quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Intervenção MILITAR no Brasil.

Jornal norte americano diz que há “GENERAIS DE CABEÇA QUENTE” e que civis deveriam aumentar a influencia no Ministério da Defesa.



Nota-se uma compreensão apenas superficial das questões relacionadas ao Brasil. Contudo, pelo texto depreende-se que a notícia sobre possibilidade de intervenção militar no BRASIL já ultrapassou as fronteiras e tornou-se assunto na mídia e comunidade acadêmica de outros países.
Segundo o jornal ONLINE The CONVERSATION, o clima político do Brasil é tão polarizado e fragmentado que há várias vertentes possíveis no desenrolar dos acontecimentos. O Jornal disse que a saída de Eva CHIAVON da DEFESA e posterior assunção de um Secretário geral MILITAR foi uma demonstração de força dos militares, que sempre acharam que o cargo de secretário-geral era um dispositivo para civis exercerem influência sobre as Forças Armadas.
Segundo o CONVERSATION, enquanto alguns tentam desesperadamente incriminar Dilma Rousseff, manifestantes de direita solicitam abertamente uma intervenção militar.
O jornal menciona a Comissão da Verdade e diz que o Brasil enfrenta problemas reais entre o governo federal e Forças Armadas. Menciona ainda a exoneração do general Mourão do Comando MILITAR do SUL. O periódico diz ainda que o Ministério da Defesa no país é embrionário.
Veja o texto traduzido pela Revista Sociedade militar (Trad. livre).
O clima político do Brasil é tão polarizado e fragmentado como nunca foi, e está ficando cada vez mais desagradável. Enquanto alguns tentam desesperadamente incriminar a presidente Dilma Rousseff, uma minoria de manifestantes de direita pede abertamente uma intervenção militar. Isso tudo ocorre um ano depois de um grande relatório sobre o uso da tortura durante o regime militar, que ocorreu no Brasil entre 1964 e 1985. Como essas memórias ainda estão frescas, parece que outro golpe militar é altamente improvável – mas o Brasil, no entanto, enfrenta problemas políticos reais com suas forças armadas, e estes não podem ser ignorados.
O comandante do Exército, general Villas Boas, recentemente dispensou o Geral Mourão de sua posição como chefe do Comando Militar do Sul. Mourão tinha violentamente criticado o governo de Dilma, e teria chamado reservistas do exército para “despertar uma batalha patriótica”. Isso é preocupante, porque alguns oficiais reformados defenderam o general demitido.
Mas a liderança militar atual vê claramente a democracia como o único jogo no país. Os políticos têm aumentado significativamente o seu controle sobre os militares desde o retorno à democracia em 1985.
Ainda assim, os generais podem (e devem) usar o seu substancial peso político para defender seus interesses institucionais, enquanto as autoridades civis se omitem, muitas vezes para evitar conflitos com os comandantes. Este acordo desconfortável é em parte devido à fraqueza notória do Ministério da Defesa do Brasil.
Criado em 1999, o ministério permanece quase embrionário pelos padrões dos departamentos governamentais nacionais. Ele ainda não oferece um plano de carreira para os burocratas civis. E isso significa que está dominado pelos militares, a quem os ministros muitas vezes têm de contar para negociar questões políticas difíceis.
Celso Amorim, o ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores, fez reveladora comparação de suas experiências com burocracias do respectivo ministério: “No Ministério das Relações Exteriores, eu poderia ser um guerreiro. No Ministério da Defesa, eu tinha que ser um diplomata. “


O texto foi publicado nos EUA e é de  Christoph Harig 

Um comentário:

  1. Minoria???? KKKK... pegando os reservistas até 60 anos, dispostos a entrar numa guerra, e defender nosso país desses comuna, daria mais de 1 milhão de soldados. Uma vez soldado, sempre soldado!!! Esse comentário tem patrocínio da dilma (com o nosso dinheiro). :P

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