terça-feira, 26 de janeiro de 2016

FORÇAS mesmo?

FORÇAS mesmo? Fraquíssimas no que diz respeito a representação política, as Forças Armadas sofrem com o descaso do Governo Dilma.
Nos últimos dias em sites de clubes militares, revistas militares online e redes sociais tem surgido vários textos no intuito de convencer parlamentares a intervir e de alguma forma e pressionar o governo federal a rever o índice concedido para a categoria.
Nas redes sociais alguns militares citam Bolsonaro como representante da categoria. Mas, outros o criticam duramente dizendo que já teria esquecido seus primeiros eleitores há muito tempo e que até hoje nada teria feito de concreto pelos militares das Forças Armadas.

Militares de varias posições e até alguns no último posto da carreira – os  generais – se queixam bastante do tratamento recebido por parte do governo federal, que concedeu um reajuste bem abaixo das perdas inflacionárias de 2015.
A inflação oficial em 2015 ultrapassou a casa de 10%. Contudo, o governo concedeu um reajuste de apenas 5.5% para os militares das Forças Armadas, a ser pago somente em agosto de 2016.
Sem associações de classe, direito a greve ou representantes no Congresso Nacional, os militares das Forças Armadas, apesar de, somando reserva e ativa, comporem uma das mais numerosas categorias do funcionalismo federal, dificilmente terão como pressionar com eficácia o executivo.

Alguns ativistas militares falam em mobilização, manifestação em Brasília. Nas redes sociais já percebe-se que os militares endurecem as criticas não só contra o governo, mas principalmente contra os COMANDANTES, que não teriam se esforçado para que fosse concedido um reajuste digno para a tropa. Contudo, salvo alguns casos isolados de reclamações por parte de militares da ativa, ainda não há indícios de insubordinação.
Em documento publicado essa semana pelo CLUBE NAVAL, um coronel questiona o índice concedido.
Pergunta-se: Desde quando um reajuste de 5,5% compensará a inflação de 10,53% ocorrida em 2015, à qual, forçosamente, teremos que somar a inflação superior a 5,5% que ocorrerá nos sete primeiros meses de 2016? E o que dizer sobre a inflação até o final do ano, porquanto o reajuste seguinte só ocorrerá em 1º jan 2017?.
A concessão do reajuste em quatro parcelas é um artifício do qual se vale o governo para se esquivar de rediscutir a matéria ano a ano como determina a Constituição (art. 37, X).

Hoje contam-se aos milhares os militares que contraíram empréstimos consignados e vivem próximos da penúria. Esforçam-se para manter a dignidade, o aluguel e o pagamento do colégio dos filhos em dia, a proteína no prato das crianças, mas está difícil.
Outras categorias com maior poder de pressão, como os fiscais da receita, tem sido recebidos pelo governo e ainda permanecem em campanha salarial. Eles perseguem índices maiores que 30%
Pesquisas recentes realizadas pela Revista Sociedade Militar mostram que mais da metade dos militares de carreira já pensou em abandonar a profissão por conta da má situação financeira.
A exemplo do que foi feito no passado, quando foram penduradas faixas com pedidos de reajuste em vários locais do país, os militares tentam chamar a atenção de alguma maneira. Nos últimos dias uma nova forma de protesto tem crescido. Fotografias de peças de fardamento que simbolizam o militar e sua insatisfação com a situação salarial “aparecem” nas redes sociais com textos reclamando da situação salarial. Não se sabe se os protestos vem da ativa ou da reserva.

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