sexta-feira, 25 de março de 2016

Cunha e Renan se articulam para mudar lei e ferrar Lava Jato


Claudio Tognolli - noticias

Em julho passado, durante um almoço com cerca de 500 empresários do Grupo de Líderes Empresarias (Lide) em São Paulo, o peemedebista Eduardo Cunha afirmou que apoia um projeto do ex-presidente da OAB-SP Luiz Flávio Borges D'Urso que proíbe a delação para quem está preso. “Eu particularmente concordo com a argumentação dele. Não podemos deixar ninguém com uma espada, na condição de só ter liberdade se algo for delatado”, afirmou o deputado em seu discurso.
Para Cunha, o fato de a legislação sobre a delação ter sido aprovada na esteira das manifestações de 2013 fez com que alguns pontos importantes não fossem discutidos como deveriam. “(A delação) é um instrumento útil, desde que não tenha coação”, disse Cunha.
Advogado do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, D'Urso sustentou que já estava conversando com um grupo de parlamentares para transformar sua proposta, que conta com a chancela da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, em projeto de lei. “O apoio do Cunha é fundamental para termos alguma expectativa de sucesso”, disse o advogado.
Isso avançou.
Já corre secretamente a fórmula de mudança da lei para castrar a lava jato. 
O único remédio para atenuar isto é a publicidade e a internacionalização da Lava Jato. 
Urge tirar a operação da alçada do congresso. O congresso é co-participe. 
Com outras procuradorias internacionais no assunto e a imprensa vigiando fica mais difícil detonar a Lava Jato
Mas vão mudar a lei. Apostem nisso.
E a candidata principal é a delação.
Por isto o MPF, que já tem uma mão boa, está reticente em pedir cartas via a delação de Marcelo.
Porque as empreiteiras vão sustentar que delação premiada feita com gente presa não vale, porque feita sobe coação….

Um comentário:

  1. Vai ser fácil mudar a lei, pois estão todos com pé dentro da Lava Jato.

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