sábado, 12 de dezembro de 2015

A PMERJ sob interesse político, em detrimento da segurança de seu efetivo

Para começar não falo como especialista no assunto armamento, falo só com a experiência vivenciada pelos meus anos na PMERJ e hoje como espectador deste confronto desigual. Portanto, as criticas, apoio e sugestões são bem vindas.


Tudo na PMERJ atual se reveste de farsa, tudo pela satisfação do interesse político. Uma polícia militar jamais poderia adquirir arma de guerra como os fuzis utilizados hoje, a legislação não permite. Mas, em decorrência do avanço bélico dos traficantes do Rio de Janeiro, que conseguem repor seu material bélico mais rápido do que a atualização de legislação, os fuzis foram comprados sob a denominação “carabina”. Pronto! Aceito, autorizado e efetivada a compra. As “carabinas” Colt M-16 calibre 5.56 estão em uso.

No final da década de 80, quando da criação de um grupo de polícia comunitária, cogitou-se a compra de viatura KIA BESTA para transporte deste efetivo, já que tem capacidade para 10 passageiros, de imediato falou-se que a compra de veículo importado não poderia, já que havia produto nacional equivalente. Então optaram pela extinta KOMBI, com tecnologia da década de 50.

Inicio da década de 90, com o poder bélico dos traficantes passando dos revolveres e metralhadoras para os fuzis, o exercito cedeu parte de seus fuzis FAL 7.62 para a PMERJ dos quais não sei o destino hoje. Como também começou os estudos para aquisição de fuzis para a Corporação e estranhamente optou-se pelo PARA FAL 5.56 da IMBEL em detrimento do AR 15 da COLT. Na época a IMBEL estava em processo de privatização e suas ações precisavam de um empurrãozinho para ser aquecidas no mercado. Cogita-se que os AR 15 na época sairiam a 800 dólares a unidade, mas o PARA FAL IMBEL foi o preferido pelo dobro do preço e o dobro do peso.

Hoje estamos no século XXI, os fuzis entraram definitivamente no cenário urbano e os confrontos deixam sequelas visíveis, com mortos, feridos e mutilados.

Nas UPPs uma guerra desigual acontece sob os olhos incrédulos da sociedade, policiais não estão mais morrendo em confrontos, estão sendo abatidos mesmo sem defesa, como é o caso recente do soldado atingido enquanto socorria seu colega baleado.

O soldado Marcos Santana Martins, morto durante um confronto com traficantes na tarde deste domingo na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, foi, segundo colegas de farda, baleado ao tentar socorrer o soldado Inaldo Pereira Leão, também morto no tiroteio. 

Os calibres de impacto são os mais indicados para o uso policial, isto em situação normal, não nesta que vivenciamos hoje no Rio de Janeiro. Então, numa situação de normalidade a carabina 40 que substituirá os fuzis seria a opção acertada, mas neste cenário não é.

O impacto do projétil 40 deve ser em torno de 1.000kg, sem poder de transfixar, enquanto o 5.56, além de ser altamente transfixante, tem alcance muito maior e os estragos ao atingir o corpo humano são de grande efeito.

Então, no cenário da nossa guerra urbana, os traficantes entrincheirados em seus blocos de concreto com seus poderosos fuzis seriam alvos inatingíveis e, em contrapartida, paredes, madeiras e qualquer outro obstáculo que os policiais se protegessem, seriam papelão no percurso do calibre 5.56 dos fuzis, atingindo nossos policiais diretamente ou por resvalo.


Vimos nestes anos da chamada “pacificação” um primeiro momento sem armas aparentes, com o comercio de drogas funcionando discretamente sem a ostensividade das armas. Mas parece que a pacificação não aconteceu, os fuzis voltaram e, notoriamente mais novos, como se uma nova e grande remessa tivesse tranquilamente entrado nas comunidades ditas pacificadas.

Neste momento critico o ainda secretário de segurança pública expõe sua opção em retirar os fuzis dos policiais, os deixando num embate de “canivete” contra a “espada” onde certamente serão alvos vulneráveis à distancia e de perto.



2 comentários:

  1. RIO ANTIGO,FO 762,MTR45 adaptada p/9MM ,WINCHESTER 12 e OITÃO CANELA FINA.

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  2. A PMERJ, digo, o policial está totalmente abandonado,desprovido de liderança. O oficialato se considera como uma classe a parte,como se fossem superiores aos praças. São apenas maus gestores com mordomias e incompetentes, protegidos por um regulamento escravagista e sem regulação do Exercito Brasileiro. A PM tem que ser novamente controlada pela IGPM. A PM carece de lideres e hoje em dia qualquer imbecil chega a Coronel,basta ser incompetente, não assumir responsabilidade, punir sem ouvir e sobretudo ter indicação política. Nas FFAA,só a competência fala mais alto e para sair General,não é para qualquer um. Houve um tempo em que era privilegio sair Coronel na policia, hoje em dia torturador e pedófilo chega ao posto máximo.

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