Posto sempre
texto da Revista Sociedade Militar por considera-los bem mais próximos à
realidade e escritos por pessoas com conhecimento de causa.
PUTIN colocaria a Rússia a
serviço de DILMA ROUSSEFF?
Esperamos
que, em linguajar bastante acessível, esse texto se preste a desmistificar
falácias que têm atrapalhado bastante o processo em curso no Brasil.
Como
a Revista
Sociedade Militar a cada dia se consagra como referência em
assuntos relacionados à política, geopolítica e forças armadas é natural que
todos os dias nossa caixa de entrada esteja cheia de questionamentos
relacionados aos assuntos aqui tratados.
Pretendemos
discutir aqui temas que em sua grande maioria são misteriosos para o grande
público, haja vista que instituições de estado do BRASIL, diferente do que
ocorre nos EUA, por exemplo, não estão habituadas a discutir com a sociedade os
problemas relacionados à defesa nacional, política e geopolítica.
Na
semana que se seguiu a condução coercitiva do Senhor Luiz Inácio Lula da Silva
muitas pessoas questionaram sobre a possibilidade de China e Rússia intervirem
no Brasil em apoio à DILMA ROUSSEF.
A
Rússia atualmente é comandada por Vladimir PUTIN. Putin é descrito como um
ex-espião comunista. De fato, o atual primeiro-ministro russo foi chefe de KGB
e da agencia que a sucedeu, a FSB. Alega-se que PUTIN tem como referencial
intelectual o senhor Alexander Dugin. Dugin é
apologista da existência de um conflito entre Eurásia e ocidente e por isso há
quem acredite que a RUSSIA pode a qualquer momento atacar os EUA.
Dugin,
apesar de ainda antes da queda da URSS ter-se integrado ao partido COMUNISTA da
Federação Russa, mostra-se bem mais nacionalista do que marxista. O teórico
alega que o liberalismo norte-americano aos poucos vai destruindo todas as
fronteiras, princípios morais e costumes de cada sociedade.
Lembrando
ao leitor que marxismo implica rejeição ao nacionalismo. A rejeição à símbolos
nacionais como a bandeira e o hino pode ser notada por qualquer pessoa que
observe o comportamento de partidos de esquerda no Brasil.
Como
louva tanto o czarismo quanto o estalinismo, pode-se crer, em resumo, que o
teórico e seu discípulo são ultra-nacionalistas e defendem uma espécie de
imperialismo russo. Seu eurasianismo é interpretado como pretensão de tornar
seu país um grande império, o líder regional. Ha uma frase bastante intrigante,
não se sabe o autor, repetida entre governantes de países da Europa, ela diz:
“Quem controla a Europa Oriental governa o MUNDO”.
Nota-se
que o país de PUTIN deseja sim se mostrar ao mundo ocidental, o próprio
investimento na mídia oficial Sputnik em vários idiomas é uma prova disso. Ha
sim relações comerciais com países como Brasil e Venezuela.
Manter
relacionamentos comerciais não significa se tornar aliado na área de defesa.
Se PUTIN se aventurasse pelo ATLÂNTICO teria que concentrar todas as suas forças por aqui, lutando contra inimigos muito mais organizados e em um campo de batalha desconhecido. No que diz respeito a projeção de forças isso é tarefa atualmente quase inexeqüível – mesmo para a RUSSIA – a não ser que abandone todas as suas empreitadas no Irá, Síria, Chipre e outros fronts mais próximos, onde ainda não concretizou o seu projeto de dominação. Em círculos especializados essa discussão seria considerada infantil.
Putin
interferiu recentemente no conflito da Síria justamente por considerar o
Oriente Médio como parte de seus domínios e mais, por acreditar que, se as
coisas continuassem da maneira em que permaneciam, a desorganização causada
pelo ISIS e outros insurgentes poderia avançar pelo território turco, chegando
até a fronteira com a Rússia. Putin tem ainda extremo interesse em manter sob
seu domínio o porto de Tartous como um posto avançado no Mediterrâneo.
Portanto,
chega de divulgar falácias sobre bases russas, espiões
infiltrados no Ministério da Defesa e aviões despejando militares de
forças especiais russas ou venezuelanas. Já desmistificamos isso em vários
textos e deixamos bem claro que só interessa aos inimigos da verdadeira
democracia que a sociedade seja mantida ignorante e apegada a lendas urbanas
replicadas por sites sensacionalistas.
É
inconcebível que PUTIN, um estrategista bem preparado, coloque seu projeto de
poder em risco apenas para defender políticos moribundos e sem qualquer
status internacional, incapazes de qualquer contrapartida política ou militar,
como Dilma Roussef e Nicolás Maduro.
O
único interesse da Rússia nesse tipo de gente está em estabelecer acordos
comerciais
Em
Breve um artigo sobre a CHINA e a total impossibilidade lógica de se intrometer
em nosso jogo político. Um de nossos articulistas, Paulo Duarte Brardo, no momento se
encontra em Taiwan a convite do governo local, em um trabalho de pesquisa sobre
as disputas marítimas no mar da China.

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