sábado, 31 de janeiro de 2015

As quatro “mentiras” do filósofo Karl Marx


“Nunca se pode confiar em Marx, diz Paul Johnson, que percebe quatro crimes capitais contra a verdade no pensador alemão. Primeiro, “se utilizou de fontes obsoletas porque as ainda válidas não confirmavam suas alegações”. Segundo, “escolheu determinadas indústrias onde as condições de trabalho eram particularmente ruins como sendo típicas do capitalismo. Sua tese era de que o capitalismo dá lugar a condições de vida cada vez piores; quanto mais capital é empregado, pior os trabalhadores devem ser tratados para que assegurem rendimentos convenientes (...). Desse modo, Marx lida com condições pré-capitalistas, e ignora a verdade que salta aos olhos: quanto mais capital, menos sofrimento”.

Terceiro: “Ao se utilizar de relatórios da inspetoria das fábricas, Marx mencionou exemplos de más condições e maus-tratos sofridos por trabalhadores como se essas fossem regras inerentes ao sistema: na verdade, os responsáveis por essas condições eram o que os próprios inspetores chamavam de ‘os donos de fábrica fraudulentos’, os quais cabia a eles desmascarar e processar e que, desse modo, estavam em via de ser afastados”.

Quarto: “O fato de que as principais informações de Marx provirem dessa fonte, a inspetoria, revela o maior de seus logros. Trata-se da tese de que o capitalismo era, por natureza, incorrigível e, pior, de que nos sofrimentos infligidos pelo sistema aos trabalhadores, o Estado burguês era seu aliado. Porém, se isso fosse verdade, o Parlamento nunca teria aprovado as Leis Fabris, nem o Estado as teria posto em prática. Praticamente todas as informações de que Marx dispunha, dispostas (e às vezes falsificadas) de forma seletiva como estavam, derivavam do esforço do Estado (inspetores, cortes, juízes de paz) no sentido de melhorar as condições de vida, o que implica necessariamente desmascarar e punir os responsáveis pelas más condições”.

“Se o sistema não estivesse num processo de auto reformulação — o que pelo raciocínio de Marx era impossível —, ‘O Capital’ não poderia ter sido escrito. Como ele não estava disposto a fazer nenhuma pesquisa de campo por conta própria, foi obrigado a se basear exatamente nas informações daquele que ele denominou como ‘a classe dominante’, que estava tentando pôr as coisas no lugar e, cada vez em maior grau, o conseguia. Desse modo, Marx teve de deturpar sua principal fonte de informação para não abandonar sua tese. O livro era, e é, desonesto em sua estrutura”. Marx, segundo Johnson, não conseguia entender o capitalismo.

O conteúdo real da filosofia de Marx, no entendimento de Johnson, “se liga a quatro aspectos de seu caráter: o gosto pela violência, o desejo de poder, a inabilidade de lidar com dinheiro e, sobretudo, a tendência de explorar os que se encontravam a sua volta”.

Marx teve filho com a empregada e não quis assumir

Karl Marx, como Jean-Jascques Rousseau, era um brigão inveterado. Brigava com todos com os quais se relacionava. E tinha o hábito de dizer: ‘Eu vou aniquilar você” (parece o estilo de Stálin, não é?).

O filósofo não gostava de tomar banho e vivia cheio de furúnculos. Para Engels, espécie de “pai” compreensivo (e escravo) de Marx, o autor de “O Capital” escreveu: “O que quer que aconteça, enquanto a burguesia existir, espero que ela tenha motivo para se lembrar de meus carbúnculos” (ele estava escrevendo “O Capital”).

Marx vivia devendo para agiotas, nunca procurou um emprego. Engels, a partir de 1840, foi a maior fonte de renda da família de Marx. Certa vez, Engels se irritou com os pedidos exagerados de Marx e com sua insensibilidade típica. A amante de Engels, Mary Burns, morreu e Marx, no lugar de enviar condolências, pediu mais dinheiro.

A mulher de Marx, Jenny, de linhagem aristocrática, comeu o pão que o diabo amassou e jogou fora. Os Marx certa vez foram despejados e foram obrigados a morar num pardieiro.

Quase tão fauno quanto Sartre, Marx transou com a empregada e ela teve um filho, Henry Frederik Demuth. Marx obrigou Engels a assumir a paternidade e nunca assistência e carinho ao menino. Mas Engels revelou tudo depois.

No fim do ensaio, Johnson, um tanto sarcástico, garante que Helen Demuth “foi o único representante da classe trabalhadora que Marx chegou a conhecer de perto, seu único contato real com o proletariado”.

O livro de Johnson é discutível, sim, como qualquer outro, mas vale a pena ser lido por liberais, esquerdistas, direitistas, anarquistas (como eu) e outros.
Jornal Opção

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A incrível decadência Argentina e suas lições para o Brasil

Excelente artigo publicado há quase seis meses, sintetiza a história econômica da Argentina e nos coloca com as barbas de molho.


Amilton  Aquino, em O Mundo, 01/08/2014 

 Existe uma piada que diz que o melhor  negócio do mundo é comprar um argentino pelo que ele realmente vale e revendê-lo pelo que ele acha que vale.  O pano de fundo desta piada é o orgulho argentino, conhecido em todo mundo.
 Basta imaginar que até o início dos anos 50, a Argentina era a sexta maior economia do mundo, com uma população escolarizada, recursos naturais abundantes e uma indústria pungente que disputava de igual para igual até mesmo em setores de alta tecnologia, como o automotivo.
 E não se tratavam de apenas filiais estrangeiras. A Argentina tinha sua própria marca de automóveis (SIAM), além de várias outras de eletrodomésticos.

 A riqueza argentina era tamanha que o país, em 1920, chegou a ter reservas em ouro superiores ao decadente império britânico, e ao emergente novo império norte-americano. Era praticamente um “europeu” latino americano. Não por acaso, o país tornou-se o destino preferido de milhões de refugiados das duas guerras mundiais, inclusive de carrascos nazistas acolhidos por Perón.
 Meio século depois, a Argentina não passa de mais um problemático país latino-americano, com as conhecidas mazelas que afligem o continente, como favelas, violência crescente, inflação galopante, analfabetismo e doenças epidêmicas, entre outros.

 A decadência da Argentina é tão evidente que o país virou um "case" internacional, citado como um caso raro de país que “involuiu” nas últimas décadas. Uma rápida comparação com o Brasil dá uma ideia da decadência dos nossos hermanos.
 A economia, que até os anos 50 era maior que a nossa, hoje é menor que a economia do estado de São Paulo. Agora imagine-se na pele de um argentino que viveu este apogeu, ver o país hoje em mais uma moratória, com uma inflação de 40%, dependente da economia brasileira.

 Mas, afinal, o que causou toda esta decadência? Como a Argentina conseguiu empobrecer justamente no momento em que tantos países asiáticos, antes miseráveis, ascenderam econômica e socialmente, a ponto de alguns deles integrarem hoje o clube dos ricos?
 A Argentina é vítima do que Hayek chamou de “caminho da servidão”, um processo lento e gradual de coletivização, aumento do intervencionismo estatal e polarização da sociedade em diferentes níveis.
 O início de tal processo tem uma data: 04/06/1946, dia da chegada de Perón ao poderO simpatizante de Hitler e Mussolini iniciou uma tradição populista na Argentina que dura até os dias de hoje.

A exemplo de Getúlio Vargas no Brasil, que instituiu os direitos trabalhistas inspirados na Carta del Lavoro de Mussolini e se tornou o “pai dos pobres”, Perón dividiu a Argentina entre seus apoiadores (o bem, o povão, os “trabalhadores”) e seus adversários (o mal, os “exploradores capitalistas”, a velha “elite colonial”- lembra alguém? ). E como sempre acontece nestes casos, os discursos inflamados dos “pais dos pobres” conquistaram os eleitores da base da pirâmide.
 Começou então uma simbiose entre a nova elite governante trabalhista/socializante, que precisa dos votos da massa para continuar oferecendo-lhes novas “conquistas”, e a massa, que descobre o poder do voto e passa a endeusar seus ídolos. A conquista da hegemonia da opinião publica passa a moldar também os políticos. 

 Com medo de se colocarem “contra os pobres”, até mesmo políticos da antiga aristocracia migraram para a base do governo peronista. Aos poucos, a oposição foi minguando, ao mesmo tempo em que a Argentina transformava-se numa república sindicalista.
 E, mais uma vez, como sempre acontece, no começo tudo é festa. Aumento do salário mínimo acima da inflação, aumento do crédito, crescimento recorde, nacionalização de multinacionais, grandes obras, políticas de transferência de renda e tudo o mais que já nos é bem familiar.  

 Mas todo crescimento artificial tem um preço. A fatura vem com o tempo e com ela os efeitos negativos decorrentes do intervencionismo governamental. Ao final do primeiro mandato de Perón, a Argentina já dava claros sinais de crise, com as exportações caindo pela metade, reservas se esvaindo e aproximando a balança comercial de um déficit histórico, uma vez que até então a Argentina tinha sempre grandes superávits.
 Apesar de todos estes sinais, o caudilho conseguiu mudar a legislação que lhe deu mais cinco anos de mandato.
 O segundo mandato foi ainda pior, abrindo espaço para o primeiro de uma sequência de golpes militares só interrompido nos anos 70 com um breve período de redemocratização onde, mais uma vez, o peronismo voltou ao poder.

 E, como da primeira vez, em pouco mais de um ano de governo, Perón já multiplicou a inflação que chegou a 74% em 1974. Dois anos depois, chegaria à casa dos 954%!
 Para completar a tragédia argentina, Perón morreu em pleno mandato, o que o elevou ainda mais à categoria de mito.

 Sua terceira mulher, “Isabelita”, assumiu então o governo e continuou seu projeto populista, afundando ainda mais a economia argentina. E, como sempre acontece na América Latina, os militares estão sempre prontos para um novo "golpe". E foi o que aconteceu.

 Em 1976, começava um dos regimes mais truculentos da América Latina. A esta altura, além de Perón e Evita, a segunda esposa que quase vira santa, a Argentina já tinha um novo mito para cultuar: Che Guevara. 
 Agora, além dos adversários peronistas, os desastrados militares argentinos tinham também como novos inimigos os diversos movimentos de esquerda que se organizavam em toda a América Latina e que tentavam chegar ao poder pela via armada.

 Paralelamente, a exemplo do que aconteceu no Brasil e em todo mundo, o marxismo cultural passou a dominar os meios acadêmicos e culturais, avançando gradativamente por todas as demais áreas estratégicas para a construção da “nova mentalidade” gramisciana.
 No campo econômico, o segundo período militar argentino herdou a época do choque do petróleo que culminou com o aumento expressivo dos juros em 1982, os quais elevaram substancialmente as dívidas dos países do chamado Terceiro Mundo. 

 A nova redemocratização veio em 1983 com Raul Alfonsín que, a exemplo de Sarney, no Brasil, fracassou redondamente no combate à inflação.
 A nova esperança surgia na figura populista de um novo peronista, Carlos Menem, em 1989. Os tempos agora eram outros. Não havia mais espaço para novas “conquistas trabalhistas” como no passado.  A grave crise dos anos 90 levou Menem a ser pragmático, aderindo ao Consenso de Washington, a odiada “cartilha neoliberal”.

 Suas raízes populistas peronistas, no entanto, não lhe permitiram executar bem as dez recomendações do Consenso de Washington . 
 Apesar disso, Menem passou a ser apontado pelos esquerdistas como o maior exemplo de fracasso das políticas “neoliberais”. Um dos seus principais erros foi desobedecer à diretriz que recomendava câmbio flutuante.
 Ao invés disso, ele dolarizou a economia argentina, instituindo a paridade entre o peso e o dólar. E, como previsto por diversos economistas, ao longo dos anos a situação da Argentina foi se agravando paulatinamente, a ponto de quebrar duas vezes em um intervalo de quatro anos.

 Em meio à mais profunda crise da história da Argentina, que culminou com mais uma moratória em 2002, eis que surge um novo salvador da pátria, também peronista: Néstor Kirchner.
 E, assim como no Brasil, quando Lula assumiu justamente no início do ciclo de maior crescimento do capitalismo desde o final da II Guerra Mundial, Kirchner começou a contar com o aumento expressivo das receitas decorrentes do aumento dos preços dos seus principais produtos de exportação.
 E assim Kirchner surfou na onda da globalização chinesa, esquecendo, no entanto, de fazer reformas estruturais para tornar o crescimento sustentável nos próximos anos.  

 Terminado o período do boom de crescimento global, as mazelas da economia argentina começaram a reaparecer.  E o  governo dos Kirchner, que começou com um calote da dívida externa, vai terminar da mesma forma, com um novo calote, com uma inflação galopante.

E mais uma vez a história se repete. A Argentina não aprende com os próprios erros, tornando-se cada vez mais refém da mentalidade populista que asfixia a economia e produz políticos mais interessados no poder do que realmente resolver os problemas argentinos.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Requiem ao Itamaraty


Por Francisco Vianna, em 26 Jan 2015

Desde o trágico advento de Celso Amorim como Ministro das Relações Exteriores, em 2010, o Itamaraty passou a sofrer uma insufíciência múltipla de órgãos que culminou agora com a falência múltipla dos mesmos. O Itamaraty está morto.

O atestado de óbito da instituição – que já foi deveras prestigiosa no cenário diplomático mundial – foi exarado em Haia, na Holanda, onde o Tribunal Pe­nal Internacio­nal (TPI) sentenciou que o Brasil perdeu o seu direito a voto na Corte Internacional que julga pessoas e organizações que cometem crimes contra a humanidade.

Se antes havia uma doença degenerativa no Itamaraty causada por atitudes calcadas na ideologia tupiniquim do "sucialismo"*, agora a falta de oxigênio decretou a sua falência múltipla de orgãos, pelo atraso exagerado dos pagamentos devidos por Brasília de suas contribuições a organismos multilaterais. O PT, completa assim, pelo desgoverno Dilma Roussef, um ciclo de desmonte daquilo que havia de melhor no serviço público brasileiro, causando um vexame internacional que reflete muito bem a triste situação a que foi relegada a diplomacia brasileira.

A dívida do Brasil com o TPI é de mais de US$ 6 milhões, o que não parece ser muita coisa tendo em vista, entre outros exemplos, o montante que foi para Cuba para construir o Porto de Mariel, que agora será, ao que parece, administrado pelos americanos e que chegou a US$500 milhões.

A decisão do TPI é vista por alguns como uma punição ao país, mas, na verdade, trata-se apenas do cumprimento de cláusulas e condições contratuais assinadas e ratificada por Brasília em 2002. Nessas cláusulas, sobressai a que diz que "um país não pode votar no tribunal caso o total de suas contribuições devidas em atraso vier a se igualar ou exceder a soma das contribuições corres­pondentes a dois anos anterio­res completos por ele devi­dos", ou seja, desde pelo menos 2012 que o Brasil acumula dívidas com uma das entidades internacionais da mais alta envergadura e importância jurídica, numa atitude que revela um misto de incompetência e estupidez.

Ora, o TPI, que faz parte da ONU mas tem o seu funcionamento completamente independente da direção da entidade mundial e é administrados por autoridades criminais dos principais países do planeta, tendo sido criado em 1998 pelo chamado "Estatuto de Roma", foi ratificado pelo governo brasileiro quatro anos depois, quando passou a vigorar.
Como o seu objetivo é o de jul­gar acusados de crimes contra a humanidade, mesmo que não tenham voto em suas sessões, todos os países "se dizem amantes da paz e respeitado­res dos direitos humanos"como o Brasil do PT vive dizendo que é – teriam, antes de mais nada, prestar um claro apoio a esta instituição internacional de justiça. Mas, infelizmente, fica cada vez mais claro no cenário internacional e agora também perante a opinião pública nacional, que os compromis­sos internacionais do Brasil es­tão sendo jogados na interminável lista de contas a pagar do governo de Brasília.

Diante do enorme rombo das contas públicas causado pelo primeiro mandato de Dilma Roussef, desde a "herança maldita" da avalanche de contas a pagar deixados pelo antecessor, o molusco eneadáctilo, a presidente afinal vem com a desculpa "irretocável" de que não há dinheiro para ser gasto com essas coisas e, de modo irresponsável, vira as costas para o mundo da di­plomacia, ao qual ela nutre conhecido desprezo.

Então, os cortes orçamentários do Itamaraty tornaram o Brasil num dos maio­res inadimplentes perante a ONU, deixando de pagar até dezembro último, cerca de USS 170 milhões, que a ONU contava receber para completar o seu orçamento. Isso sem falar nos US$ 14 milhões que o país deve a UNESCO, além dos US$ 87,3 milhões que a ONU esperava que Brasília enviasse às operações militares de paz.

Com tamanho calote, o tão alegado "multilateralismo" do governo petista – diante do unilateralismo das grandes potên­cias – não passa de embromação sem o menor valor. E, ainda, a situação parece sepultar de vez a estrepitosa "reivindicação de um as­sento permanente no Conse­lho de Segurança da ONU", uma vez que, agora mesmo é que os membros desse conselho não deverão permitir que um país caloteiro chegue a esse ponto.

Na verdade, para um país que criou uma "área indígena" chamada Raposa-Serra do Sol" do tamanho de Alagoas de forma contínua na fronteira de uma área contenciosa entre Venezuela e Inglaterra, configurando um dos mais rasos exemplos de traição à pátria da História do Brasil, nada disso deveria sur­preender. Afinal, a política "gramscista" do PT, sempre mais populista do que inteligível, é na prática a de que todos os meios justificam o fim, qual seja o de permanência indefinida no poder.

A política externa do PT nos governos de Lula e de Dilma, representam uma das muitas e formidáveis "caixas pretas" a serem abertas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Esse ca­lote no TPI e na ONU, além do vergonhoso estado das contas do Itamaraty, que a mídia apenas cita de forma epidérmica aqui e ali, mostra que tudo o que o PT sempre disse querer fazer não passou de palavras vazias atiradas ao vento.

Algumas representações do Brasil no exterior já enfrentam atrasos salariais e cortes de água e de luz, pois não têm dinheiro sequer para pagar estas contas comezinhas.

É preciso, caso seja factível, que surja alguém do círculo mais próximo da presidente, que tenha ascendência mínima suficiente sobre ela para que a aconselhe e alerte sobre o que está em jogo e sobre a imagem do país, já bastante danificada em razão dos escândalos de corrupção na desastrosa ad­ministração do dinheiro públi­co. Somos motivos de chacotas e piadas no exterior e, com isso, vamos nos isolando cada vez mais do mundo civilizado.

A diplomacia não é algo que algum dirigente, por capricho, deva ou possa mandar às favas. Por sua vez o Brasil não tem forças armadas com o poder de dissuasão externa e interna suficiente e a diplomacia é a única coisa que resta antes que militares comecem a apertar o gatilho, uma vez que a guerra é consequência da falência da diplomacia.
Que o Itamaraty repouse em paz...

* Sucialismo – socialismo de súcia, de quadrilheiros e traidores.

Sacanagem, seria o sucesso deste carnaval

Cerveró ameaça processar quem produzir máscaras com seu rosto no carnaval


A menos de um mês do carnaval, a defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró ameaçou processar quem produzir máscaras com o rosto dele. Com o escândalo na estatal, fábricas planejavam criar esses artigos com a imagem de Cerveró, preso na Polícia Federal de Curitiba devido à Operação Lava-Jato.
Assim que surgiu a especulação de que haveria máscaras de Cerveró, o advogado Edson Ribeiro passou a agir. Um integrante de sua equipe ligou para a maior fábrica que costuma produzir esses artigos para o carnaval, a Condal, em São Gonçalo, e avisou:
- Se alguém fizer isso, vou processar. Você tem o direito à imagem, tem o dano moral. Se alguém fizer, vou localizar quem fez - afirmou Ribeiro.


Fábrica teme indenização
Olga Valle, dona da Condal, disse que, para evitar dores de cabeça, desistiu de reproduzir o rosto de Cerveró. Ela afirmou que, além de o carnaval estar muito próximo, os pedidos pelas máscaras do ex-diretor da Petrobras não eram tantos como se esperava. A ideia é produzir máscaras da presidente da Petrobras, Graça Foster.
- Eles falaram que iam tomar providências. Como estamos mal de tempo, e seria uma complicação, acho melhor não entrar nessa - disse Olga.
A dona da Condal e o marido, Armando Valle, que morreu em 2007, nunca foram processados por alguma autoridade que teve o rosto moldado nas máscaras. Foram muitos os nomes da política que viraram disfarce de carnaval.
Na época do julgamento do mensalão, os personagens foram o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Desta vez, Olga preferiu evitar o risco de pagar uma indenização:
- É muito ambíguo. Tudo depende de um juiz. Não estou com vontade de ter esse tipo de problema. Pode ser que o juiz ache que ele (Cerveró) tem esse tipo de direito.
Professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Marcelo Figueiredo disse que a Constituição, em seu artigo quinto, prevê o direito à proteção da imagem - que pode ser usado pela defesa de Cerveró -, mas também assegura a proteção à manifestação cultural:
- As pessoas têm direito sobre a própria imagem. Mas, no caso de uma máscara de carnaval, se alguém compra ou usa uma máscara, está exercendo sua liberdade de expressão. Sobre isso, a defesa de Cerveró nem teria direito de ação. Agora, no caso da fábrica que produz os artigos, a empresa pode argumentar que a máscara é objeto da cultura do povo. A Constituição, nos artigos 215 e 216, diz que o Estado protege as manifestações culturais, inclusive as populares - analisou Figueiredo.
Mesmo sem máscaras, Cerveró não será esquecido na folia. Ele não conseguiu escapar da irreverência dos blocos de carnaval. O Lima É Tio Meu vai desfilar na Lapa com um samba sobre o escândalo na Petrobras: "Lindo, lindo, lindo/ É o Cerveró/ Por favor seja bem-vindo/A casa é sua: o xilindró", diz um trecho da música.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sabe o que é POTIRETAMA?

 Potiretama é um município cearense a 280 quilômetros de Fortaleza. Tem 6.129 habitantes, dos quais 1.250 são beneficiários do Bolsa Família. 
 
    Seu IDH – conforme dados de 2010 é 0,604o que leva o município a ocupar o 125º lugar no Ceará e o 4.055º no Brasil.
 
    Potiretama não tem sequer um hospital ou mesmo escolas com um mínimo de qualidade!


Falta até água. Basta dizer que no prédio da Prefeitura, sede da maior autoridade municipal, falta água até mesmo para lavar as mãos!
 
     Você sabe qual é a maior economia de PotiretamaO Bolsa Família.
 
    Quer saber o que tal programa BOLSA FAMILIA produz com invulgar competência?  Ócio, vagabundagem e VOTOS.
 
    Em 2010, uma empresa de Mossoró instalou no município uma unidade industrial para processamento de castanha de caju.
 
    A Prefeitura, então, criou uma cooperativa para disciplinar a atividade dos trabalhadores, mas a empresa, que começara com 130 funcionários, só durou três meses. Motivo? Falta de mão de obra!
 
    Será que os 6 mil habitantes estavam todos empregados? Não, trabalhar para quê, se recebem tudo de graça, com os nossos altissimos Impostos pagos regiamente.
 
    Quanto aos votos, nas recentes eleições presidenciais a candidata Dilma Rousseff recebeu 92% dos votos, cabendo ao outro candidato os restantes 8%.
 
   Em números absolutos, dos 3.816 eleitores que manifestaram sua vontade nas urnas, 3.511 optaram pela permanência da senhora Dilma Rousseff como presidente, mostrando que o programa não é um mero CABO eleitoral.
 
    Na verdade é muito mais. É, isto sim, um "GENERAL" eleitoral, é como alimentar porcos e galinhas, que esperam todo dia seu alimento sem nada produzirem!...
 
     Potiretama não deixa margem a dúvidasnão deixa pessoa alguma mentir.
 
 
 PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA
 
NÃO É APENAS UM CABO ELEITORAL.

"PT abusou dos erros", diz Juca Ferreira, ministro da Cultura

Em bate-papo com internautas nesta quinta-feira (29), o ministro recém-empossado afirmou também que “quando a esquerda se parece com a direita, quem ganha é a direita”

O ministro da Cultura Juca Ferreira fez uma dura crítica ao PT durante um hangout – bate-papo com internautas – promovido pelo próprio Partido dos Trabalhadores.  Questionado por um internauta sobre o que justificaria o crescente “ódio ao PT”, o ministro afirmou que o fenômeno precisava ser observado. 
“Em parte advém dos erros que foram cometidos. Doze anos de governo sem erros é impossível, mas abusamos no erro. Quando a esquerda se parece com a direita, quem ganha é a direita”, afirmou o ministro que já havia sido titular da mesma pasta entre 2008 e 2010.

O hangout teve duração de uma hora e vinte minutos e foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do PT no Youtube. A entrevista com Juca Ferreira foi a primeira de uma série com os integrantes do novo ministério da presidente Dilma Rousseff.
O ministro disse que sua missão nesta segunda gestão à frente da Cultura é retomar programas, medidas, instituições ou projetos que se enfraqueceram, como o Cultura Viva, Funarte e Vale Cultura. “É o reconhecimento de que o que foi feito no governo Lula foi relevante e precisava ser retomado, na medida em que nos quatro anos seguintes perdemos densidade”, criticou.  
Na crítica à gestão anterior, Ferreira inclusive contou uma conversa que teve com uma mãe de santo, mãe Stella da Bahia. “Ela me disse que tinha pensado em mim e que era para eu não ter medo, pois o erro é seguido do acerto”.
RouanetDurante a entrevista, o ministro afirmou que a Lei Rouanet, lei de incentivo fiscal responsável por 80% do total de incentivos para a cultura, precisa ser mudada. Porém, quando questionado por Lindberg Faria (ex-candidato ao governo do Rio pelo PT, que fez uma pergunta via Twitter) sobre como deve ser a mudança, Juca Ferreira disse que ainda não tem estratégia para instituir o Pró-Cultura – fundo nacional e possível substituto da Lei Rouanet, em que as empresas devem entrar com pelo menos 20% dos recursos. “Ou a gente pode pedir um projeto, ou vai apoiar o Congresso para estudos.”
“Precisamos discutir com a sociedade os mecanismos de fomento e incentivo à cultura. A Lei Rouanet se propõe a ser uma parceria público-privada, mas permite 100% de renúncia fiscal, ou seja, só tem dinheiro publico. É uma parceria desequilibrada”, completou. 
Para Juca Ferreira, outra distorção da Lei Rouanet está no fato de o ministério “gastar uma energia enorme” analisando as propostas para depois serem os departamentos de marketing das empresas os responsáveis em aprovar os projetos. Além disso, criticou, há uma concentração de 80% dos projetos nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
“O dinheiro é publico e quem decide é o departamento de marketing da empresa. Esta lei é o ovo da serpente neoliberal. É um engodo. O dinheiro que o governo destina à Rouanet significa 80% do total que ele dispõe para o fomento às artes", disse. 
Cortes orçamentários e Capilé
Ferreira disse que, mesmo com os cortes orçamentários anunciados pelo governo, pretende conseguir que o orçamento destinado para a Cultura alcance 2% do total da União. “Existe uma PEC que tramita no Congresso que propõe um percentual mínimo para Cultura. No mínimo 2% do orçamento total”, disse.
O ministro também falou sobre a participação de coletivos jovens, como o Fora do Eixo, no governo. A relação do ministério com o coletivo tem sido criticada por muitos. Inclusive, a questão enviada para o hangout perguntava o que o ministro achava de "ser testa de ferro de quem ainda não saiu das fraldas”.  
“Olha, eu estou aprendendo a manejar estes aplicativos novíssimos. Em vez de rejeitá-los, é saudável que a gente os aceite.  O que eu posso fazer é me juntar a eles e buscar uma conversa. No Fora do Eixo é fácil, pois eles têm um método, uma experiência de conectar em uma plataforma várias ações e atores ao mesmo tempo. Eu acho que a democracia brasileira vai ganhar muito com isso”, rebateu.
Pergunta leitor do iGFerreira também respondeu a leitora do iG Marianna N. Dal Pol, de Suzano/SP, que enviou a pergunta questionando o alto preço dos ingressos. O ministro concorda com Marianna e sugere que o Estado, por meio de recursos gerados por impostos, deve cobrar uma contrapartida das empresas para que amplie o acesso.
“Se você é pobre, fica entregue à TV aberta.Nos países mais desenvolvidos, mesmo nos momentos mais neoliberais, eles conseguiam garantir o acesso à cultura."

ultimosegundo

E assim, começa uma insatisfação geral.


Jornal do Brasil

A população da pacata cidade de Itaboraí, no Leste Fluminense, chegou a sonhar com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em plena atividade e trazendo para a região um desenvolvimento econômico jamais vislumbrado. Mas no decorrer da operação Lava Jato, da Polícia Federal, o projeto se transformou em pesadelo para o governo municipal, que agora lida com uma infraestrutura urbana inchada em função do empreendimento na cidade. Nos próximos dias, a prefeitura local vai solicitar o apoio do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para reforçar o efetivo de policiais militares na região, visando evitar um possível aumento da violência em decorrência da crise do desemprego no Comperj.

Apesar de a prefeitura não ter dados oficiais em torno do empreendimento, o prefeito Helil Cardoso (PMDB) estima que o número de moradores empregados nas obras é insignificante, No entanto, grande parte do contingente de funcionários demitidos pelas empreiteiras que compõem os consórcios do Comperj não retorna às suas cidades de origem, buscando no município alternativas de emprego. "E a cidade não tem demanda para absorver estes operários, tampouco profissionais da construção industrial", ressalta. O cenário no Comperj compromete, na avaliação de Cardoso, o desenvolvimento urbano e econômico de Itaboraí. "A demora na conclusão da obra traz grandes impactos à cidade, como o aumento na demanda por serviços essenciais de saúde, educação e transporte, além de danos à infraestrutura viária, entre outros", comenta o prefeito. 

               Trabalhadores demitidos e com salários atrasados pelas empreiteiras fazem manifestação no Rio

A receita fiscal de Itaboraí também deve sentir os efeitos drásticos das demissões no Comperj. Pelas previsões de Cardoso, a "crise das empreiteiras" deve refletir na arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviço) proveniente do empreendimento a partir de março. Dos R$ 20,9 milhões arrecadados atualmente pela prefeitura, R$ 18 milhões vêm do Comperj. As estimativas do prefeito são pessimistas e aponta para uma queda de 50% na receita. "Por conta disso, houve um contingenciamento de 20%, mantendo na íntegra os investimentos em saúde e educação, e cortando gastos com outros serviços como telefonia móvel e fixa, serviços de postagem, viagens, gastos de combustível e locação de bens e imóveis", disse ele.
Outra medida prevista para os próximos dias diz respeito à segurança. Cardozo vai solicitar ao governador Luiz Fernando Pezão o aumento do efetivo de policiais militares na cidade, visando evitar que a atual crise de desemprego no Comperj resulte no aumento da violência. Segundo ele, a prefeitura também está atenta ao aumento da economia informal. 
Para tentar amenizar os efeitos das demissões na cidade, a prefeitura de Itaboraí tem tomado medidas visando o aumento da arrecadação municipal, por meio de ações de incentivo e agilização do processo de abertura de novos empreendimentos na cidade. A políticas de incentivo fiscal que eram praticadas antes do anúncio do Comperj foram revistas, levando em conta a nova realidade de Itaboraí.
                                 Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí
Helil Cardoso conta que logo ao assumir o cargo, no ano de 2013, buscou informações sobre os prazos do Comperj e observou que em 2010 houve uma reformulação no projeto, minimizando o complexo na construção de uma refinaria para processar 165.000 barris diários para principalmente produzir derivados do petróleo. Segundo ele, a mudança reduziu as perspectivas de empregos na região. "Entretanto, o fato de termos uma refinaria no município, não tirava a esperança de dias melhores, pois a petroquímica sempre dependerá de uma planta de refino", salientou.
Na época, Itaboraí ocupava a 62a posição em Índice de Desenvolvimento Humano do Estado do Rio na disputa entre os 92 municípios. A população da cidade, de acordo com os dados do Censo de 2010, é de 218 mil habitantes. 
Apelidado por Cardoso de "Trem de Produção de Derivados", o Comperj exigiu de Itaboraí muito além do que a sua estrutura urbana natural oferecia. A grande demanda de técnicos e operários para os canteiros atraiu pessoas de outras cidades e estados. "Não havia [em Itaboraí] mão de obra local, na qual não chamamos de não qualificada, e sim de não adequada para o tipo de obra, chegando ao fim de 2013, com aproximadamente 26 mil empregados contratados direta e indiretamente", explica o prefeito. Cardoso afirma que a prefeitura acompanha, atualmente, com preocupação os últimos acontecimentos em torno do Comperj, além de cobrar das empresas prestadoras de serviços para a Petrobras o cumprimento das obrigações trabalhistas.