FORÇAS mesmo? Fraquíssimas
no que diz respeito a representação política, as Forças Armadas sofrem com o
descaso do Governo Dilma.
Nos últimos dias em sites de clubes
militares, revistas militares online e redes sociais tem surgido vários textos
no intuito de convencer parlamentares a intervir e de alguma forma e pressionar
o governo federal a rever o índice concedido para a categoria.
Nas redes sociais alguns militares
citam Bolsonaro como representante da categoria. Mas, outros o criticam
duramente dizendo que já teria esquecido seus primeiros eleitores há muito
tempo e que até hoje nada teria feito de concreto pelos militares das Forças
Armadas.
Militares de varias posições e até
alguns no último posto da carreira – os generais – se queixam
bastante do tratamento recebido por parte do governo federal, que
concedeu um reajuste bem abaixo das perdas inflacionárias de 2015.
A inflação oficial em 2015 ultrapassou
a casa de 10%. Contudo, o governo concedeu um reajuste de apenas 5.5% para os
militares das Forças Armadas, a ser pago somente em agosto de 2016.
Sem associações de classe, direito a
greve ou representantes no Congresso Nacional, os militares das Forças Armadas,
apesar de, somando reserva e ativa, comporem uma das mais numerosas categorias
do funcionalismo federal, dificilmente terão como pressionar com eficácia o
executivo.
Alguns ativistas militares falam em
mobilização, manifestação em Brasília. Nas redes sociais já percebe-se que os
militares endurecem as criticas não só contra o governo, mas principalmente
contra os COMANDANTES, que não teriam se esforçado para que fosse concedido um
reajuste digno para a tropa. Contudo, salvo alguns casos isolados de
reclamações por parte de militares da ativa, ainda não há indícios de insubordinação.
Em documento publicado essa semana
pelo CLUBE NAVAL, um coronel
questiona o índice concedido.
“Pergunta-se: Desde quando um
reajuste de 5,5% compensará a inflação de 10,53% ocorrida em 2015, à qual,
forçosamente, teremos que somar a inflação superior a 5,5% que ocorrerá
nos sete primeiros meses de 2016? E o que dizer sobre a inflação até o
final do ano, porquanto o reajuste seguinte só ocorrerá em 1º jan 2017?.
A concessão do reajuste em quatro parcelas é um
artifício do qual se vale o governo para se esquivar de rediscutir a
matéria ano a ano como determina a Constituição (art. 37, X).
Hoje contam-se aos milhares os
militares que contraíram empréstimos consignados e vivem próximos da
penúria. Esforçam-se para manter a dignidade, o aluguel e o pagamento do
colégio dos filhos em dia, a proteína no prato das crianças, mas está
difícil.“
Outras categorias com maior poder de
pressão, como os fiscais da receita, tem sido recebidos pelo governo e ainda
permanecem em campanha salarial. Eles perseguem índices maiores que 30%
Pesquisas recentes realizadas
pela Revista Sociedade Militar mostram que mais da metade dos
militares de carreira já pensou em abandonar a profissão por conta da má
situação financeira.
A exemplo do que foi feito no passado, quando
foram penduradas faixas com pedidos de reajuste em vários locais do país, os
militares tentam chamar a atenção de alguma maneira. Nos últimos dias uma nova
forma de protesto tem crescido. Fotografias de peças de fardamento que
simbolizam o militar e sua insatisfação com a situação salarial “aparecem” nas
redes sociais com textos reclamando da situação salarial. Não se sabe se os
protestos vem da ativa ou da reserva.




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