Exonerado oficialmente em 24 de novembro de 2015
por ser o centro da última grande polêmica entre Forças Armadas e
políticos de esquerda – que irritou a Presidente Dilma e o Senador Aloysio
Nunes – o general Mourão deixa o comando do SUL somente em 26 de janeiro, quase
dois meses após a ordem de Dilma Roussef.
Mourão é um dos poucos generais da
ativa que nos últimos anos ousou criticar publicamente o atual governo. Ao
contrário do Comandante do Exército, que se declarou como amigo do Ministro
Aldo Rebelo e disse que não poderia haver escolha melhor por parte da
Presidente, o General Mourão não poupa críticas quando fala sobre políticos.
Em uma de suas palestras mais
recentes disse que os políticos não têm “atributos intelectuais” e que apenas
“dominam a retórica de apresentar grandes ilusões” que acabam levando os
eleitores a acreditar que eles são os salvadores da pátria.
Em relação a presidente do Brasil o
general disse que sua retirada do Planalto seria o “descarte da incompetência,
má gestão e corrupção”.
Em palestra privada o GENERAL traçou
alguns cenários de caos no país, incluindo uma queda controlada do atual governo, e como
as Forças Armadas agiriam nesses casos.
Questionado sobre as declarações, MOURÃO disse: “Cenários se constroem por meio de técnicas de
análise prospectiva, cruzando-se atores, fatos portadores de futuro e eventos
que influenciam. Para melhor cumprir nossa missão constitucional, temos de
construir cenários, sempre buscando evitar surpresas“.
As declarações do GENERAL acabaram
causando indignação por parte da Comissão de Defesa Nacional do SENADO, presidida
pelo ex-guerrilheiro e agora senador, Aloysio Nunes. O referido político
enviou, em nome da comissão, requerimento solicitando providencias em relação
ao general em questão.
Aldo Rebelo prometeu tomar providencias. Poucos
dias após o site da DEFESA publicou nota informando que MOURÃO seria
sancionado. O Ministro da Defesa enviou também resposta discreta para a Comissão de DEFESA do Senado. Obtivemos acesso a esse documento
(acima e abaixo), onde ALDO REBELO informa que determinou ao comando do
Exército que: “tome as providencias, com a brevidade e o rigor que o caso requer”.
O general Hamilton Martins Mourão passará o
comando da tropa estacionada no Sul do país, com quase 50 mil militares, no
próximo dia 26 de janeiro. Após isso assumirá a Secretaria de Economia e
Finanças da DEFESA. Não fomos informados sobre o comparecimento do Ministro da
Defesa ao evento.




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