sexta-feira, 31 de julho de 2015

A elite perversa

  
David Coimbra
Quem  é  a  elite  perversa de  L---
     Lula acha que os governos do PT são criticados e que a popularidade de Dilma é de apenas 7% porque graças a ele, Lula, os pobres agora viajam de avião e comem em restaurantes.
    Sério, ele pensa isso.
    Sua frase, durante um discurso para 200 pessoas no ABC paulista, no fim de semana, foi a seguinte: 
 "Eu ando de saco cheio. Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa neste país".

     É estranho. Jurava que a elite amava L---. Afinal, vejamos:
1. Nunca na história deste país, os banqueiros obtiveram tantos lucros como nos governos do PT;
2. A elite política, representada por Maluf, Sarney, Calheiros, Temer, entre outros, sempre esteve fechada com L---. Um de seus aliados, Fernando Collor, inclusive, pôde montar uma linda coleção de carros de playboy durante as administrações petistas;
3. Empresários emergentes, como Eike Batista, emergiram de vez graças a generosos empréstimos do BNDES, mesmo que depois tenham submergido;
4. Há vários amigos próximos de L--- morando atualmente no Paraná, todos com sobrenomes famosos, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Um deles até o apelidou, carinhosamente, de "Brahma".
   Esses é que são a elite do Brasil. A elite do Brasil mora em tríplex, como L---. Roda em Maseratis, como Collor. Tem contas na Suíça, como Odebrecht.

    Assalariados, como eu e a maioria dos meus amigos, não pertencemos à elite. Mas L--- quer dizer que sim. Quer dizer que eu, filho de professora primária e neto de sapateiro, que sustento minha família com meu salário, amigo de aposentados que ganham mil reais por mês, de funcionários públicos que pagam aluguel, de jornalistas que andam de ônibus, L--- quer dizer que eu e toda essa gente que sofre com o desconto do Imposto de Renda, com a falta de água e de luz a cada chuva, com as ruas esburacadas, com os assaltos, com a educação deficiente, com os hospitais lotados e com o preço do tomate, L--- quer dizer que nós somos da elite?

    Não somos, L---. E tampouco nos importamos, eu e todas, absolutamente todas as pessoas que conheço, com pobres que frequentem restaurantes ou aeroportos. Nos importamos é com um país em que os assalariados pagam imposto para ter segurança, saúde e educação públicas e, ao mesmo tempo, pagam por segurança, saúde e educação privadas. Nos importamos é com um país que coloca presos em masmorras medievais, um país em que 60 mil pessoas são assassinadas e outras 50 mil morrem em acidentes de trânsito a cada ano, um país em que são gastos bilhões para construção de estádios em lugares onde praticamente não existe futebol, um país que tem sua principal estatal sangrada em bilhões de dólares pela navalha da corrupção. É com isso que nos importamos, nós, que você chama de elite perversa. Nós, elite perversa? Não. Elite perversa são seus amigos magnatas que o levam para passear de jato fretado, são seus intelectuais apaniguados, seus jornalistas financiados, seus donos de blogs comprados, seus parlamentares cooptados. Você, L---, e os parasitas dos trabalhadores do Brasil, vocês são a elite perversa.

     O ex-presidente da  República continuará com essa antiga verborragia repetitiva para enganar troxas antes das eleições de 2018?    Ou antes disso, ele será preso?  Será que morrerá e se tornará um verdadeiro deus dos pobri?



Perfeita para empreiteiros...


A imagem é da cela de primeira classe ocupada pelo traficante de drogas "Zé Roberto da Compensa" no chamado "Pavilhão Azul" do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, no Amazonas, que abriga um total de 1261 detentos.

O ambiente tem piso revestido com porcelanato, cama de casal, ventiladores e televisores de LED, uma cozinha equipada com louças, eletro-domésticos, faqueiro para 50 pessoas, bebedouro e jogo de panelas, um freezer horizontal, com duas portas, guarda peças de carne, inclusive de filé, e outras duas caixas de isopor contam com peixes diversos.

O luxuoso ambiente do líder da facção Família do Norte (FDN) foi descoberto em uma vistoria feita em parceria entre o Exército Brasileiro e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Monitoramento do EB

Na operação, o Exército usou a tecnologia de guerra que desenvolveu na atuação no Haiti.

O detector de metais fez uma varredura para achar objetos metálicos enterrados, como armas de fogo, facões, estoques (arma branca caseira) e celulares.

Foi mais uma demonstração de que o EB está preparadíssimo para ações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).


quinta-feira, 30 de julho de 2015

REUNIÃO EXPLICATIVA! ADSEMERJ

A matança de policiais atinge níveis inaceitáveis, uns acham um risco inerente a profissão, outros culpam a liberdade e fragilidade das leis, do judiciário e a sociedade que tanto lastima um bandido morto pelo policial e vira as costas para o policial morto pelo bandido. Morto em confronto? Não, a maioria dos policiais morrem de folga, surpreendidos em ataque covarde e não raro são sequestrados, torturados, esquartejados e queimados. Isso é normal? É inerente a profissão? Não!

Percentualmente o risco do policial ser morto antes de se aposentar e milhares de vezes superior ao das mais perigosas profissões, ainda mais se for no Brasil, pior se for no Rio de Janeiro onde o Estado é o primeiro a lhe dar as costas. Ao morto e a sua família.
O mais intrigante é que os policiais militares choram, lamentam, juram matar os “gansos”, se rotulam de heróis mas na verdade nada fazem por si próprios. Herói sem reconhecimento da sociedade sim, mas herói de si mesmo e dos seus NÃO! Para isso é preciso muito mais.

Somos um potencial em numero de votos, mas não conseguimos eleger nem sindico de condomínio. Os que ousam se manifestar são atacados pelas ilegalidades impostam pelo mando político. Ou seja, somos uma “multidão” inexpressiva para os políticos.
Recente mente foi estampado nos diversos jornais impressos e televisivos os desvio de verba da saúde do policial militar praticado por gestores, também policial militar. O que aconteceu? É dinheiro público? Não, só estava no cofre público, é dinheiro meu e seu que foi roubado! Isso reflete na péssima qualidade do serviço prestado na saúde PMERJ.

Uma chance, uma oportunidade se apresenta. A ADSEMERJ, uma associação já existente no mundo jurídico, com reconhecimento de representatividade de classe. Por que não ousar? Porque não acreditar? Existem muitas associações que nada fazem, só se preocupam com arrecadação. Esta precisa sim de arrecadação, mas garanto que os dirigentes não precisam do dinheiro do policial, são PMs, mas são empresários bem sucedidos e buscam no trabalho legal o complemento para vida digna de sua família.
Lhes faço um convite, vamos mudar a história. Não precisarão botar a cara, terão representatividade, terão VOZ.

“O PM tem direito a não ter direito e não abusar deste direito que lhe é concedido”. Vamos fazer disso uma falácia!

REUNIÃO EXPLICATIVA!
A ADSEMERJ, Associação de Defesa dos Servidores Militares do Estado do Rio de Janeiro convida Policiais Militares, Bombeiros, Policiais Civis e Pensionistas, para uma reunião explicativa, que acontecerá nesta sexta feira, dia 31/07/2015, às 15:00Hs. 
Local:Av. Geremário Dantas, Nº 807 - Edifício Fusion Offices Tower - Pechincha - Jacarepaguá - RJ. 
Desde já agradeço e conto com a presença de todos!
Major Elitusalem Freitas

Quando, atrás das palavras, se esconde o exemplo, as palavras se tornam Irresistíveis (Stendal)




No quintal de Dilma


Por Josias de Souza

De todos os persistentes horrores da Lava Jato, o pior, o mais constrangedor, é o horror da descoberta de que os escândalos se concentram no setor de Minas e Energia, supostamente controlado com mão de ferro por Dilma Rousseff há 13 anos. Primeiro, o petrolão. Agora, o eletrolão. O constrangimento vira desalento quando se verifica que a presidente, assim como seu criador, encontra na mesma desculpa prepotente —“eu não sabia”— a justificação absolvedora que a livra de enxergar no espelho uma culpada ou uma cúmplice.

Em sua 16a fase, batizada de Radioatividade, a Lava Jato chega ao setor elétrico, outro quintal de Dilma. Os alvos são, por ora, as obras de Angra 3 e Belo Monte, levadas à frigideira em março pelo delator Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa. O cardápio é o mesmo servido na Petrobras: licitações viciadas, cartel de empreiteiras e distribuição de propinas.

No seu primeiro mandato como presidente, Dilma exibiu um jeitão franco e desengonçado que chegou a encantar os brasileiros. Mesmo quem torcia o nariz via nela uma senhora decente, em todos os sentidos que a palavra engloba. A popularidade alta indicava que, para a maioria dos brasileiros, aquele era um governo com uma boa cara.

Sobrevieram os erros políticos, as burradas econômicas e as perversões éticas… Hoje, o brasileiro se dá conta de que a boa cara não assegura um bom governo. Cada vez que Dilma faz cara de nojo diante dos escândalos —“eu não respeito delator”, “a Lava Jato mastigou um ponto percentual do PIB”— a plateia se horroriza.

Sete das dez maiores obras do PAC, programa que Dilma controlava como mãe, já frequentam os inquéritos como espécies de chicagos ocupadas por capones. A presidente talvez devesse parar de manusear o cinismo como uma criança que brinca no barro depois do banho.

Josias de Souza é Jornalista.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Por que, apesar de tudo, o Brasil deu certo?


Indaga em certo momento Laurentino Gomes, autor da trilogia 1808, 1822, 1889... Sem dúvidas, é uma pergunta que nos causa inquietação. Afinal, teria mesmo o Brasil dado certo? Ele justifica e discorre sobre o "apesar dos pesares" já que somos um dos países mais pujantes do mundo, com uma população numerosa que, em toda a sua história, possui fatos que poderiam nos levar a uma realidade bem diversa da atual.


Cita, por exemplo, o que é consenso entre os estudiosos: que se não fosse a vinda de Dom João VI para o Brasil, estabelecendo um poder central, não haveria a unidade territorial que conhecemos hoje, mas, sim, a existência de pelo menos quatro países de língua portuguesa devido aos vários movimentos separatistas. Além disso, uma das abordagens de Gomes é de que o Brasil adquiriu seu status geopolítico econômico e social a despeito de uma Cultura passional, originária e retrógrada que explica o famoso "jeitinho brasileiro". Infere-se que o Brasil “deu certo” perto do que poderia ser em uma perspectiva mais pessimista, mas sabemos que está muito longe do que poderá vir a ser. 

Esse entendimento exige a compreensão da própria formação do povo brasileiro, resultante do entrechoque de etnias, com perspectivas opostas entre dominados e dominadores. E é sobre essa cultura de origem predominantemente lusófona, latina, "miscigenada" com a dos índios e a dos africanos, a qual adiciona-se a dos demais imigrantes, que está assentado todo o nosso ordenamento jurídico positivado, escrito. E uma de suas características mais marcantes é ser passional ao ponto de a vontade do indivíduo pretender sobrepujar a eficácia da lei, desafiando-a em detrimento de toda uma coletividade ou do direito de outrem. Platão há milênios já pregava a lei como disciplinadora das paixões, não como refém das conveniências pessoais egoístas e absurdas que procuram subjugar a supremacia do interesse público.


Assim, posso afirmar, existem dois paralelos empíricos observáveis. Um, no qual quanto mais a cultura esteja assentada em aspectos passionais, menor será a aderência às leis. Outro, ao contrário, revela uma sociedade mais pragmática, onde a eficácia normativa é regra, não exceção. Assim estaremos diante de comunidades com maior ou menor grau de juridicização de atos e fatos. Então, diferente dos latinos, seriam os nórdicos, anglo-saxões, germânicos, judaicos e nipônicos culturas menos passionais, os quais seus Índices de Desenvolvimento Humano, geralmente mais elevados, refletem maior respeito às leis, aos modos e aos costumes? Talvez o equivalente a “menos passional” seja “mais educação”, afinal não falo na condição de nenhuma autoridade sociológica, apenas de singular observador.

Curioso, quase sem exceção, representam países que passaram por grandes flagelos e privações em suas histórias, referentes às guerras e calamidades sofridas. Ou, ainda, estariam esses povos mais desenvolvidos aprendido com o passar dos tempos que precisariam evoluir a sua cultura para saber que não existe salvação fora do império das leis? Se todos, indistintamente, estão adstritos à mesmíssima natureza humana, origem de todas as paixões, fico com essa hipótese.

O grande e preocupante problema, talvez, esteja no fato de que – aqui no Brasil, na ausência de grandes catástrofes naturais e de guerras nas quais tivéssemos que repelir invasores a nos saquear –, o brasileiro possa demonstrar uma tendência para o autoflagelo, na medida em que alguns “se dão bem” às custas do trabalho e do sofrimento de toda uma coletividade. E isso revelaria uma tremenda falta de consciência nacional e, até, uma espécie de autofagia social inconsequente.
Logo, assim como outros povos já experimentaram desde a explícita barbárie medieval aos horrores da Segunda Grande Guerra, e evoluíram para o mundo das leis e da civilidade, conservo a esperança de que possamos superar a nossa velada barbárie contemporânea, herdada da nossa origem escravocrata, sendo o fundamental desvelá-la em toda a sua hipocrisia.

Não é novidade que hispânicos e lusitanos hastearam as suas bandeiras no além-mar, numa colonização de exploração para subjugar os povos conquistados e alienados. Assim aqui foi com os patrícios portugueses, onde dessas cicatrizes ainda corre sangue a céu aberto da maneira mais torpe, porque banalizável, na medida em que permanecem, ainda que velados, os mesmos grilhões da escravidão de outrora. Ninguém quer ver com a peneira a verdade que aos olhos cega tal qual o sol. Assumir de fato essa herança, e reconhecê-la, é o primeiro passo para seguirmos o caminho da Itália desenvolvida, exemplo de que nós, latinos, estamos ainda no processo evolutivo para disciplinar nossa Cultura passional às Leis.

Essa exposição não tem por objetivo ser uma crítica absoluta, pois essa mesma cultura que revela maior distância entre o “ser” e o “dever ser” tem muitos outros predicados fascinantes, e que nos identifica, os quais, particularmente, sinto orgulho. Somos um povo alegre, batalhador e com vocação para a paz, situados no mais belo e rico recanto do planeta. Talvez isso explique o porquê do Brasil “ter dado certo”, nas palavras de Gomes.

No entanto, para que verdadeiramente possamos dizer que o Brasil deu certo – não sob a ótica pessimista do citado autor, mas sob a nossa, otimista –, cabe a nós, assumirmos a responsabilidade dos enormes desafios que se apresentam no horizonte, não havendo outra alternativa que não lutar para tornar essa Terra Brasilis das paixões de outrora num lugar cada vez melhor para nós e para as futuras gerações, na busca incansável de uma maior conscientização e educação do povo, que conduz a sua efetiva participação, pressuposto da evolução cultural.

E não tem outro jeito! Pois, por mais odiosa que possa ser a percepção de muitos acerca da política, hoje ela reflete exatamente a falta dessa participação popular mais consciente. Hemos de aprimorá-la para nos reconhecermos como uma Nação dos trópicos plenamente desenvolvida, mais justa, com um povo apaixonante, mas igualmente sabedor da importância do respeito efetivo à Constituição e às Leis que nos regem como chave da verdadeira liberdade.

Por Mauro Rogério – Tenente Coronel Aviador da Força Aérea Brasileira




Imposto não "achaca" só a pessoa fisica.

Empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano pagando impostos.

Link: Dados sobre imposto no Brasil

Ranking elaborado na América Latina mostra que as taxas de impostos corporativos no Brasil são de 34% enquanto no Chile é de 18,5%.

Por Edilaine Felix

SÃO PAULO - O Brasil é o pior lugar da América Latina para empresas que precisam pagar impostos. Com sistema tributário falho, o País ficou na lanterna pelo segundo ano consecutivo no ranking que engloba 18 países da região elaborado pela “Latin Business Chronicles’s”. As empresas levam 2.600 hora por ano pagando taxas.
O ranking leva em consideração quatro fatores: impostos corporativos, impostos como porcentagem de lucros e o maior número de horas gastas para pagamento anual de impostos.
De acordo com a consultoria KPMG, as taxas de impostos corporativos no Brasil são de 34%, segunda mais alta depois da Argentina e de Honduras, com 35% e a mesma taxa da Venezuela. A média regional está em 28,2%.
Em horas
A complexidade do sistema tributário brasileiro pode exigir dos contribuintes 2.600 horas por ano, ou 180 dias, para pagar imposto, segundo dados do Banco Mundial. O indicador tempo é que derruba o Brasil e o coloca na pior colocação, pois em Honduras, são necessárias 224 horas por ano e na Argentina, 415 horas. 
Esse número é cinco vezes maior que a média da América Latina e o pior entre 183 países analisados pelo Latin Business Chronicles’s. Os dados referem-se ao primeiro semestre deste ano.
Melhores e piores

Brasil, Argentina e Venezuela são “pequenos pesadelos tributários para os empresários”, classificados em 15º, 16º e 17º lugar na lista do índice fiscal. Do outro lado, Paraguai tem a taxa mais baixa da América Latina, 10% ,e o Chile é o mais bem classificado no índice e o segundo da região, com taxa de 18,5%.

O PM tem direito a não ter direito. Mude a história!

Sua unica glória é a morte?


O PM tem direito a não ter direito e não abusar deste direito que lhe é concedido.

O policial têm que parar de esperar um salvador ou salvadores, nós somos a última linha de defesa entre o caos e a normalidade, então porque na hora de exercermos nossa cidadania e dizer que não aceitamos mais essa chacina de agentes da lei, parecem todos veadinhos indefesos esperando um cavaleiro nu montado num cavalo branco...(Elituzalem Gomes Freitas – Major PM)

Não vou me esquivar de falar sobre isso, uma realidade possível, uma chance de ter voz, uma Associação realmente forte. O Policial Militar está tão desacreditado que não confia, mas não pode desanimar, tem que conhecer, tem que avaliar. E se avaliar, vai ver que é possível sim. Outras Corporações já mostraram isso.

Não vejam numa associação só benesses, facilidades na aquisição de bens, esta é a parte mais fácil. Veja a possibilidade de representatividade. São inúmeras associações na PMERJ e CBMERJ, nenhuma com voz pelos associados, só a arrecadação lhes interessa.

Se nossa associação tiver poder de representatividade, ou seja, número forte de associados, podemos emitir notas de repúdio, protocolar ações jurídicas, convocar atos, não sou sindicalista e nem revolucionário, isso faz parte da democracia! Democracia há tanto tempo comentada e tão ignorada.




Note bem, os gestores não precisam do seu dinheiro, a associação sim. São também PMs, porém com vida financeira resolvida. “É algo que nem todos podem entender”, lembra disso?



Adsemerj.
Os benefícios básicos aos associados Adsemerj: 
Plano dentário Prodent;
Seguro de vida;
Assistência funeral (12 meses de cesta básica à família);
Assistência jurídica 24hs;
Desconto na compra de armas;
Desconto para a compra de veículos (negociando);
Desconto em redes educacionais (negociando);
Cartão alimentação Rede Pão de Açúcar (negociando);
Acesso às áreas de lazer dos clubes (Vargem Grande, Praia Seca, Teresópolis e Búzios;
Acesso aos Stands de tiro dos nossos clubes;
Cartão medicamentos, com até R$ 250,00 reais de créditos por mês nas farmácias conveniadas;
Esse é o pacote básico, posteriormente lançaremos outros, valor mensal R$ 89,90
Faça acontecer!
Email: contato.adsemerj@gmail.com WhatSap (21) 99993- 5851

Página Facebook: ADSEMERJ

terça-feira, 28 de julho de 2015

Alguns fatos estupefacientes sobre os impostos no Brasil


Tudo à sua volta tem impostos. Da energia elétrica que você consome para ler esse texto até a roupa que está vestindo nesse momento. 

Mas o sistema tributário brasileiro possui diversas bizarrices, das quais você provavelmente não faz a mais mínima ideia.
É um sistema complexo, desigual, cheio de brechas, gigante pela própria natureza e que tende a piorar nos próximos anos se tudo continuar nesse ritmo.
Entender toda essa legislação tributária não é tarefa simples: custa tempo, dinheiro e é algo literalmente pesado.
A seguir, sete fatos que você não sabia, mas deveria saber, sobre os impostos brasileiros. Do filme pornográfico ao livro dos recordes.


1) Pagamos mais impostos em remédios do que em revistas e filmes pornográficos


Sim, isso mesmo. 
Enquanto revistas eróticas sofrem uma taxação de 19%, nossos remédios possuem uma carga tributária de incríveis 34%. Além de dar prioridade ao conteúdo adulto, nosso sistema tributário ainda nos trata pior do que animais: segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), medicamentos veterinários possuem uma carga tributária de 13%, quase um terço dos impostos embutidos em remédios de uso humano.

2) A complexidade do nosso sistema tributário concorre por um recorde no Guinness World Records


Além das injustiças e distorções provocadas pelo nosso sistema tributário, a sua complexidade atua como um entrave para empreendedores — e essa burocracia gera custos.
Anualmente, as empresas brasileiras gastam 2.600 horas para cumprir suas obrigações tributárias. É o pior resultado entre 189 países. Estamos atrás até mesmo de países como a Venezuela (792 horas), a Nigéria (956 horas) e o Vietnã (872 horas). Mesmo o penúltimo colocado, a Bolívia, dá uma surra no Brasil: 1.025 horas.
Mas para onde vai tanto tempo?
Um advogado resolveu correr atrás do número exato dessa burocracia toda. Foram quase 20 anos compilando as leis tributárias de municípios, estados e da Federação. O resultado: um livro de 7,5 toneladas, 2,21 metros de altura e 41 mil páginas contendo todas as normas tributárias do país, escritas em fonte tamanho 22.
Atualmente, o livro concorre na categoria de mais pesado e com mais páginas do mundo. Ao todo, o trabalho custou R$ 1 milhão — dos quais, 30%, foram gastos com impostos.

3) Não bastasse a complexidade existente, todos os dias são criadas mais 46 leis tributárias


Desde a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil criou 320.343 leis tributárias. Sim: trezentos e vinte mil, trezentos e quarenta e três leis tributárias.
Levando-se em conta o número de dias úteis no período, foram criadas 46 novas leis todos os dias, segundo um levantamento do IBPT.
Se continuarmos nesse ritmo, nossa complexidade tributária só tende a piorar e complicar ainda mais os negócios do país, que já precisam seguir 40.865 artigos legais para poderem funcionar.

4) Nosso atual imposto de importação é maior que o da União Soviética na década de 1980


Você leu certo, camarada. Em 1988, a União Soviética fez uma reforma tributária e de comércio exterior, com a intenção de atrair investimentos externos. O limite de participação estrangeira em negócios, por exemplo, saiu dos 49% para 80%. Junto a essa reforma, o governo também promoveu uma abertura comercial, permitindo a importação de diversos produtos e fixou as tarifas de importação para eles, que variavam de 1% (para itens de necessidade básica, como alimentos) até 30%, em casos de itens como eletrodomésticos.
A liberação econômica mais tarde ajudaria a acabar com a censura no país e levaria a União Soviética a um colapso econômico.
Em contraste, hoje os brasileiros pagam um imposto de importação de 60% do valor do produto. As taxas ainda podem ser maiores dependendo de impostos estaduais, como o ICMS, cobrado em cima do valor do produto após a taxa de importação. Como em alguns estados o ICMS pode chegar a 18%, a tarifa total sobre a importação pode totalizar 89% do valor da mercadoria.

5) Nosso sistema tributário é o mais injusto do mundo, por diversas razões


Não existe exatamente um ranking de sistemas tributários mais injustos; porém, se existisse, o Brasil teria boas chances de figurar nas primeiras colocações.
Primeiramente, nosso retorno sobre os impostos é o pior entre 30 países analisados pelo IBPT — posição que ocupamos por 5 anos consecutivos. Com um retorno tão baixo, o sistema tributário brasileiro força o contribuinte a pagar para a iniciativa privada, quando possível, por alguns serviços como educação e saúde. Os que não podem pagar ficam relegados a serviços públicos de péssima qualidade.
Para piorar, um estudo do IPEA demonstrou que, quanto mais na base da pirâmide, mais impostos proporcionalmente o cidadão paga de acordo com sua renda: enquanto os 10% mais pobres chegam a gastar quase 30% dos seus rendimentos com impostos indiretos, os 10% mais ricos gastam cerca de 10%. Mesmo considerando-se os impostos diretos, os pobres ainda pagam proporcionalmente mais impostos.
A solução, claro, não é aumentar as taxas do topo da pirâmide: os ricos brasileiros já deduzem uma porcentagem da renda muito próxima da de países desenvolvidos — e eles, é claro, vão sempre repassar essas taxas para o resto da população.
Por que não, então, cobrar menos dos outros degraus da pirâmide?

6) Não fosse a sonegação, teríamos a 3ª maior carga tributária do planeta


Que a carga tributária do Brasil é alta, todo mundo sabe. Mas, apesar de figurarmos na 22ª posição no ranking mundial, a carga de impostos do país está muito distante de sua realidade: aparecemos no ranking ao lado de diversos países europeus ricos. Se levarmos em conta todos os países do continente americano, saímos ainda pior na foto: somos o primeiro lugar entre todos os países da região, incluindo a América do Norte.
Mas a triste realidade poderia ser ainda pior, não fosse a sonegação. Isso mesmo, a sonegação.
Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.
Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).
Isso, claro, excluindo-se os dois países que são pontos fora da curva na arrecadação de impostos: a Coreia do Norte (100%) e o Timor Leste, que arrecadou 227% do PIB.

7) Existe um imposto escondido que você paga sem saber


Há um imposto ainda mais perverso com os mais pobres, o qual, mensalmente, corrói sua renda sem que eles tenham como escapar.  Esse imposto é a inflação.
Como o Nobel de Economia Milton Friedman argumentava, a inflação nada mais é do que um imposto escondido — ele acontece quando o governo injeta na economia mais dinheiro do que a demanda pode suportar.
[N. do E.: O atual sistema monetário é baseado em um monopólio estatal de uma moeda puramente fiduciária.  O dinheiro é criado monopolisticamente pelo Banco Central e é em seguida entregue ao sistema bancário.  O sistema bancário, por sua vez, por meio da prática das reservas fracionárias, se encarrega de multiplicar este dinheiro (eletronicamente) por meio da expansão do crédito. 
Falando mais diretamente, o dinheiro criado pelo Banco Central é multiplicado pelo sistema bancário e entra na economia por meio do endividamento de pessoas e empresas.
Essa expansão da oferta monetária feita pelo Banco Central e pelo sistema bancário de reservas fracionárias é o que realmente gera a inflação de preços e, por conseguinte, um declínio na renda das pessoas em termos reais.
Quando os preços aumentam em decorrência de uma expansão da oferta monetária, os preços dos vários bens e serviços não aumentam com a mesma intensidade, e também não aumentam ao mesmo tempo.
A quantia adicional de dinheiro que entra na economia — por meio do sistema bancário que expande o crédito, e o qual é totalmente controlado pelo Banco Central — não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos: sempre haverá aqueles que estão recebendo esse dinheiro antes de todo o resto da população. 
As pessoas que primeiro receberem esse novo dinheiro estão em posição privilegiada: elas podem gastá-lo comprando bens e serviços a preços ainda inalterados.  Ora, se a quantidade de dinheiro em seu poder aumentou e os preços ainda não se alteraram, então obviamente sua renda aumentou.  Essas são as pessoas que ganham com a inflação.
À medida que esse dinheiro é gasto e vai perpassando todo o sistema econômico, os preços vão aumentando (afinal, há mais dinheiro na economia).  Porém, começa aí a haver uma discrepância: vários preços já aumentaram sem que esse novo dinheiro tenha chegada às mãos de outros grupos de pessoas.  Essas são as pessoas que perdem com a inflação. 
Somente após esse novo dinheiro ter perpassado toda a economia — fazendo com que os preços em geral tenham subido — é que ele vai chegar àqueles que estão em último na hierarquia social.  Assim, quando a renda nominal desse grupo subir, os preços há muito já terão subido. 
Houve uma redistribuição de renda: aqueles que receberam primeiro esse novo dinheiro obtiveram ganhos reais.  Com uma renda nominal maior, eles puderam comprar bens e serviços a preços ainda inalterados.  Já aqueles que receberam esse novo dinheiro por último tiveram perdas reais.  Adquiriram bens e serviços a preços maiores antes de sua renda ter aumentado.  Houve uma redistribuição de renda do mais pobre para o mais rico.]
Basicamente, é como se o governo imprimisse dinheiro continuamente; no entanto, como a produtividade da economia não acompanha o crescimento da oferta monetária, o dinheiro passa a valer menos no mercado.
Inflação, portanto, nada mais é do que um imposto, como qualquer outro, escondido sob um nome mais técnico. E este imposto é como a morte: não tem como escapar.


GOVERNO TINHA OBRIGAÇÃO DE PROTEGER A ADVOGADA CATTA PRETA

                                                              Para se proteger, Beatriz Catta Preta fugiu do país


Carlos Newton
A notícia é espantosa e já se antevia nas primeiras informações reveladas sobre a súbita mudança da criminalista Beatriz Catta Preta para Miami. Afirmamos aqui na Tribuna da Internet que era muito estranho que um escritório de advocacia renunciasse simultaneamente à defesa de vários clientes milionários. Agora surge a explicação do inusitado gesto, divulgada pelo colunista Felipe Moura Brasil, no site da revista Veja: a criminalista teve de fugir do país.
Quando reproduzimos a importantíssima informação dele, enviada pelo advogado e jornalista José Carlos Werneck, o jurista Jorge Béja imediatamente nos mandou a seguinte mensagem.
“Meus Deus, aonde vamos parar? É muito grave e perigosa a situação do país. A advogada fugiu do Brasil para preservar sua vida e a de seus filhos. É a dedução que se faz. Especialista em Delação Premiada, por ela conduzida — e foi a Delação Premiada que possibilitou que a verdade fosse descoberta —, essa moça foi embora. Com medo, certamente. E ela não defendeu ninguém. Apenas conduziu a Delação Premiada, dizendo e informando a seus clientes e a todos os partícipes do processo, como o procedimento deveria ser seguido. Ou seja, o que pode e o que não pode. Foi apenas uma orientadora. Nada mais. E sua atuação foi fatal.”
FORA DO PAÍS
O colunista Felipe Moura Brasil publicou que algo de muito grave fez com que Catta Preta decidisse sair de cena – e há indícios de que ela estava apavorada quando o fez. “Em maio, por razões desconhecidas, deixou de mandar o filho à escola e pediu à direção o trancamento da matrícula. Em junho, foi a vez de tirar também a menina mais nova da escolinha que frequentava. Um advogado próximo a Catta Preta afirmou a Veja que ouviu de um amigo em comum aos dois que ela vinha recebendo ameaças e que, por isso, teria saído ‘fugida’ do país. Há duas semanas, “dispensou recepcionistas e secretária e parou de atender o celular. Na segunda-feira 20, enviou um e-mail a todos os seus clientes anunciando que não mais faria a defesa deles. Ato contínuo, deixou o Brasil”, assinalou o jornalista.
Notem que a partida da criminalista foi tão às pressas que nem cobrou seus honorários aos clientes. Na Advocacia, sabe-se que os réus, quanto mais ricos, mais renitentes se mostram na hora de pagar a seus defensores. E Beatriz Catta Preta deixou tudo de lado e partiu em busca de segurança.
AMEAÇADA E INSEGURA
O fato é que a advogada paulista se sentiu ameaçada e insegura. É casada com um ex-cliente, Eduardo Catta Preta. Ele foi preso em 2011 por passar dólares falsos, cumpriu a condenação em liberdade e vinha trabalhando com a mulher na parte administrativa do escritório. Para ela, que é mãe, nada vale mais do que a segurança dos dois filhos. No lugar dela, qualquer outra mulher faria o mesmo.
Onde está a Ordem dos Advogados do Brasil, que tão prontamente se colocou à disposição dos advogados da Odebrecht para defender supostos direitos deles? O Ministério da Justiça, que tem sido tão disponível para defender um governo altamente corrupto, como se isso fosse missão da pasta, onde se meteu? Da mesma forma, por onde anda a Secretaria dos Direitos Humanos, que tem status de ministério? E as milhares de ONGs que dizem trabalhar pelos perseguidos e excluídos, onde estão escondidas essas estranhas organizações?

Mais de 24 horas depois da divulgação deste clamoroso fato que desonra o país, ainda não se viu nenhum pronunciamento em favor dos direitos da advogada Beatriz Catta Preta. Alguém esperava alguma coisa diferente?
PS  A chamada imprensa pré-paga está explorando ao máximo o fato de o marido da advogada ter sido processado e cumprido pena. Mas não se deve misturar as coisas. Cada um de nós é responsável por seus atos. E paga por eles. (C.N.)