sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR: “FELIZ ANO NOVO”!?

Gen Clovis Purper Bandeira
Editor de Opinião do Clube Militar

Ao iniciar a redação deste despretensioso artigo, quase cometo um ato falho, levado pelo hábito de desejar aos amigos, nesta época, um próspero Ano Novo.
Seria, no entanto, muito cinismo deixar de considerar as péssimas perspectivas que nos reserva o ano de 2016, possivelmente pior do que o ano negro de 2015.
Além da baixíssima probabilidade de melhorar a vida do povo brasileiro adotando políticas de mais do mesmo, o que já não deu certo no Brasil nem em lugar algum, o ano vindouro ainda será prejudicado por vários aspectos que dificultarão nossa vida.
Estamos em recesso, como ocorre sempre no final e no início do ano. Esse recesso, que deveria durar, no máximo, até a metade de janeiro, será prolongado sem reclamações até o início de fevereiro, quando teremos o Carnaval – festa que, em algumas regiões, se prolonga por duas ou três semanas.
Depois das festas de Momo começa o ano para valer, inclusive o ano escolar e político.
Será novamente interrompido pelas Olimpíadas Rio 2016, que se prolongarão de 5 a 21 de agosto, seguidas dos Jogos Paralímpicos (não mais paraolímpicos, como sugere o bom senso), de 07 a 18 de setembro. No Rio de Janeiro, principalmente, para facilitar o trânsito das delegações e dos profissionais da imprensa e turistas, muitos desses dias serão feriados.
Além disso, o mês de setembro também será palco das campanhas eleitorais para as eleições municipais de 2016, quando todos os municípios brasileiros elegerão prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Comícios, passeatas, mobilizações, espera-se que pacíficas, ocuparão corações e mentes dos brasileiros, que também estarão acompanhando as competições paralímpicas.
Dia 2 de outubro, primeiro domingo do mês, eleições gerais, em todos os municípios do país. Nas capitais estaduais e em mais 86 cidades com mais de 200.000 habitantes, há a possibilidade de um segundo turno das eleições, previsto para o dia 30 de outubro. Onde houver segundo turno, durante o mês de outubro intensificar-se-á o esforço dos candidatos na busca dos votos.
Em meio a tantas atividades fora do comum, a agenda política prosseguirá em andamento, com a luta para impeachment, cassação, demissão ou o que seja da Presidente da República e dos presidentes da Câmara e do Senado federais.
A economia, durante todo o tempo, nos proporcionará sustos e perdas de toda a ordem, através da inflação, desemprego, déficits e perdas de grau de investimento, crises de crédito e cambiais, apesar da mudança de alguns atores do cenário econômico, sem mudanças estruturais que acendam qualquer esperança quanto à qualidade de vida nacional em 2016.
Por tudo isso, se fosse pessimista deveria desejar felicidade para 2019, quando assumiria um novo Presidente da República, eleito em 2018 para suceder Dilma, que se arrastaria na presidência até o fim de seu mandato.
Como otimista incorrigível, apesar de todas as tendências e expectativas em contrário, ouso esperar que as causas principais de nossa agonia nacional sejam removidas em 2016, o que me permite desejar a todos um Feliz Ano Novo de 2017. E que 2016 nos seja leve e breve.

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