Nota-se uma compreensão apenas
superficial das questões relacionadas ao Brasil. Contudo, pelo texto
depreende-se que a notícia sobre possibilidade de intervenção militar
no BRASIL já ultrapassou as fronteiras e tornou-se assunto na mídia e
comunidade acadêmica de outros países.
Segundo o jornal ONLINE The
CONVERSATION, o clima político do Brasil é tão polarizado e
fragmentado que há várias vertentes possíveis no desenrolar dos acontecimentos.
O Jornal disse que a saída de Eva CHIAVON da
DEFESA e posterior assunção de um Secretário geral MILITAR foi uma demonstração
de força dos militares, que sempre acharam que o cargo de secretário-geral era
um dispositivo para civis exercerem influência sobre as Forças Armadas.
Segundo o CONVERSATION, enquanto alguns
tentam desesperadamente incriminar Dilma Rousseff, manifestantes de
direita solicitam abertamente uma intervenção militar.
O jornal menciona a Comissão da Verdade
e diz que o Brasil enfrenta problemas reais entre o governo federal e Forças
Armadas. Menciona ainda a exoneração do general Mourão do
Comando MILITAR do SUL. O periódico diz ainda que o Ministério da Defesa no
país é embrionário.
Veja o texto traduzido pela Revista
Sociedade militar (Trad. livre).
O clima político do Brasil é tão
polarizado e fragmentado como nunca foi, e está ficando cada vez mais
desagradável. Enquanto alguns tentam desesperadamente incriminar a
presidente Dilma Rousseff, uma minoria de manifestantes de direita pede
abertamente uma intervenção militar. Isso
tudo ocorre um ano depois de um grande relatório sobre o uso da tortura durante
o regime militar, que ocorreu no Brasil entre 1964 e 1985. Como essas memórias
ainda estão frescas, parece que outro golpe militar é altamente improvável –
mas o Brasil, no entanto, enfrenta problemas políticos reais com suas forças
armadas, e estes não podem ser ignorados.
O comandante do Exército, general
Villas Boas, recentemente dispensou o Geral Mourão de sua posição como chefe do
Comando Militar do Sul. Mourão tinha violentamente criticado o governo de
Dilma, e teria chamado reservistas do exército para “despertar uma batalha
patriótica”. Isso é preocupante, porque alguns oficiais reformados defenderam o
general demitido.
Mas a liderança militar atual vê
claramente a democracia como o único jogo no país. Os políticos têm aumentado
significativamente o seu controle sobre os militares desde o retorno à
democracia em 1985.
Ainda assim, os generais podem (e
devem) usar o seu substancial peso político para defender seus interesses
institucionais, enquanto as autoridades civis se omitem, muitas vezes
para evitar conflitos com os comandantes. Este acordo
desconfortável é em parte devido à fraqueza notória do Ministério da
Defesa do Brasil.
Criado em 1999, o ministério permanece
quase embrionário pelos padrões dos departamentos governamentais
nacionais. Ele ainda não oferece um plano de carreira para os burocratas
civis. E isso significa que está dominado pelos militares, a quem os ministros
muitas vezes têm de contar para negociar questões políticas difíceis.
Celso Amorim, o ex-ministro da Defesa e
das Relações Exteriores, fez reveladora comparação de suas experiências com
burocracias do respectivo ministério: “No Ministério das Relações Exteriores,
eu poderia ser um guerreiro. No Ministério da Defesa, eu tinha que ser um
diplomata. “
O texto foi publicado nos EUA e é de Christoph Harig
Original em:http://theconversation.com/as-dilma-rousseff-stumbles-how-will-brazils-military-react-51088

Minoria???? KKKK... pegando os reservistas até 60 anos, dispostos a entrar numa guerra, e defender nosso país desses comuna, daria mais de 1 milhão de soldados. Uma vez soldado, sempre soldado!!! Esse comentário tem patrocínio da dilma (com o nosso dinheiro). :P
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