Essa semana
os militantes intervencionistas aproveitaram uma cerimônia em Brasília
para entregar em mãos os pedidos de intervenção militar.
Não entramos aqui no mérito do pleito
dos intervencionistas. Como MÍDIA não cabe à Revista Sociedade Militar
nesse momento discutir isso. Cabe-nos apenas informar sob uma perspectiva
diferente da usada pela maior parte da mídia.
Percebeu-se
que, mesmo com os militantes sendo assediados por fiscais do Governo do DF, a
mensagem intervencionista, graças ao esforço da equipe que permanece acampada
por meses em Brasília, mais uma vez alcançou os militares das Forças Armadas.
As próprias declarações dos generais da ATIVA e RESERVA mostram que os
pedidos de INTERVENÇÃO já chegaram ao seu destino, como desejavam os MILITANTES
INTERVENCIONISTAS.
Aqui está o panfleto distribuído aos
militares.
Afinal
O que pensam
os GENERAIS sobre a situação atual e os pedidos de INTERVENÇÃO MILITAR?
*Republicação adaptada a pedido de leitor.
Revista Sociedade Militar
General Villas Bôas – Comandante do
Exército Brasileiro.
Seis MILITARES de alta patente. Dois da ativa e quatro da
reserva.
Declarações ambíguas, polêmicas e que deixam margem a especulação saem
da boca, ou pena, desses militares de alta patente. Uma analise criteriosa de
seus textos e discursos poderia nos levar a entender qual o pensamento
predominante nos altos escalões das Forças Armadas?
O General Villas Bôas entrou para o
Exército em 1967. Três anos após a intervenção militar de 1964. Quando
ingressou nas Forças Armadas na Escola Preparatória de Cadetes do Exército,
Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tinha apenas 16 anos de idade. Foi promovido
a oficial general em 2003, ele fez parte da primeira leva de
militares promovidos ao “generalato” por Luis Inácio Lula da
Silva.
Em relação ao que se chama de
Intervenção Militar, o militar que atualmente comanda o Exército deu
algumas declarações que podem levar à conclusão de que é contra a
intromissão dos Militares em assuntos políticos.
“Até queria saber como se faz uma
intervenção militar constitucional. Isso não existe. Não interpreto isso como
desejo de volta do governo militar, mas como a volta dos valores que as
instituições militares representam. “
Algumas postagens em redes sociais
dizem que Villas Bôas teria declarado de forma técnica que seria realizada uma
intervenção militar (transcrição abaixo). A maioria dos interpretes não
pensa assim. Ao que parece o general diz que os Brasileiros podem resolver
de forma independente o problema político que enfrentam.
O General disse: “O Brasil é um país
maduro com instituições consolidadas e funcionando, temos um sistema de pesos e
contrapesos que dispensa a sociedade brasileira de ser tutelada, nos cabe
cumprir o que está escrito na constituição… Nossas missões estão muito bem
explícitas … garantir para a manutenção da estabilidade, como não causar
instabilidade de forma alguma e conseguiremos isso mantendo isenção e
eqüidistância de todos os atores”
Villas Bôas disse também:
“Há uma atenção do Exército. Eu me
pergunto: o que o Exército vai fazer? O Exército vai cumprir o que a
Constituição estabelece. Não cabe a nós sermos protagonistas neste processo.
Hoje o Brasil tem instituições muito bem estruturadas, sólidas, funcionando
perfeitamente, cumprindo suas tarefas, que dispensam a sociedade de ser
tutelada. Não cabem atalhos no caminho.”
General Paulo Chagas – Militar da
RESERVA REMUNERADA
Declarações do General Paulo Chagas já
foram interpretadas como favoráveis a uma ação mais enérgica por parte dos
militares. Contudo, em outros momentos o militar tem descartado a hipótese.
Em março de 2014 ele disse: “Os
militares em reserva se têm somados aos civis que enxergam em uma atitude das
Forças Armadas a tábua da salvação para a Pátria ameaçada, quando não são eles
próprios os alvos do clamor daqueles que já identificam nas imagens dramáticas
da capital venezuelana a cor fúnebre do nosso destino.
No momento atual, a causa da democracia
não dispensa o concurso de ninguém. Seria portanto uma importante contribuição
se todos os civis que têm as Forças Armadas como última razão da liberdade e a
garantia dos fundamentos constitucionais pusessem suas opiniões a público, em
artigos, manifestações, textos, “cartas do leitor” e outros recursos do gênero
e não apenas em comentários restritos à leitura dos poucos profissionais da
mídia que ainda ousam remar contra a correnteza ou dos escribas de mídias
sociais que, mesmo comprometidos com a causa, têm apenas seu limitado e débil
sopro para tentar enfunar as velas da embarcação.
Em Novembro de 2014: “Sou General de
Brigada da reserva. Deixar bem claro meu pensamento… Refiro-me as manifestações
populares e a intervenção militar. Acredito e apóio manifestações populares,
desde que ordeiras… Não aceito e nem me permito dar apoio a manifestações que
incluem baderna, vandalismo ou que pretendam estimular pessoas , grupos ou autoridades
a descumprirem as normas constitucionais.”
Em outubro de 2015 – “Dizer que as
instituições, aparelhadas como estão, de nada valem – que de nada adianta
obedecer as leis e preservar a ordem pública – é fazer o jogo do inimigo.
Imaginar que, com um golpe militar, prendendo e fuzilando a todos que se
colocarem contra a “democracia”, vamos resolver os problemas do Brasil é
retroceder aos tempos retratados nos filmes de faroeste, em que a Cavalaria
chegava para salvar as caravanas atacadas pelos índios selvagens!”
Essa semana Paulo Chagas disse: “Tenho
falado, seguidamente, que o caos nos livrará dessa onda socialista que assola a
América Latina, desde a criação do Foro de São Paulo.”
Paulo Chagas publicou texto recente
sobre esse assunto, deixando claro que acredita que a sociedade tem que
pedagogicamente padecer nas mãos da esquerda, aqui está.
General MOURÃO. Militar da ATIVA
O General Mourão, ex-comandante Militar
do Sul, exonerado após a Comissão de Defesa Nacional do Senado enviar documento
ao Ministério da Defesa questionando suas declarações, expressou algumas
opiniões que se espalharam por todo o país, levando os intervencionistas a o
elegerem como símbolo de sua luta homenageando-o com um boneco inflável de mais
de 10 metros de altura. Que se saiba, em nenhum momento o general utilizou o
termo intervenção militar. Contudo, fez declarações duras e verdadeiras sobre a
classe política do Brasil.
Em palestra realizada em setembro desse
ano o general disse: “a maioria dos políticos de hoje parecem
privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias, enquanto dominam a
técnica de apresentar grandes ilusões” e “a mera substituição da PR
[presidente da República] não trará mudança significativa no ‘status quo'” e
que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e
corrupção”.
No mês seguinte o General fez outra
palestra, onde disse que “Neste momento de crise, toda consciência autônoma,
livre e de bons costumes precisa despertar para a luta patriótica, contribuindo
para o retorno da auto-estima nacional, do orgulho de ser brasileiro e da
esperança no futuro“
Questionado em grande veículo de
imprensa o General declarou que o termo LUTA PATRIÓTICA foi usado em
sentido figurado:
“Em relação à palestra proferida no
CPOR, ressalto que tratou-se de um evento privado, onde buscou-se apresentar,
de forma didática, um panorama da situação vivida no mundo, para depois tratar
do cenário nacional. Luta patriótica é simplesmente não nos omitirmos,
estarmos conscientes da realidade que nos cerca e, principalmente, que o Brasil
só será aquele que sonhamos por meio do trabalho, da dedicação, da honestidade
de propósitos e da constante busca do conhecimento.
Luta patriótica: esforço e empenho de todos os patriotas no sentido de sobrepujar a crise“.
Luta patriótica: esforço e empenho de todos os patriotas no sentido de sobrepujar a crise“.
General Pimentel. Presidente do Clube
Militar – Reserva Remunerada
O Clube Militar foi palco de vários
episódios e discussões acaloradas sobre a situação política do Brasil. A gestão
do General Pimentel parece ter resgatado um pouco do antigo protagonismo do
Clube. Sob a gestão de Pimentel foi criada a campanha pela Moralidade Nacional
com a realização da várias palestras e publicações de textos pelo CM.
Em entrevista a revista Isto é o
General disse: “É fato notório que não temos governo… Essa história de que o
povo brasileiro é pacífico, que não é dado a situações conflituosas e penosas,
isso tem um limite… Temo que a paciência da população se esgote e que exija a
intervenção de forças repressivas.”
Em outro momento o General declarou,
discorrendo sobre palavras proferidas por petistas:
“Seja que manifestação de força
ilegal for, nos remeterá a um quadro que pode se tornar insustentável à
Democracia construída com o sangue e o suor de tantos brasileiros. Lembram de
1964? E aí? Aceitaríamos o caos ou um outro Poder constituído convocaria a
Força Legal que dispomos?”
Pimentel deixa claro que se o país
entrar numa situação de caos generalizado é possível que as forças armadas
tenham que assumir o controle se, nas suas palavras, forem convocadas por poder
constituído.
Já em entrevista ao portal TERRA o
referido general disse, sobre intervenção, que: “Garanto que isso não tem
nada a ver conosco. Os militares não pensam nisso. Temos uma posição
legalista. Aqueles que pedem isso nas ruas são pessoas exaltadas…”.
Em outro momento, em texto duro, o
general PIMENTEL lança uma crítica contra aqueles que dizem que as instituições
funcionam normalmente.
“Sou imune, sou impune, estou acima da
lei”, escarnecem com inominável cinismo. Perderam o respeito. Os interesses do
Brasil, as necessidades das massas, o compromisso assumido com seus
representados, nada significam para eles. E ainda há quem queira convencer-nos
que nossas instituições funcionam dentro de um quadro de normalidade.“
General VALMIR Fonseca. Militar da
Reserva Remunerada.
Um texto recente do General Valmir,
publicado aqui na Revista Sociedade
Militar, chama a atenção para a possibilidade dos Militares estrelados se
prepararem para um embate. O general fala até em ensaios de julgamento da
“canalha petista”.
Vejam:
“Aqui na caverna, temos acalorados
debates, todos convictos de que o povo será capaz de rechaçar as ações dos
comunistas e que as Forças Armadas estarão prontas para defender o futuro da
Nação. Apesar da convicção dos habitantes da caverna, pelo sim pelo não, todos
fizemos um juramento de que lutaremos até o último tacape para defender a democracia
nacional.
Efetivamente, cerca de dez trogloditas
já saíram em campo e estão infiltrados em diversos movimentos pró – comunismo
para colher informações e, se possível, na hora adequada, sabotá – los. Nas
proximidades da caverna foram montados alvos para o treinamento de arco e
flecha, bonecos para treino de tacapes e de outras atividades que por sigilo
vamos omitir.
Por vezes, treinamos como um tribunal
na sua atividade de julgamento da canalha petista, e deliberamos que será
necessária também uma depuração no universo da política, que no Brasil abriga
um antro de aproveitadores da população.
Para aqueles que julgam que o lulo –
petismo acobertado pelo máximo poder, pelo seu total domínio nos recursos do
tesouro nacional, pela ocupação dos cargos mais importantes da enorme
administração e burocracia nacional um dia aceitará a sua derrota através da
política democrática, podem desistir. O Petismo ainda inundará esta terra
de sangue e terrorismo. Quem viver verá.”
Em outro momento, também nas páginas da
Revista Sociedade Militar (AQUI), Valmir Figueiredo disse:
“Infelizmente, é difícil para aqueles
que conhecem a verdadeirafibra nacional, esperar que o populacho assuma
qualquer postura de grandeza para acabar com os canalhas que nos gerenciam… Se
alguém perguntar, o que será de nós, após o final da atual crise econômica,
política e moral, respondemos: – Se houver uma intervenção
militar, só Deus sabe; – Se não houver, continuaremos
subordinados de um bando de desclassificados.”
Valmir também disse: “Hoje, não
vemos nenhuma hipótese de expulsão do petismo do País pela via democrática, a
não ser pela força das armas, mas para tanto, seria necessária a existência de
grupos, classes, categorias que se posicionassem contra o desgoverno, porém,
infelizmente, tais entidades, não existem.”
General Augusto HELENO.
Heleno recentemente rejeitou a
indicação de seu nome para candidato a presidência do país e criticou militares
que se envolvem em política. Sobre isso, disse: “É um absurdo. Quando os
militares tiverem vínculo com algum partido político estaremos perdidos. Essa
ideia é absurda.”
Sobre intervenção MILITAR, a opinião do
general foi expressa em vários momentos.
Em um deles disse:
Não há salvadores da pátria. O problema
do país é acertarmos em termos de escolha. É algo de formação das pessoas, de
muito longo prazo. Nossa democracia está consolidada, mas me preocupa o fato de
que a juventude em geral, o que inclui seus melhores quadros, está muito
afastada da participação na política. Há muita gente que tem condições
intelectuais e de formação e pode contribuir para o país mas não é cooptada
pela política. A estrutura atual é perversa, e precisa ser mudada em
profundidade Alguém que pense assim e esteja a meu favor quer, na verdade, me
empurrar para o buraco.”
“Ter essa postura é afrontar tudo o que
foi conquistado em muitos anos. O único caminho para o país — está comprovado —
é a democracia. É inimaginável se controlar a liberdade das pessoas. O único
caminho de fortalecimento e desenvolvimento para o Brasil é a democracia.”
Conclusão
Aparentemente, com exceção do primeiro,
todos os generais acima listados apresentam em algum momento posicionamentos
ambíguos, ora pró e ora contra uma ação enérgica das Forças Armadas. Isso é
perfeitamente natural. Suas mentes oscilam entre a mente de um cidadão, eleitor
pai família e a mente de militar profissional.
A mente de cidadão comum é naturalmente
imediatista, normalmente enxerga o objetivo final, que é ver-se o mais
rapidamente possível livre esses parasitas que habitam o Planalto Central.
A mente de um profissional das armas
tem de traçar todo o caminho até o objetivo, avaliar
estratégias, duração, consequências etc.
Qualquer militar profissional,
independente de posto ou graduação, tem noção da possível duração e
estragos – a curto e longo prazo – que podem ser causados por uma guerra
intestina e manutenção ou não de um estado totalitário durante o período
conflituoso. O militar brasileiro, ao contrário de militantes de diversas
matizes ideológicas, não tem desprezo pela sociedade. Cada família, cada
indivíduo, independente de seu poder aquisitivo, raça, religião ou visão
política, é igualmente importante.
Dos Militares acima listados, o último
– o General Valmir – parece o mais convicto que a quadrilha que ora domina esse
país dificilmente abandonará os palácios de forma pacífica.
Como disse o mesmo: “Quem viver verá”.











O pior mesmo é sentir que podem ser chamados a intervir pelo DESgoverno e que simplesmente atenderão
ResponderExcluirOS POLICIAIS MILITARES DO RIO DE JANEIRO ARRISCAM A PRÓPRIA VIDA POR MUITO POUCO!
ResponderExcluirA Polícia Militar precisa ser valorizada e fortalecida, pois POLICIAIS MILITARES DESMOTIVADOS significa SEGURANÇA PÚBLICA AMEAÇADA. Vale lembrar que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos de 2016, sendo o reconhecimento pecuniário indispensável, imprescindível para melhorar a qualidade do serviço policial-militar.
Nas sociedades capitalistas é comum que o valor de um indivíduo seja aferido através do seu poder de compra, e isso tem muito a ver com seus rendimentos – a quantidade de dinheiro que ele consegue adquirir em determinado espaço de tempo. O salário do Policial Militar do Rio de Janeiro é incapaz de atender às suas necessidades vitais básicas (previstas no inciso IV do artigo 7º da Constituição Federal de 1988).
Não é à toa que, falando de valorização dos policiais brasileiros, sempre se remete à questão salarial como um problema sério, pois além de garantir elementos essenciais para a sobrevivência, “ganhar bem” concede ao profissional um posicionamento social de relevância. Todo mundo quer maior qualidade na segurança pública, mas para melhorar a qualidade será imprescindível melhorar a questão salarial, ou seja, valorizar o Policial Militar com uma remuneração digna.
A PMERJ pode reclamar bastante dos seus vencimentos, pois são inadequados para as funções exercidas. Os baixos salários desmotivam a tropa e criam desinteresse pela profissão. Um Soldado de Polícia Militar em início de carreira deveria receber vencimentos iniciais de no mínimo R$ 7.190,98 (sete mil, cento e noventa reais e noventa e oito centavos) mensais, para uma jornada de trabalho de até 144 horas mensais. A questão salarial impacta diretamente na autoestima dos Policiais e na valorização das Polícias.
Os baixos salários fazem a PMERJ perder oficiais e praças. O idealismo vai esmorecendo, pois já não encontra-se mais comandantes com "C" maiúsculo, dignos de orgulho de seus comandados e os vencimentos não são suficientes para dar uma vida digna à família. A tropa da PMERJ está desmotivada, insatisfeita e tem VERGONHA DO SALÁRIO! Não há justificativa para os BAIXOS SALÁRIOS.
"QUEM VIVE PARA PROTEGER, MERECE RESPEITO PARA VIVER." O Policial Militar precisa ser valorizado como herói! Em contrapartida, a Polícia Militar deveria acabar definitivamente com a Promoção de Praças por Tempo de Serviço! As Promoções devem ser conquistadas mediante aprovação em concursos internos para o CFC, o CFS e o CAS, bem como a conclusão de um Curso de Ensino Superior. Os Policiais Militares que já concluíram o 3º Grau deveriam receber um acréscimo no salário, como é feito na Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Quem se qualificou tem que ser premiado. É a única forma de incentivar o estudo, a qualificação.
“POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SÓ É FEITA COM POLICIAIS BEM PAGOS” foi o que disse o então candidato ao Governo do Rio, Sérgio Cabral Filho.
“O GOVERNANTE QUE DIZ QUE O ESTADO DO RIO NÃO TEM DINHEIRO PARA PAGAR MELHOR SEUS POLICIAIS ESTÁ MENTINDO!” (palavras de Sérgio Cabral em 2006).