Fala-se
muito em desmilitarizar as PMs, sem no entanto esclarecer o novo regramento a
que estariam submetidos. A Polícia Civil tem forte apelo corporativo, tanto que
na época do “Termo Circunstanciado” criaram empecilhos para sua execução pela PM.
Outro ponto
é que o efetivo desta “polícia desmilitarizada” seria o mesmo, os vícios, o mau
caratismo e abusos não seriam diluídos. O coronel continuaria a ser o “chefe”
neste novo modelo e o soldado e demais praças, os subordinados, os executores
de ordens. Ou acham que seria diferente?
Temos uma
Força “alienígena” agindo no território nacional, é a Força Nacional de
Segurança (hierarquia militar), com armamento comprado não sei como e efetivo pertencente às
policias estaduais. No caso de desmilitarização, como se manteria esta Força
Nacional? Não se esqueçam da Polícia Nacional Bolivariana, estritamente a
serviço do governo venezuelano, com varias acusações de mortes contra a sociedade,
desaparecimentos e uso de armamento pesado e letal.
Outra ilusão
que percorre as mentes de PMs menos esclarecidos é o “ciclo único”, como se
fosse possível adentrarem todos numa mesma porta e galgarem a ultima posição
hierárquica, o que é impossível. Todo regramento hierárquico funciona como um
funil, onde na entrada são muitos e no final saem poucos.
Enquanto militar, ainda mantemos 30 anos de serviço, licenças especiais e contagem em dobro na passagem para a reserva, enquanto no novo modelo tudo é uma incógnita.
Creio sim
num futuro com polícia desmilitarizada, mas somente numa sociedade ordeira,
pacifica e civilizada. No momento a situação é instável e, o único intuito com
essa desmilitarização é o rompimento do elo das PMs e BMs com o Exercito , que
não poderia mais contar com valioso efetivo.
Os Amarildos
e figurantes maquiados das manifestações vão sendo instrumentos para justificar
esta “desmilitarização”, mas esquecem-se dos “exércitos” nas favelas e seu
poderoso armamento, bem como das figuras da esquerda que a todo momento ameaça
seus opositores com um tiro de fuzil na cabeça, para depois serem jogados numa “boa cova”.
O Brasil está em guerra
contra criminosos comuns e organizados que matam violentamente cerca de 60 mil
brasileiros por ano, aproveitando-se da permissividade e da impunidade criada
constitucionalmente pelos demagogos e pelos terroristas sobreviventes da luta
armada dos anos 60 e 70.
Como, então, afirmar que a
Polícia tem que ser desmilitarizada, evitar o combate e ser mais “cidadã”, se o
cidadão é a principal vítima dessa guerra? Como, em plena guerra, mudar o
protagonismo dos Policiais, passando-os de combatentes a serviço da lei e da
ordem para vítimas preferenciais da criminalidade?
(General Paulo Chagas)







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