quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Rei da Jordânia comanda pessoalmente bombardeio para vingar piloto assassinado pelo Estado Islâmico

Lideres agem assim.  Covardes dizem que não sabem de nada e que não viram nada !




Rei da Jordânia comanda pessoalmente bombardeio para vingar piloto assassinado pelo EI.


Um dia depois de assistir um de seus pilotos ser queimado vivo pelo Exército Islâmico e as imagens serem difundidas para um mundo horrorizado,  o rei Abdullah da Jordânia agiu de forma rápida e decisiva.

Primeiro, ele executou dois terroristas prisioneiros, que seriam trocados pelo piloto executado. Depois, Abdullah, que é piloto de combate, teria comandado pessoalmente uma missão de ataque contra as posições do EI na Síria.

Exemplo de liderança, chefia, comando militar. Os feitos do Rei da Jordânia dispensam comentários. Fez o que tinha que ser feito. Os covardes nunca tentam, os fracos ficam no meio do caminho, somente os fortes e audazes conseguem liderar pelo exemplo, cuja honra, integridade   e instituições defendem com riscos e sacrifício da própria vida.. Veja a face do Rei da Jordânia demonstrando  liderança e determinação  sem medo. 

O que fazem aqui os então "comandantes em chefe" de nossas FFAA e Forças Auxiliares diante das centenas de mortes de militares anuais? Pensam só na sua popularidade política.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O dom de converter as coisas redondas em quadradas

O 15 de março
ROSÂNGELA BITTAR
Valor Econômico - 25/02

A crise política, com epicentro no gabinete da presidente Dilma Rousseff, tem, em 15 de março, sua nova data limite para fazer acontecer alguma coisa que provoque correção de rumos. Seja para recrudescer, seja para arrefecer. Não se trata do velho adiamento do início do ano brasileiro, mas de data da manifestação convocada, em sentido estrito, a favor do impeachment, e lato senso contra a ineficiência do governo. O PT joga suas esperanças em fazer a presidente começar a presidir a partir da pressão popular; os partidos aliados também aspiram a que a voz da população, que se fará ouvir ao vivo, como já se fez ouvir em pequisas, aproxime a presidente da realidade do país. 

Depois de desfiar interminável relação de problemas que dão substância à crise, os políticos se voltam para o resultado das ruas. Que elas façam o trabalho de persuasão. Lula, o conselheiro presidencial, fez sua parte. Apesar de desalentado, concordou mais uma vez em socorrer a presidente, a quem recomendou sair do isolamento, aproximar-se do PMDB, aceitar a eleição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, incluir Michel Temer no conjunto de ministros que fazem a coordenação política, conversar com empresários, receber sindicatos, realizar projetos e fazer propaganda do governo. 

Antes mesmo de viajar para férias na Bahia, durante o carnaval, Dilma teve um encontro com o especialista em marketing eleitoral, o jornalista João Santana. Na primeira saída do silencioso retraimento, Dilma fez marketing eleitoral e não propaganda das realizações do governo, como havia sido recomendado pela assessoria política. A presidente trouxe à cena a gestão da Petrobras no governo do adversário PSDB, de velhos carnavais, tentando dividir o ônus do escândalo de corrupção na estatal com o ex-presidente Fernando Henrique. 

Como não era campanha eleitoral, deu-se mal. Ninguém a ouviu, a propaganda eleitoral não a tirou das cordas neste momento em que a campanha ficou para trás. A presidente ainda não apresentou, nem na realidade nem na propaganda, medidas concretas anticorrupção, ações para a educação, saúde e segurança, uma explicação convincente para o ajuste da economia e sobre o que mais virá por aí, ação de governante eleita e não mais de candidata. O uso do mesmo marqueteiro fez a boca torta. 

Dilma, ainda inapetente para a relação política, criou um supermesão de coordenação, ao qual deu assento aos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações), Miguel Rossetto (Secretaria Geral), Jaques Wagner (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça, presença eventual) e a Giles Azevedo (assessor especial, presença eventual). Todos do PT, ninguém do PMDB, o maior partido aliado e o vice da chapa vitoriosa, e ninguém para conversar com os políticos. 

O absurdo de Michel Temer não estar nesse núcleo já foi destacado mais de uma vez à presidente, bem como o PMDB já se cansou de explicar que o ministro propriamente da coordenação política, Pepe Vargas, não tem condições de articular nada com o Congresso, bem como não o tem Aloizio Mercadante, agente de atrito com nove entre dez parlamentares governistas. Já se fez chegar à presidente a informação de que, desse imenso conjunto de coordenadores políticos, apenas Jaques Wagner teria trânsito entre os diferentes partidos para conversar com o Congresso a aprovar medidas do interesse do governo. 

Porém, o ministro da Defesa é o mais discreto dos coordenadores petistas e acredita-se que tenha sido obra de inimigos ocultos entre os amigos a sua inclusão precoce no grupo de políticos que poderão ser atingidos pela Lava-Jato. Nesse caso, partiria da própria central de crise o abate do voo de Wagner. 

A presidente sabe que os partidos não suportam Mercadante, nem por isso deixou de impor sua presença nas reuniões políticas em lugar do coordenador Pepe Vargas. Quando foi avisada por Michel Temer que o PMDB faria um jantar com os ministros Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini para explicarem as medidas de ajuste e convencerem o partido a abraçá-las, ela pediu ao vice-presidente para enviar à reunião o ministro Mercadante. Ou seja, o chefe da Casa Civil não entrou no jantar como convidado, mas como olheiro da desconfiança de Dilma na sua equipe econômica. 

A insensibilidade tem sido ampla, geral e irrestrita. Quando a água fica pela garganta, a presidente simula uma aceitação dos conselhos, até os pede, marca audiência para empresários, diz que vai mudar, mas não muda. O estilo é errático e deixa a todos no vácuo. A um pedido do presidente do PMDB para que recebesse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, logo depois de eleito e acatado como líder de todos os deputados, explicou que não, ainda, "não o digeri". Dois dias depois, estavam lá as assinaturas necessárias à instalação da CPI da Petrobras. São registros do próprio PT. 

O caso dos encontros de José Eduardo Cardozo e advogados de empreiteiras implicadas na Lava-Jato revelou-se, na definição também corrente no partido, como mais uma produção de "aloprados", termo usado por Lula para definir o grupo de armação de dossiês da campanha de Mercadante para o governo de São Paulo. Nega-se o inegável e enreda-se no próprio novelo. 

A providência da presidente Dilma, qual foi? Orientar os ministros do governo a saírem em socorro do ministro da Justiça. E também receber as empresas. 

Lula já está funcionando mais ou menos no automático. Não nega os conselhos pedidos, mas vai fazendo a própria relação política à sua maneira, sem esperar o comboio. Amigos contam que ele até parou de reclamar. Recebeu empreiteiras, falou e ainda vai falar mais com o PT, vem a Brasília no meio da semana, foi ao Rio reunir-se com aquele PMDB que produziu o presidente da Câmara e o líder do partido, tem falado com os empresários, voltou seus movimentos à estaca zero. 

Para quem queria tirar o poder do PMDB, missão que atribuiu ao chefe da Casa Civil mas também a Gilberto Kassab (Cidades) e Cid Gomes (Educação), Dilma acabou dando mais poder ao partido do vice. Na definição de um frequentador daquele epicentro da crise, Dilma tem o dom de transformar as coisas que estão redondas em quadradas. Depois de colher várias derrotas logo no dois primeiros meses de seu segundo governo, a presidente dá todos os sinais de que está armando situações que a levarão a novas derrotas. O que pode mudar o futuro determinado são os acontecimentos de 15 de março. Para os desesperançados, a presidente, seja qual for o desenlace, continuará sem entender as transformações pelas quais passa o Brasil.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Indonésia espera pedido de desculpas do Brasil e analisa cooperação bilateral



Jornal do Brasil

A Indonésia espera um pedido de desculpas do governo brasileiro pelo adiamento da apresentação das credenciais do embaixador indonésio no Brasil e está analisando todas as áreas da cooperação bilateral, disse hoje (23) o porta-voz da diplomacia indonésia, Armanatha Nasir, à Agência Lusa.
O porta-voz da diplomacia indonésia disse à Lusa que "um pedido de desculpa está subjacente" na declaração enviada ao governo brasileiro sobre os passos que deve tomar para resolver a situação diplomática criada pelo adiamento da apresentação das credenciais do embaixador indonésio, Toto Riyanto.
Armanatha Nasir falou com os jornalistas após uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, na qual o embaixador Toto Riyanto relatou o que ocorreu.
O diplomata foi chamado a Jacarta, após a presidenta Dilma Rousseff ter adiado na sexta-feira (20) o recebimento das suas credenciais. “Achamos que é importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil. O que nós fizemos foi atrasar um pouco o recebimento de credenciais, nada mais que isso”, explicou a presidenta após a cerimônia.
"Trata-se de um passo muito extraordinário e anti-diplomático", disse Armanatha Nasir, explicando que Toto Riyanto foi convidado formalmente para apresentar as suas credenciais e, quando já se encontrava no Palácio do Planalto, "foi-lhe dito que tal não iria acontecer".
Dilma recebeu as credenciais dos embaixadores da Venezuela, do Panamá, de El Salvador, do Senegal e da Grécia.
Em resposta, o governo indonésio enviou uma declaração às autoridades brasileiras informando que chamou Toto Riyanto de volta "até que o governo do Brasil determine quando as credenciais deverão ser apresentadas" e onde constam todos os "passos que devem ser tomados pelo Brasil", disse o porta-voz, sem dar mais detalhes.
"Todos os aspectos das nossas relações estão atualmente sendo analisados e revistos, bem como o que poderemos fazer para seguir em frente e o que precisa ser feito nos próximos meses, semanas e dias", disse Armanatha Nasir.
O diretor-geral para os Assuntos Europeus e Americanos no Ministério dos Negócios Estrangeiros indonésio, Dian Triansyah Djani, que também falou com os jornalistas, destacou que a Indonésia "é um país amigável", mas "toda a cooperação deve ser baseada no respeito mútuo e na aceitação da sua soberania".
A diplomacia indonésia convocou o embaixador brasileiro no país, Paulo Soares, logo após a recusa das credenciais para transmitir a sua nota de protesto em relação ao que ocorreu, que qualificou de "inaceitável".
Armanatha Nasir ressaltou que a Indonésia tem explicado ao Brasil, "em nível técnico, em nível ministerial e até em nível dos chefes de Estado", que a condenação de dois brasileiros à pena de morte é uma questão de "implementação da lei" indonésia. "Esperamos que eles entendam isso", acrescentou o porta-voz.
Em janeiro, a execução de Marco Archer por tráfico de drogas gerou mal-estar entre os dois países, após Dilma ter falado com o presidente indonésio, Joko Widodo,  pedindo clemência. Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, que também foi condenado por tráfico de drogas, está no corredor da morte.
Atualmente, o Brasil e a Indonésia estão também divididos em um contencioso no âmbito da Organização Mundial do Comércio relativo ao bloqueio à carne bovina brasileira, que vigora na Indonésia desde 2009.
Jacarta e Brasília têm acordos em várias áreas, desde defesa à proteção das florestas, sendo que a Indonésia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Agripino Maia esconde sorriso de luxo ao ser denunciado como corrupto

Além da pensão que recebe por ocupar o governo, Agripino Maia também recebe salário no Senado

Dono de uma das maiores fortunas do Nordeste brasileiro, onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) vai de pior a sofrível, o senador potiguar José Agripino Maia (DEM-RN) – coordenador financeiro da campanha tucana de Aécio Neves (PSDB-MG) nas últimas eleições presidenciais – é alvo de um processo por corrupção e suspeito de superfaturar um tratamento dentário de mais de R$ 50 mil, pagos com dinheiro do Senado.
Sem exibir o sorriso de milhares de reais, o senador nordestino foi personagem de matéria no programa dominical da Rede Globo, o Fantástico, na qual se viu, frontalmente, acusado de receber mais de R$ 1 milhão para facilitar a montagem de um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular investigado pela Operação Sinal Fechado, do Ministério Público Estadual, em 2011.
Denunciado por integrar a quadrilha e delator, o empresário George Olimpio disse à Polícia que não somente Agripino participavam do esquema, mas também a ex-governadora do Rio Grande do Norte e atual vice-prefeita de Natal, Vilma de Faria (PSB), seu filho Lauro Maia, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB), e o ex-vice-governador Iberê Ferreira (PSB), morto em setembro do ano passado, participaram da roubalheira. Procurados por jornalistas, todos eles negaram envolvimento com o assalto aos cofres públicos.
Segundo a delação premiada feita ao Ministério Público, o acerto com Agripino teria acontecido na cobertura do senador, em Natal.
– A informação que temos é que você deu R$ 5 milhões para a campanha do Iberê – teria dito o senador, segundo o depoimento do empresário.
Olimpio respondeu que doou R$ 1 milhão para a campanha do ex-vice e prometeu entregar R$ 200 mil imediatamente ao senador e outros R$ 100 mil na semana seguinte.
– Aí ficam faltando R$ 700 mil – teria acrescentado Agripino.
O empresário entendeu o comentário do senador como uma espécie de “chantagem”.
– Os R$ 1,15 milhão foram dados em troca de manter a inspeção – acrescentou Olímpio.
Em entrevista ao programa, Agripino confirmou ter recebido Olimpio tanto na cobertura em Natal quanto em seu apartamento em Brasília. De acordo com o senador, o empresário é “parente de amigos” de seu pai.
O representante da direita conservadora, no entanto, negou enfaticamente ter cobrado ou recebido propinas de Olimpio e pareceu indignado: “É uma infâmia!“:
– Ele não me deu R$ 1 milhão coisíssima nenhuma. Eu nunca pedi nenhum dinheiro, nenhum valor, conforme ele próprio declarou em cartório.
Em 2012, Olimpio registrou um documento em cartório, na capital potiguar, no qual afirmava jamais ter passado dinheiro ao presidente nacional do DEM mas, segundo os promotores que investigam o caso, o empresário mudou de ideia no ano passado, quando, sentindo-se “abandonado pelos amigos”, procurou o Ministério Público para sugerir a colaboração em troca de benefícios penais.
Embora tenha feito a delação, Olimpio segue como réu no processo. Os documentos que envolvem Agripino foram remetidos à Procuradoria-Geral da República e, de lá, uma vez a aceita a denúncia, para o Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o senador tem direito a foro privilegiado.
Segundo os promotores do caso, Olimpio teria montado um esquema que envolveria as principais autoridades do Estado para aprovar uma lei que criava o sistema de inspeção veicular no Rio Grande do Norte. O presidente da Alern, Ezequiel Ferreira, teria recebido R$ 500 mil para aprovar a lei atropelando todo o rito legal. Segundo a Promotoria, o projeto que instaurava a inspeção veicular potiguar não passou nem sequer pelas comissões temáticas da casa antes de ser levada ao plenário.
A relação do empresário com políticos teria começado em 2008, quando Olimpio, por meio de um instituto responsável por gerir taxas referentes a financiamentos de automóveis no Rio Grande do Norte, repassava parte dos valores recebidos às mais altas autoridades do Estado. Em um vídeo exibido no início da reportagem, Olimpio aparece entregando maços de notas ao então diretor do Detran potiguar Erico Valerio de Souza, também envolvido no esquema de pagamento de propinas.
Dentadura cara
Na entrevista ao programa dominical, sem exibir um sorriso sequer, Maia escondeu do público a despesa que teve com um implante dentário. O Senado creditou na conta de José Agripino R$ 51 mil, referentes a 22 coroas de porcelana aluminizada, produto mais caro e que confere aparência melhor.
O parlamentar apresentou como justificativa o fato de ter sido um tratamento estrutural na boca, para consertar alegados erros de um dentista anterior.

EPCAr 75, Bodas de Rubi.

HS 11 dias, contagem decrescente.



Reencontrar é Preciso
(Al. 75/196 Bittencourt)



Lembra da Turma 75                                      
De um passado não longínquo                          
No frio de Barbacena                                     
Na saudosa EPCAR?                                     
Se você não tá lembrado                                
Eu vou dar o meu recado                               
Vou passar só bizu quente                                
Pra memória refrescar                                    


Oxford, calça de brim
O bibico e o borzeguim
Nosso 10o uniforme
FO e HK
5oA e Homem-Bala
Um com arma, o outro mala
Um usado na viagem
Outro para desfilar


Bizufone, o mais ouvido
O beliche, o mais querido
Mais temidos: o lanceiro
Bimestrais e a PA
Na guerra de bomba d`água
Não valia guardar mágoa
Pular o muro do H-8
Era um voo rumo ao bar


A mijada no cinema
Glossoteca era um dilema
A palestra pra dar sono
Pavitec pra ninar
Lá no Pátio das Paineiras
Tinha línguas estrangeiras
E no Prédio do Comando
Tinha vagões pra contar


Todo baile era uma alegria
Bicho, Adeus e dos Cem Dias
A pelada ao fim da tarde
Nunca podia faltar
Da novela emocionante
Ia ao Bob’s para um lanche
Dava um tempo no Cassino
E depois ia cepar


Paradão era uma tortura
E pra matar a formatura
Hospital era uma boa
Ou, então, se dispensar
Da audiência pro PP
De LS, P ou D
Na viagem de carona
Um VI pra se safar


Mestre Vítor discursava
Muita gente desmaiava
Quem ficava firme e forte
Só pensava em almoçar
E se o rancho era de festa
Só dava piru de testa
Mas a turma lá da reta
Dava golpe sem parar


Brigodô e Demo, um saco
Um tenente que era o Astro
Um fazia dar Pulinho
Outro, um Fusca, devagar
Cabeção puxava a suga
Zigotão manjava a fuga
Um de olho na tua cova
Tlês-tlês-tlês pra acochambrar


De plantão de alojamento
Até o grande momento
Quando tirava o serviço
De Aluno de Dia ao CA
Tinha a banda Furiosa
Com o maestro todo prosa
E o serviço da cordinha
Peço arrego só em pensar


Licenciamento pintava
Se o cara não viajava
Dava um pulo no T-6
Depois ia camofar
Paiol, Sovon’s, Brasileira
Cabana da Mantiqueira
Olimpique, Bequenense
Dora? Deixe isso pra lá!


O Sarcófago era quente
Esquentava logo a gente
Era como a Escola Agrícola
Uma certa pra brigar
Taco de Ouro, pontilhão
Boamorte, a procissão
E na Praça dos Macacos
Chafariz para espumar
Lima Mendes, um barato
75, o bom de fato
Bom de cuca e bom de braço
Um Bandão de arrepiar
E na NAE tão empolgante
Competir era importante
Mas pra Turma 75
O bom mesmo era ganhar


Festival Águia de Ouro
Sambizâncio era um estouro
Um remédio carioca
Pra quem perdeu seus heróis
Na madruga, atrás do pano
Tinha um fantasma ao piano
GTA montava a cena
E o Coral soltava a voz


Sonhos de meninos tantos                             
Vindos de todos os cantos                              
Como Bicho ou Veterano                                 
Muita história pra contar
Dias, noites, madrugadas
Amigos, pessoas amadas
Elite, Pombal ou Favela
Um só sorrir e chorar                    


Mudou a vida da gente                                   
A batida é diferente                                      
Depois de um Adeus bonito                            
Cada um pro seu lugar                                   
Mas o Líder já dizia                                                                           
Que, pra sempre, em sintonia                         
Como prova de amizade                               
Todos iam se encontrar


2015, 07 de março
Grande Show, valeu o ensaio                             
Nossas Bodas de Rubi
Reencontro você lá
Desça por uma ladeira                                   
Cruze o Pátio da Bandeira                            
Mate toda essa saudade                                

Emoção vai te abraçar