terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O Brasil está sofrendo uma crise econômica?


Para podermos responder e explicar isso para uma enorme diversidade de pessoas com diferentes graus de estudo, inteligência, raciocínio, entendimento e compreensão, urge uma introdução com exposições iniciais elucidativas preparatórias.
O que exatamente define uma "crise econômica"?
Há várias teorias acerca do desenvolvimento das crises financeiras e como evitá-las. Entretanto, não há consenso entre os economistas. A definição ou conceitualização de "crise econômica" depende, primeiramente, da escola ou ideologia econômica ou filosófica que a pessoa adote. Assim, para a escola austríaca é um aglomerado de erros causados por empresários devido ao fator externo que é a expansão da base monetária. Os Keynesianos entendem ser uma queda no PIB. Já os monetaristas interpretam como uma instabilidade na estrutura de preços. e, os marxistas, pensam que a crise é cíclica ocasionadas pelas "contradições do capitalismo". Traduzindo para o linguajar popular, discutem o sexo dos anjos.
Assim, devido a variedade de causas que provocam as crises econômicas e a inexistência de um padrão, a teoria econômica não tem uma definição unânime sobre a origem das crises. Senão vejamos algumas explicações doutrinárias:
"Uma crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de um qualquer evento/acontecimento. Essas alterações podem ser físicas ou simbólicas. Crise também é uma situação complicada ou de escassez." (http://conceito.de/crise).
"Situação caracterizada por uma queda significativa e muito tempo no nível de atividade econômica em um país ou região. O mesmo termo também é usado para se referir a situações de alto desemprego ou de inflação alta." (http://sabemosdetudo.com/ciencias/ask180671-Eu_gostaria_de_saber_a_definicao_exata_da_crise_econ%C3%B4mica.html).
"A economia (termo com origem na língua grega e que significa “administração de um lar”) é a ciência que estuda os processos de produção, intercâmbio e consumo de bens e serviços. Uma crise, no que lhe diz respeito, é uma mudança brusca ou uma situação de escassez (desemprego, por exemplo). Posto isto, uma crise económica faz referência a um período de escassez a nível da produção, da comercialização e do consumo de produtos e serviços. A economia é cíclica, ou seja, combina etapas de expansão com fases de contração. Estas flutuações sucessivas são conhecidas sob o nome de ciclo económico.
Estes princípios permitem afirmar que toda descida culmina numa subida e vice-versa. As quatro grandes fases de um ciclo económico são o boom (onde aumenta a atividade económica até ao seu auge), a depressão (caem os indicadores), a recessão (quando a depressão se estende por mais de dois trimestres consecutivos) e a recuperação ou estagnação (os índices voltam a subir e começa e o boom do ciclo seguinte inicia). A crise económica decorre em algum momento da depressão. Pode tratar-se de uma crise generalizada com quebra de todos os índices, ou de crises que afetam em especial certos sectores (crise da oferta, crise da procura). Por outro lado, fala-se de crise de subsistência sempre que um grupo social não possa satisfazer as suas necessidades básicas.
Outro tipo de crise que se conhece sob o nome de bolha financeira ou bolha especulativa, que ocorre quando as ações são negociadas a um preço muito superior ao do seu valor intrínseco até deixarem mesmo de ser compradas, e caem a pique." (http://conceito.de/crise-economica)
"Uma crise é, basicamente, um desequilíbrio que ocorre em setores isolados da economia, mas que pode contaminar todo o sistema econômico. Esses desequilíbrios sempre ocorreram, mesmo antes do capitalismo, quando acontecia, por exemplo, a escassez súbita de um bem, provocada, quase sempre, por fatores naturais (secas, inundações, etc.) ou acontecimentos sociais (guerras, revoluções, etc.)." (http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/historia-geral/crise-economica-mundial.htm)
"Uma crise económica é um momento em que a economia apresenta indicadores negativos, com contração das atividades, altos níveis de desemprego e aumento da pobreza: “A Europa vive uma crise económica sem precedentes e o número de desempregados não deixa de crescer”. (http://conceito.de/crise)
A doutrina econômica (sem consenso ou unanimidade) costuma dividir e diferenciar as alterações econômicas levando em conta a sua extensão e a duração:
"Crises econômicas podem ser caracterizadas como brutas mudanças na atividade econômica, podendo gerar alguns efeitos negativos como queda da produção e da atividade comercial.
Recessão econômica nada mais é que uma queda generalizada no crescimento de um determinado país, acarretando em efeitos intensos como grande queda do investimento, da produção e até falência de algumas empresas. Geralmente se considera como recessão um período a partir de 2 trimestres seguidos com tais características.
Em economia, recessão é uma fase de contração no ciclo econômico; isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção (medida pelo produto interno bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento. De maneira um tanto simplista, costuma-se considerar que uma economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Tal ideário surgiu primeiramente a partir de um artigo de Julius Shiskin publicado em 1974 pelo New York Times (Shiskin, Julius [1974-12-01], "The Changing Business Cycle", New York Times: 222; The risk of redefining recession, por Lakshman Achuthan e Anirvan Banerji, do Economic Cycle Research Institute. (http://money.cnn.com/ 
7 de maio de 2008)
Em síntese, recessão técnica é quando o país registra dois trimestres consecutivos de queda do PIB em relação aos trimestres imediatamente anteriores. Já recessão é caracterizada por um declínio expressivo da atividade econômica ocorrendo simultaneamente em diversos setores durante alguns meses. É quando ocorrem fatores como queda da produção, da renda, do consumo e aumento do desemprego, por exemplo.
Depressão econômica é caracterizada como uma queda no PIB em pelo menos 10% ou recessão por mais de 3 anos e apresenta efeitos bem mais intensos que de uma recessão, com um número bem maior de falências de empresas, grande queda na produção e investimento e/ou câmbio afetado negativamente e inflação." (http://aeconomiafeminina.com/2015/09/08/diferenca-entre-crise-recessao-e-depressao-economicas-video/)
Entretanto, crises, recessões e depressões econômicas são normalmente causadas por intervenção estatal na economia, inchaço da máquina pública, cabides de empregos, assistencialismos estatais, corrupção, etc. O governo petista é exímio em se apropriar de riquezas alheias e distribuí-la para a "cumpanherada", mas não sabe sequer manter o caixa; muito menos produzir/gerar riquezas.
"Depois do desastre de 1929, os economistas e políticos resolveram que isso não poderia nunca mais acontecer. A forma mais fácil de ter sucesso nessa empreitada era simplesmente definir que as “depressões” não mais existiam. A partir daquele ponto, os Estados Unidos não sofreriam mais depressões. E quando a próxima aguda depressão surgiu, em 1937-38, os economistas simplesmente se recusaram a usar o nome terrível, e inventaram uma palavra nova, muito mais suave: “recessão”. Daquele ponto em diante, nós atravessamos algumas recessões, mas nem uma única depressão. Mas logo a palavra “recessão” também se tornou muito áspera para as sensibilidades do público americano. Parece agora que nós tivemos nossa última recessão em 1957-58. Desde então, nós só tivemos “declínios”, ou, ainda melhor, “desacelerações”, ou “movimentos laterais”. Portanto, anime-se; de agora em diante, depressões e mesmo recessões foram proibidas pelo decreto semântico dos economistas; de agora em diante, o pior que nos pode acontecer são “desacelerações”. Essas são as maravilhas da “Nova Economia”. (http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/depressao-economica-causa-cura/)
Crise econômica não é pura e simplesmente a falta do dinheiro, mas também, por exemplos, a falta de crédito, o baixo valor da moeda e o passivo (dívida, débito) ser maior que o ativo (créditos, bens).
Economia em crise não significa que o dinheiro sumiu porque as pessoas rasgaram, queimaram ou jogaram fora as notas/cédulas. Mas sim porque a moeda perdeu liquidez e/ou passa a ser acumulada ou concentrada, por vários meios, nas mãos de menos pessoas. Em ambos os casos quem perde é a população que não tem meios ou conhecimento de se proteger do momento econômico.
O recurso ao crédito equivale geralmente ao aumento da dívida privada, que corresponde às dívidas contraídas pelos consumidores e pelas empresas. Face à disponibilidade do excedente monetário dos grandes exportadores nos mercados financeiros internacionais, a baixo custo, os bancos e as outras instituições financeiras canalizam esse excedente para onde for mais necessário. As empresas e os consumidores que pretendem consumir mais do que produzem são o seu alvo mais óbvio. Estes empréstimos dão origem ao crédito malparado, ou seja, a empréstimos que não são pagos integralmente ou em parte. Se um banco não receber todo o dinheiro que emprestou, torna-se difícil pagar o dinheiro que deve aos detentores dos depósitos, aos outros bancos e aos detentores de obrigações. Ao longo dos últimos anos, a banca emprestou muito dinheiro para crédito privado e construção imobiliária. O aumento do desemprego tem vindo a aumentar o crédito malparado nos empréstimos concedidos a particulares, o mesmo sucedendo com o sector imobiliário, uma vez que os agentes não conseguem vender os bens com os lucros previstos. Os empréstimos hipotecários de risco foram concedidos a mutuários que só os poderiam pagar se os preços da habitação se mantivessem em alta, se a economia tivesse continuado a crescer e se as taxas de juro se tivessem mantido baixas.
Quando a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim, alguns países europeus estavam com suas economias enfraquecidas (vez que a guerra havia destruído e fechado industrias, fábricas, comércios, milhões de prédios públicos e privados, toda a infraestrutura [rodovias, pontes, túneis, portos, ferrovias, aeroportos, minas, siderúrgicas, usinas e redes elétricas, comunicações, poços de petróleo, plantações, etc.), enquanto que os Estados Unidos cresciam cada vez mais, lucrando com a exportação de alimentos e produtos industrializados para a Europa (que não tinha como plantar e nem produzir). Em decorrência disso a produção norte-americana se acostumou com esse crescimento, o que aumentou dia após dia, principalmente entre os anos de 1918 e 1928. Era um cenário com muitos empregos, preço baixo, elevada produção na agricultura e a expansão do crédito que incentivada o consumismo desenfreado. O problema para os Estados Unidos foi que a Europa começou a se reestabelecer (reconstruiu o que havia sido destruído e recuperou as plantações), o que levou a importar cada vez menos dos Estados Unidos; com isso, a indústria norte-americana não tinha mais para quem vender a quantidade exacerbada (exagerada, exorbitante, extravagante ou excedente) de mercadorias, havendo mais produtos (oferta) do que procura. Isso levou a diminuição do preço, queda da produção e, consequentemente, aumento do desemprego. Esses fatores provocaram a queda dos lucros e a paralisação do comércio, ocasionando a queda das ações da bolsa de valores, quebrando-a em seguida. Em resumo, a crise americana de 1929 se deu graças a superprodução, que não estava preparada para a diminuição ou falta de procura (queda nas vendas), e acabou com todas as mercadorias encalhadas. Igual raciocínio se aplica à bolha imobiliária: um crescimento súbito da procura seguido de excedente de ofertas (provocada por oportunistas gananciosos que correm construir imóveis em quantidade e velocidade exageradas incompatíveis com o equilíbrio do mercado) que resultam em despencamento do preço ante o rápido e elevado aumento da oferta (o que é escasso, raro ou muito difícil de se obter é muito valioso enquanto que o que existe em demasia ou se consegue fácil possui pouco valor). Recordem que os pátios das montadoras de veículos estão abarrotados de automóveis encalhados, que nem com mega descontos e promoções desovam.
De forma mais didática, crise econômica é a incapacidade governamental de se combater ou controlar a inflação (alta dos preços ou aumento do custo de vida) sem atrapalhar a produção e comércio de bens e serviços. Desse modo, uma das melhores maneiras de se acabar com uma crise econômica é controlar a inflação (o que costuma implicar em reduzir a carga tributária (http://economia.terra.com.br/tributos/produtos-com-as-maiores-cargas-tributarias/
visando a redução das despesas nas indústrias e dos preços no mercado), aumentar o consumo interno, aumentar a produção interna e as exportações. Quanto mais se aumenta a produção interna e o consumo, mais o país cresce e gera mais empregos (e a grande procura de trabalhadores ocasiona o aumento dos salários [recorde o período do boom imobiliário em que havia enorme procura por profissionais da construção civil], que reflete no comércio e estimula os empresários a reinvestirem [expansão] para lucrarem [mola motriz do desenvolvimento] mais e, assim, o ciclo recomeça com mais força) e mais arrecadações de tributos e, assim, melhoram os serviços prestados pelo governo à população. De modo inverso, quanto mais se tributa as empresas, os produtos e os serviços, os empresários são obrigados a reduzirem suas despesas e a diminuírem a produção ou atividade, fecharem unidades ou reduzirem a frota (retração) e, assim, ocasionando demissões. Além dos produtos e serviços ficarem mais caros, a situação fica pior com o aumento de desempregados, com o que o comércio diminui agravando ainda mais a crise sobre os empresários e o ciclo recomeça até o encerramento das atividades ou a falência da empresas (https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices/167-comcriseeconomicamicroepequenoempresariorevelabaixointeresseportomarcreditomostraindicadordospcbrasil). Em resumo, o comércio (em geral ou no todo) é um termômetro da economia e do desenvolvimento; assim, em uma crise os empresários fecham suas empresas ou cortam vagas de trabalho. (http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/09/16/internas_economia,688878/industria-do-brasil-sofre-com-elevados-juros-e-tributos-diz-presidente-da-abimaq.shtml).
Uma, crise não é só quando ocorre a plena e total falta de água e/ou de petróleo como no filme Mad Max ou uma pandemia como num apocalipse zumbi. Portanto, uma crise não é só quando se chega ao extremo de faltar excessivamente alimentos em supermercados, as pessoas saquearem ou canibarem para ter algo para comerem e milhões de pessoas morrerem de fome.
Desse modo, num primeiro momento, apesar do povo brasileiro ser viciado em churrasco e cerveja, ele diminui o padrão/qualidade e a quantidade; bem como reduz a periodicidade e a quantidade de convidados. Inclusive usa do cheque especial, do cartão de crédito, do "fiado" ou "pindura", de cheque sem fundos, de furto ou roubo de gado (como membros do MST fizeram várias vezes) e, até mesmo, do dinheiro da poupança ou do seguro desemprego para se exibir, se mostrar e se ostentar para os amigos confiante de que as coisas irão melhorar ou, caso não melhorem, que irão ter "peninha" dele, seja o governo sustentando-o, seja o particular socorrendo-o (política do coitadismo) e, mesmo que isso não ocorra também, pensam que não possuem nada que os credores possam tomar e que o governo sempre ampara vagabundos e malandros. De modo semelhante, não é porque uma pessoa mora numa bela casa e/ou possui um belo de um automóvel que signifique que ela está bem economicamente, vez que tanto um como outro podem ser financiados e a pessoa pode estar inadimplente com as respectivas prestações vivendo de aparência ou ilusão. São verdadeiros "walking dead" ou "dead men walking"; ou seja, são zumbis, homens mortos andando pelo corredor da morte ou desidratados indo atrás de miragens no deserto. Traduzindo, as pessoas fazerem churrasquinhos não serve para medir a saúde da economia do Brasil. Em conclusão, o índice/percentual de inadimplência (calotes, cheques sem fundos, etc.) é um (e não o único) dos indicadores mais confiáveis de como está a economia.

- Juros do cartão de crédito sobem e acumulam quase 380% em 2015 - (http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=29529)

Outro detalhe, entidades, institutos, instituições, organizações e universidades estatais, por óbvio, tendem a mascarar a realidade e informam índices econômicos surreais para defender o governante, negando, assim, a existência ou a gravidade da crise econômica.
Mesmo durante uma crise existe produtos, serviços e setores que crescem, nem que sejam as vendas das placas, adesivos e anúncios de "VENDE-SE". Mas, principalmente, os especuladores, oportunistas, aproveitadores, exploradores, mercenários e carniceiros, se enriquecem com a necessidade e o desespero alheio através do ágio sobre os itens escassos ou com grande procura. Com o dólar e o euro disparando, exportadoras, obviamente, vendem muito mais. Com as pessoas se endividando, os lucros dos bancos aumentam. Veja, por exemplo, o presidente do banco Itaú, que acha que a situação do país está ótima. Ele com certeza esta comendo e arrotando Angus enquanto o pobre está comendo coxão duro e até mesmo mortadela.
As pessoas se utilizam dos poderes da inteligência, da criatividade, da adaptação e do instinto de sobrevivência para tentarem resistirem às adversidades. Assim, por exemplo, com as viagens internacionais e até nacionais encarecendo, as pessoas lotam as praias, represas, clubes, piscinões, riozinhos e parques locais. O cinema fica fora de alcance, aumentam as assinaturas de Netflix. Se a passagem de avião subiu, passa-se a andar de ônibus. O combustível aumentou, passa a se locomover de motocicleta, de caronas, de veículo compartilhado as despesas, de ônibus, de bicicleta, de skate, de patins e, em último caso, até mesmo à pé se a passagem do transporte coletivo está muito cara ou se não tem como pagar. Se o aluguel subiu, procura-se outro imóvel menor, mais afastado da região central e mais barato. A lasanha, o macarrão, o arroz, o pão e até a farinha ficaram caros, come-se miojo ou até mesmo farinha de mandioca, fubá ou banana frita. Se o tomate está caro, compra-se pepino. Se a batata subiu o preço, compra-se mandioca. Se o feijão está caro compra qualquer outro grão (ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja, milho, etc.). Se a carne está cara, as pessoas tendem a ir migrando para os cortes, peças, tipos ou animais mais baratos até chegarem nas salsichas, mini chickens, hambúrgueres, mortadela, sardinhas, ovos e, até mesmo, em último caso, frutos, grãos, cereais, raízes, legumes e vegetais (cogumelos, laticínios, coco, soja, lentilha, edamame, seitan, tofu, ervilha, arroz, brócolis, sementes e manteiga de girassol, quinoa, espinafres, abacate, pão Integral, feijão preto, beterraba, caju, sêmola, sementes de linhaça e de chia, trigo, manteiga amendoim, batata vermelha, cevada, nozes, brotos: de girassol, de alfafa e de feijão, sementes: de abóbora, de amêndoas e de pistache, aveia e grãos de bico, de amaranto, de gergelim, de milho, etc.) como substitutos de fonte de proteína (carne).
- Planta Ora pro Nobis (Pereskia aculeata) a carne de pobre -

Frisa-se que essa mudança no consumo não é desejada (opção, espontânea, voluntária, querida, prazerosa, etc.), mas sim é forçada (necessidade). Quando a pessoa gasta menos por opção, ela está economizando e, por consequência, acumulando riqueza. Já quem gasta menos do que antes porque não tem dinheiro suficiente, não está economizando, mas, na verdade, está gastando o que deveria estar guardando como reserva para uma emergência.
Portanto, em tempos de crise econômica é muito comum haver um aumento substancial da procura e venda desses itens substitutivos, o que não significa que a economia está em alta; pois tal aumento nas vendas não é "apesar da crise", mas sim "em razão da crise". Outra observação importante é que muitas pessoas recebem cestas básicas do governo (que tende a escolher o fornecedor que melhor agrade aos interesses e conveniências do governante), com o que camuflam o verdadeiro comércio ante o fato de que não essas pessoas beneficidas que compram e, muito menos, escolhem o fornecedor/vendedor e o respectivo tipo de alimento, com o que o fornecedor privilegiado se sobressai à crise enquanto sua concorrência entra em falência. Portanto, a demanda por produtos inferiores cresce em tempo de crise e a demanda por produtos normais diminui. Desse modo, usar o aumento das vendas de tais itens como forma de comprovar que a economia de um país está "de vento em popa" ou "às mil maravilhas" seria o mesmo que utilizar o aumento da quantidade de pessoas que se socorrem à prostituição, se entregam às drogas ilícitas baratas, se tornam dependentes do assistencialismo estatal, praticam o escambo, vendem bens pessoais sem repô-los, passam a morar em favelas ou abrigos ou abrem empresas do tipo mais simplório (porque são justamente indicadores de desgraça ou crise econômica).
Portanto, não adianta postar notícias como, por exemplo, "comércio de salsichas aumenta 500%" como se fosse prova de que a crise seria uma invenção sensacionalista e pessimista da mídia burguesa golpista. Na verdade a Mídia/Imprensa está fazendo de todo o possível para negar, esconder ou minimizar ao máximo a divulgação da crise. Uma prova disso é o fato de esconder a enorme quantidade de empresas que encerraram as atividades ou faliram. Voltando a questão do aumento do consumo da salsicha, mas e o do filé mignon como está? Aumentou ou diminuiu? Se diminuiu é evidência de crise!
O aumento na quantidade de empresas abertas também pode ser um índice enganoso, vez que quando há crise econômica aumentam-se os números de desempregados que precisam sobreviver e estes abrem empresas do tipo (regime tributário) MEI - Micro Empreendedor Individual (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual
ou EIRELI - Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.


para poderem exercerem atividades artesanais e até mesmo venderem coxinhas, pão caseiro, cosméticos e lingerie pelas ruas, praças e de porta em porta. Desse modo, esse crescimento na abertura de empresas é em razão da necessidade e não por oportunidade. O percentual que interessa, que importa e que pesa na balança da equação é a quantidade de empresas de grande porte. Enfim, tem-se que levar em consideração as outras informações para distinguir/diferenciar uma progressão de uma regressão.

Não é caso pontual ou isolado, acontece em todo o País e em todos os setores da economia.

http://m.jc.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/08/02/comercio-do-centro-do-recife-cada-vez-mais-esvaziado-192569.php
http://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2015/12/a-situacao-das-micro-e-pequenas-empresas-com-a-crise-economica-brasileira-bloco-1
http://www.canalrural.com.br/noticias/reportagem-especial/brasil-fecha-2015-com-pior-crise-economica-anos-60233
http://new.d24am.com/esportes/lutas/desistiu-edicao-devido-crise-economica-anderson-silva/144899
http://mmapremium.com.br/45550/bomba-ufc-rio-e-cancelado-devido-a-situacao-economica-do-brasil/

Entretanto, crises não são adaptações apenas no modo de vida, elas geram desemprego, falências, escassez e recessão. Se o país já estava ruim, na crise ele aumenta as despesas e ainda diminui a arrecadação. E se a crise não é freada, ela aumenta e, assim, maior ainda será o número de empresas fechando, muito menor será a arrecadação do Estado e cada vez será menor o número de pessoas economicamente ativas (que estavam empregadas nessas empresas que fecharam), contribuindo (IR, INSS, FGTS, ICMS, IPI, etc.) e como não se pode mandar funcionário público embora, para se adaptar a crise, ou o Estado aumenta os tributos penalizando mais ainda os empresários e, com eles, os trabalhadores (que por sua provocará mais empresas falindo e, com isso, mais desemprego) ou o próprio Estado entra em falência!


  Esquerdementes postam nas redes sociais fotos de um mercado local lotado ou de shopping cheio em fim de semana com a frase "Cadê a crise?" como se mudasse o fato de que demissões em massa estão ocorrendo e que o PIB fosse medido pelo tamanho da fila do supermercado. Se assim fosse, a Venezuela seria a maior superpotência econômica do mundo (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150426_filas_venezuela_fn)

Outro detalhe, qualquer crise afetar desigualmente os desiguais. A crise afeta setores e classes diferentes de formas diferentes. E, pior, a crise não pega, afeta ou atinge todo mundo. Tem gente perdendo o emprego em todo lugar no país e empresas ficando no vermelho ou fechando/falindo. Só porque não afetou alguns privilegiados não significa que não afetou ninguém. Para quem tem dinheiro, a crise acontece de forma bem mais suave. E para quem está lucrando com a crise ou a corrupção nem precisa explicar. O que tem poder aquisitivo alto, pode pagar à vista, não precisa se endividar, vê oportunidade na crise e se aproveita da situação. A pessoa que paga R$ 120 mil num carro nem se importa se sua conta de energia elétrica está em R$ 400. Muito menos ainda quem possui "gato" ou isenção de conta de energia elétrica e de água, pois não é ele que está pagando. E é um pouco ridículo ver gente de esquerda festejando o consumo conspícuo dos mais abonados. Portanto o fato de haverem pessoas fazendo compras nos supermercados não quer dizer que não haja crise; vez que, primeiramente, compras em supermercados é necessidade básica e fundamental (alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza, vestuário, calçados, material escolar, medicamentos, etc.). Em segundo, muitas pessoas vão nos supermercados e nos shoppings apenas para usufruírem do ar condicionado, aproveitarem degustações, receberem amostras grátis, usarem o wifi livre e simplesmente para passearem sem gastarem praticamente nada. Em terceiro, o fato de que em época de férias ou em datas festivas e, ainda, em cidades turísticas, haver movimento no comércio, shopping, aeroportos e hotéis, não é prova de que não há crise. Quantas outras cidades existem no país? E, por fim e o mais importante, os cofres públicos estão vazios e, com a agravante, do governo está repleto de dívidas que não pode pagar.
Vê se o brasileiro comum tá comprando Renegade ou pisando em Miami Beach.
Pergunta fatal para calar a boca do esquerdemente. Como foram as vendas de Natal de 2015?


Um país tem excedentes comerciais quando exporta mais bens e serviços do que importa; ou seja, quando produz mais do que consome. Um país tem um déficit comercial quando importa mais do que exporta; ou seja, quando há mais dinheiro a sair do país para pagar as importações do que dinheiro a entrar por via das exportações. No primeiro caso, o país é credor face ao resto do mundo e no segundo caso, o país é devedor.
Alegam os esquerdopatas que o Brasil teria reservas financeiras, mas escondem o ínfimo e irrisório valor destas e, principalmente, de que a dívida estatal está em mais de 3 trilhões de dólares. Isso é semelhante a ter míseros 3.000 reais na caderneta de poupança e estar devendo 300.000.000 no cartão de crédito.
Os constantes, periódicos, frequentes e, principalmente, excessivos e abusivos aumentos no custo de vida (inflação, tributos, combustíveis, energia elétrica, tarifas bancárias, gêneros de primeira necessidade, etc.), na diminuição da produção e nas quantidades de encerramentos/fechamentos de empresas, de número de desempregados e no percentual de inadimplência, não seriam provas de uma crise econômica?
Se não há crise, por que tem déficit fiscal nas contas do governo? Por que o governo se preocupa em arrecadar cada vez mais?
- Mais tributos e mais cortes: a conta da austeridade que o brasileiro vai pagar


Com 93 tributos obrigatórios, e arrecadação diária de 5,7 bilhões (http://mundoseculoxxi.com.br/?p=2625), o Brasil fica em último lugar no ranking de retorno ao contribuinte.


Estamos tendo não só uma complexa crise econômica, mas, também, institucional e moral em razão da degradação, corrupção e falência institucional de todas as esferas do poder com o consequente saque (roubo) ao erário público.


A crise política e econômica no Brasil está no 8º lugar dos maiores riscos para o cenário internacional em 2016. O alerta é da consultoria Eurasia Group que publicou seu ranking dos fatos e situações de maior risco para o mundo no ano. Segundo a consultoria, "o Brasil está em meio a uma 'recessão profunda'" e que pode durar "múltiplos anos" - http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,crise-no-brasil-e-um-dos-principais-riscos-internacionais-em-2016,10000006150

"Em 2015, a Zona Franca de Manaus registrou uma queda de 30% na produção por causa da crise econômica que atingiu o país. Os setores mais prejudicados foram os de motocicletas, eletroeletrônicos, principalmente, televisores e tablets. Cerca de 20 mil trabalhadores perderam o emprego. Os dados são da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa)." (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-12/crise-economica-afeta-producao-da-zona-franca-de-manaus)

"Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais de deterioração do quadro econômico por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado, concorda?" (http://www.empreendedoresweb.com.br/crise-economica-de-2016/)

"Os números não deixam dúvidas sobre a gravidade da situação econômica brasileira, muito embora o governo tente mascarar a crise com interpretações convenientes e a negação dos dados captados pelas diversas consultorias econômicas, instituições de classe e até mesmo das próprias agências e órgãos governamentais." (http://www.empreendedoresweb.com.br/atual-situacao-economica-do-brasil/)

Ao contrário do que o PT & CIA dizem, os dados do FMI mostram que não há crise lá fora:

"“É uma crise política que se transformou nessa situação econômica que estamos vivendo. Tirou a confiança do consumidor brasileiro e reduziu o poder de compra daqueles que perderam emprego. Isso retrai o consumo, reduz a demanda por novos produtos, afeta a atividade das linhas de produção e há risco de mais demissões na indústria nacional." (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-12/crise-economica-afeta-producao-da-zona-franca-de-manaus)

Só não enxerga e não percebe a crise quem não quer ou está lucrando com ela ou com os PeTralhas no poder!
Não se esqueça dos seus parentes, amigos, vizinhos, colegas e parceiros de trabalho que insistem em defender os Petralhas e negar a existência da crise e até mesmo da corrupção desse desgoverno, para quando a "mamata" deles acabar e eles vierem implorar por ajuda, você pode responder para eles que não existe crise nenhuma, que tudo isso é invenção da mídia golpista e que no Brasil não há nenhum pobre, nenhum desempregado e ninguém está passando fome ou sem moradia, porque o PT acabou com a miséria no país e deu tudo isso para todos; e, se ele, por acaso não tem nada disso, basta procurar uma assistente social que o governo irá socorrê-lo porque somos um país rico, solidário e muito maior do que qualquer crise. Depois finalize dizendo que o que você tinha para poder ajudar, o PT chegou na frente e já pegou.
E se preparem para o pior! (http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/12/crise-economica-deve-ser-ainda-maior-em-2016-4929367.html)






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