Há alguns meses um SARGENTO do Exército
– Vinicius FELICIANO – protestou contra DILMA ROUSSEFF.
Feliciano disse que a presidente agora TORTURA os militares, uma espécie de
revanche pelo que teria sofrido nos anos 70. Ele também reclamou do valor do
salário família, que é de 16 centavos.
Há alguns meses o GENERAL MOURÃO protestou
contra DILMA ROUSSEF, ele disse que retirar DILMA seria o “descarte da
incompetência”, ele também disse que com sua saída acabaria a “má gestão e
corrupção”.
O sargento acabou atrás das grades,
preso em uma cela com grades enferrujadas e com a ficha suja por
brigar pelos seus pares. O general, por sua vez, ainda que tenha sido alvo de
comentários e críticas, assumiu um cargo de confiança. Hoje é o novo Secretario
de Finanças do Exército Brasileiro. No Ministério da Defesa seu salário será
acrescido de algumas gratificações inerentes ao cargo.
Um renomado jurista, em texto
odiado pelos generais, disse: “… não há como entender, ou justificar,
que generais possam ter direito a manifestações políticas e que o mesmo direito
seja negado aos suboficiais, de modo a que sejam presos aqueles que pretenderam
seguir os exemplos de seus superiores hierárquicos (…). Se a tropa se convence
de que, no plano político, os superiores gozam de um direito que é recusado aos
sargentos, a conseqüência será… a formação de um sentimento de animosidade, de
um conflito que, por não se manifestar de imediato, não será menos perigoso,
como uma força latente de desagregação (…)”.
Barbosa Lima Sobrinho não poderia ser
mais atual. Muitos militares se sentem amordaçados em pleno século XXI.
O fato de oficiais generais escolhidos
a dedo pelo chefe do executivo serem os únicos com direito de discutir a
questão salarial, somado ao fato dos mesmos receberem gratificações polpudas
justamente pelo fato de ocuparem tais funções de confiança pode ser SIM gerador
de um sentimento de ANIMOSIDADE perigoso, é evidente que a situação é uma força
latente de DESAGREGAÇÃO.
Nos últimos anos os militares têm se
percebido como a categoria do serviço público mais prejudicada na questão
salarial.
Militares não possuem ferramentas
para pressionar o governo. Militares não têm direito a greve (nem querem ter),
não têm sindicatos (nem querem ter) e possuem como únicos representantes seus
comandantes, que são homens de confiança escolhidos pelo próprio Chefe do
Executivo. Portando, sua única ferramenta é a própria voz, que no contexto
atual também não pode ser usada.
Em Portugal e outros países, embora não
falem publicamente sobre questões referentes ao ambiente castrense e outros
assuntos de serviço, os militares se manifestam livremente sobre política e a
questão salarial, que logicamente é assunto público. Lá os militares participam
de manifestações, obviamente não fardados, e obtém com isso poder de pressão
sobre o governo.
Alguns por aqui diriam que isso seria
anti-democrático, esquerdismo, quebra de hierarquia …
Não seria o contrário? Nos governos de
esquerda havia enormes restrições contra a liberdade de expressão. Havia
militares políticos implantados em pontos estratégicos com o intuito de
desestimular e denunciar discussões sobre o regime.
No momento em que militares de todos os
postos e graduações são asfixiados por um governo de esquerda, que sanciona
graduados que eventualmente reclamam ou ousam discutir a situação sofrida por
seus familiares é que se percebe o quanto a liberdade de expressão é um bem
democrático e inalienável.
Generais e parlamentares. Será que não
aprendemos com a história?
Em 1910 os marinheiros se sentiam
aviltados por ser espancados como animais. A chibata fora abolida em todos os
países sérios. Alguns anos antes ocorreram outros levantes na Marinha, pouco
mencionados pela história. Mas, ainda insistia-se em manter esse castigo no
Brasil. Não se admitia ceder às repetidas solicitações da marujada.
Resultado: Revolta da CHIBATA.
Em 1963 sargentos pleiteavam direitos
razoáveis, desejavam assumir cadeiras no legislativo, se eleitos. Foram
punidos. Resultado: Revolta dos SAGENTOS de Brasília. Militares graduados foram
acolhidos por ideólogos de esquerda.
Em 1964 marinheiros e fuzileiros
pleiteavam direitos razoáveis, como se casar sem pedir permissão e se trajar a
paisana em ambiente civil. Resultado REVOLTA DOS MARINHEIROS. Militares
graduados foram acolhidos por ideólogos de esquerda.
2016… ?
Militares graduados não desejam um
sindicato, direito a greve ou de falar sobre assuntos sigilosos. Mas, desejam
sim possuir representantes e o direito de se MANIFESTAR publicamente sobre
assuntos políticos. Estão cansados de ver suas esposas baterem panelas ou
acampar em frente ao Palácio do Planalto.


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