ou indiretas com a política.

O terror diário das cidades, com incêndios a ônibus, tiros de fuzis e até de armas antiaéreas. Você está propenso a morrer a qualquer hora e em qualquer lugar, até onde busque socorro por sua vida ou saúde.


Mariana foi desrespeitada, violentada e morta. Com ela foram vitimas também seus vizinhos, cidades, rios e a natureza em geral.

O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, pretende reivindicar para o município os R$ 250 milhões decorrentes da multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Samarco. O chefe do Executivo municipal se mostrou favorável à punição, entretanto ponderou que o valor deve ir para os cofres da União, o que não é justo com as pessoas afetadas pela tragédia. "Eu percebi que o governo federal vai procurar a sua parte na indenização. O município vai lutar muito pelas famílias afetadas. As pessoas aqui me cobram uma resposta para quem foi que foi drastiacamente afetado", disse.

 Link: noticias gerais

A Samarco é uma joint venture onde a Vale do Rio Doce possui 50% do capital. Já a Vale do Rio Doce tem o Governo Federal como seu maior acionista. Logicamente, então, a maior responsável financeira e de reconstrução passa a ser Dilma Rousseff. Talvez seja por isso que tenha demorado tanto tempo a visitar o local.


A Vale Energia doou R$ 2,5 milhões para a campanha de Dilma em 2014. A presidente não saiu do Planalto e se resumiu a soltar nota e posts no Twitter.
Beneficiado com R$ 1,8 milhão pela Vale Energia e Vale Manganês, Pimentel fez rápida visita a desabrigados e sobrevoou a área, e não citou nada sobre punição.
Os discursos combinados da presidente e do governador foram de auxílio social às vítimas, e repetir o que todos já viram: é uma grande tragédia.
No Twitter, a presidente Dilma disse que é preciso apurar com rigor as causas e responsabilidades do acidente. Mas não publica o nome da Vale ou Samarco.
A primeira piada surgiu com a tese de que a culpa foi de abalos sísmicos. Em 2006, não houve terremoto no rompimento da barragem Rio Pomba, na Zona da Mata mineira.

Terceira barragem que corre risco de se romper é três vezes maior do que a primeira.

MP não consegue chegar ao local, em Germano, pois Samarco alega ameaça contra a segurança. É preciso atentar para possível sedimentação da lama no fundo do Rio Doce. Essa é a maior tragédia ambiental do Brasil ligada à mineração.
Link: cbn

"Não foi acidente", diz promotor sobre desastre ambiental em Mariana

 “Estamos na fase de apurar quais são os fatos. Nenhuma barragem se rompe por acaso. Seguindo neste contexto, temos que identificar qual foi a causa; se de má operação da empresa ou falha no monitoramento. Não podemos encarar como acidente um fato deste tamanho”, enfatiza o promotor. 
Link: noticias

Comunidade devastada pelos dejetos vazados das barragens não espelham mais a alegria de desvendar a história de Minas e a emoção de visitar monumentos dos tempos coloniais.


Os caminhos que levam a Bento Rodrigues não espelham mais a alegria de desvendar a história de Minas, a emoção de visitar monumentos dos tempos coloniais e o prazer de saborear iguarias com os sabores da terra.
Tudo agora é passado – com o cheiro podre da lama, a visão fantasmagórica dos prédios destruídos e o lamento de quem conheceu a comunidade devastada pelos dejetos vazados das barragens do Fundão e Santarém, da Samarco.

O Estado de Minas percorreu as trilhas, encontrou moradores e gente que conheceu o lugar em outros tempos e hoje lastima o ocorrido na tarde da última quinta-feira. A estrada de terra unindo Camargos a Bento Rodrigues está interrompida pela lama, que desceu no sentido contrário ao Rio Gualaxo. A ponte desapareceu, ficou o vazio, um abismo colossal, que assusta muitos moradores da região.

Não foi acidente. Foi descaso, foi corrupção, foi falta de prevenção, foi irresponsável, FOI TERRORISMO! Cadê Dilma?

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