Trata-se de um petardo
armagedônico, com 92 notas de rodapé que remetem a provas a subscrever as
denúncias.
A palavra que mais brota do documento
é “sucateado”.
Por exemplo: binóculos da marca Sophie
custaram 80 mil dólares cada um. E não funcionam por falta de atualização de
software.
O Tetrapol, caro sistema de comunicações
comprado pela PF está parado e nunca foi usado. O AFIS, automated fingerprint
identification, um sistema de identificação automatizada de impressões
digitais, está sendo “ desmontado por má gestão”, denuncia a carta.
Lanchas adquiridas por força do governo
dos EUA, após os atentados de 11 de setembro, estão em eterna manutenção.
Os chamados Vants, veículos aéreos não
tripulados, refere o documento, “já não decolam mais”
O
Comando de Ações Táticas de Brasília comprou 3 lanchas modernas, cada uma a um
milhão de rais, para a nobre tarefa de patrulhar o Lago Paranoá.
Diz o documento ainda que entre 2008 e
2014 a PF tenha gasto RS$ 32 milhões somente com a mudança de lotação de
membros do efetivo, ao custo de RS$ 156 mil por troca.
A missiva termina assim: “Não,
senhores, a PF não é essa da Operação Lava Jato que tanto sucesso faz junto a
opinião pública. A PF enfrenta graves problemas internos, que levam até o
suicídio de seus membros. A PF precisa de um choque de gestão”.
A carta é tida e havida como a maior
denúncia, com dados, já feita na história da PF.

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