domingo, 10 de janeiro de 2016

UPPs chegando ao seu fim

Pode parecer contrassenso, mas não é. O tráfico se sobrepôs às UPPs e não acabam com ela de vez por não querer, afinal, ainda é interessante para eles na medida que podem conter invasão rival na comunidade.


Vimos a noticia de milicianos que atacaram na CDD, deixando um menor morto. Há tempos a milícia tenta dominar a Cidade de Deus, sendo sempre reprimida pelo tráfico. Neste episódio milicianos do conjunto Cesar Maia havia dado refugio aos que atacaram na CDD, o que motivou o revide dos traficantes naquela comunidade atacando num bar onde milicianos comemoravam com churrasco e cerveja. Pois bem, inocentes foram atingidos, mas sabiam que ali estavam milicianos armados e correram o risco. Segundo relatos traficantes retornaram à CDD com pistolas e submetralhadoras tomadas dos milicianos baleados, e não foram poucas.


A CDD é totalmente circundada por UPPs, mesmo assim o comboio armado de fuzis, composto de pelo menos dois carros saiu e retornou tranquilamente para a comunidade após sua ação. Indicio forte de que algo não está funcionando bem.


Tudo volta a ser como antes.

Tráfico expulsa UPP de dois morros na Zona Norte do Rio

Há pelo menos três meses policiais não patrulham mais as áreas da Cachoeira Grande e do Gambá, onde contêiner foi incendiado ano passado. Bandidos ameaçam soldados de cabine blindada, que são obrigados a se trancar o dia inteiro, e vídeo mostra traficantes armados com fuzis à luz do dia.


A deterioração do projeto das UPPs não é novidade, mas o cenário vem piorando ano a ano. Desde 2013 o número de ataques vem crescendo gradativamente e, hoje, em quase todas as 38 regiões que contam com UPP, existem as chamadas 'regiões perdidas', como por exemplo o Terreirão, na Rocinha; o Caratê, na Cidade de Deus; o Abóbora, no Jacarezinho, e o Areal, no Complexo do Alemão. Recém-empossado, o novo comandante-geral da PM, coronel Edison Duarte, pediu que o CPP fizesse um relatório avaliando as dificuldades e apontasse as vulnerabilidades de cada uma. Há muito o que escrever. Na primeira semana de 2016, as UPPs já registraram cinco policiais baleados.



Nenhum comentário:

Postar um comentário