sábado, 5 de dezembro de 2015

A sociedade precisa de uma Polícia Militar forte e respeitada

O Jornal do Brasil, centenário meio de comunicação, assiste com tristeza à humilhação que sofre uma das mais importantes instituições de nosso estado, a Polícia Militar. Centenária assim como o JB, a Polícia Militar do Rio de Janeiro enfrenta talvez um dos seus momentos mais delicados, sendo exposta ao achincalhe e ao desrespeito justamente quando o Rio vive um estado de aguda insegurança.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro nasceu da Guarda Policial da Província fluminense, criada em 1835. Na sua trajetória está, entre outras, a importante participação na Guerra do Paraguai, em 1865, quando o país não dispunha de um contingente militar suficiente para combater os cerca de 80 mil soldados paraguaios.

Ao longo de sua história, participou ainda de conflitos como as Revoltas da Armada e da Vacina, as Revoluções de 1930, Constitucionalista de 1932, entre tantos outros movimentos. Mas a sua importância está muito além dos fatos históricos. Os policiais militares são os agentes que estão na linha de frente da segurança da sociedade. Estão nas ruas, no confronto direto, na face mais cruel e violenta do combate à criminalidade.
                                                     Polícia militar em ação no Rio de Janeiro
Cumprem a mais perigosa das missões pondo todos os dias suas vidas em risco. E seu material de trabalho muitas vezes são coletes mal conservados, armas obsoletas, viaturas ultrapassadas e sem blindagens, sem esquecer dos baixos salários e da falta de um serviço de inteligência capaz de antecipar ataques, o que poderia evitar expor policiais ao risco. O resultado dessa guerra das ruas se traduz muitas vezes em vidas ceifadas, incapacitadas e famílias mutiladas.
O que acontece com a família de um policial militar morto nas ruas? Perdem seu sustento, são jogadas à sorte da miséria, e muitas vezes ainda passam a ser alvo de criminosos, com sede de vingança. Não é apenas o PM que se expõe na sua missão pela segurança. Todo o seu seio familiar passa a viver também o pesadelo e a realidade crua do combate à criminalidade.
E quando vivemos um dos momentos mais delicados do Estado do Rio na luta contra a violência, vemos crescer com mais virulência os ataques a esta instituição. Será que quem ataca acredita que somos capazes de viver sem a Polícia Militar nessa quadra de desespero que vive o povo? Aqueles que querem cobrar o dente por dente, o olho por olho, a morte com morte já pararam para refletir quantos PMs já morreram defendendo a sociedade? Quando criticam a instituição da Polícia Militar, já refletiram sobre o perigo permanente que se transformará o Estado com nossos principais agentes de segurança achincalhados?
Não podemos continuar a humilhar e a agredir a coragem desses homens. A instituição Polícia Militar, com sua história centenária, é muito maior e mais importante do que este momento. E o que precisamos é que ela tenha força, moral e respeito para continuar a fazer o árduo trabalho de se pôr em risco para garantir a segurança do cidadão.
Parabéns pela matéria Jornal do Brasil, mostra seu real compromisso com a sociedade do Estado do Rio de Janeiro, onde políticos e mal intencionados fazem da PMERJ sua arma política. O policial saiu da sociedade e, se comete erros injustificáveis, é preciso buscar a causa que certamente está na sociedade ou nos gestores. Afinal, o PM não veio de marte, saiu da própria sociedade doente que o critica.

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