terça-feira, 22 de março de 2016

Sociedade carioca custeia "ZONAS FRANCAS" no Rio de Janeiro


Eles não pagam energia, eles não pagam água, o comércio de produtos roubados é liberado, motocicletas caras e sem placa circulam a vontade e eles têm sua própria polícia.


Hoje acompanhei um amigo até sua casa em uma comunidade de Niterói. O local fica próximo do Largo da Batalha. Ele me aconselhou a deixar minha identidade de militar no carro, que deixei num local afastado.
Logo na entrada da comunidade havia alguns jovens armados com fuzis. Aparentemente eram menores. Fiquei um pouco apreensivo. Sei que tenho características comportamentais que me identificam como militar. Observei as armas, onde se posicionam, a motocicleta e o possível caminho que tomariam para não ser perseguidos por uma viatura.


Caminhando pelas ruas cheguei a estranhar o excesso de calçados de boas marcas e iphones. Obviamente não tenho nada contra qualquer um usar bons calçados ou equipamentos caros. Contudo, a quantidade vista ali era bem maior do que o normal em outros lugares.
Meu amigo me explicou que ali o comércio de produtos roubados é liberado.

       Produtos de roubos apreendido em operação policial

Ao entrar na sua casa o choque térmico me trouxe um grande alívio. Lá fora a temperatura era de quase 40 graus, mas como o ar-condicionado estava ligado, as duas da tarde em sua sala o ambiente era bem agradável. Todos os cômodos da casa são climatizados.
Meu amigo me explicou que ali ninguém paga a conta de energia elétrica e por isso seus equipamentos de ar-condicionado ficam ligados o dia inteiro.


E a água? Perguntei.
Aqui também ninguém paga água. Mas, nas outras comunidades também é assim.
No mesmo momento veio a minha mente a informação que diz que cerca de 20% da energia direcionada ao Rio é consumida pelos chamados gatos e que essa perda é rateada entre os consumidores que pagam suas contas. Em relação à água ha dados semelhantes.
Na comunidade que visitei residem pelo menos 30 mil pessoas. Pelo que soube ninguém paga contas de energia ou água. Os traficantes não permitem que as empresas que prestam os serviços entrem para medir o consumo ou para entregar as contas. A comunidade também não recebe serviços de GVT , NET etc.

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Caminhão da Light depredado e funcionários agredidos em comunidade

O governador do Rio de Janeiro, apesar de ser do PMDB, parece mais ser do PT, tal o apoio que presta à Dilma e Lula. O prefeito do Rio de Janeiro atua na mesma linha. Todos conhecemos o conteúdo de ligações que recentemente fez para Lula. O prefeito de Niterói é do PT.
É impossível que não se tenha conhecimento sobre o que ocorre nesses locais. Por isso passou pela minha cabeça um questionamento. Será que esses políticos acreditam que retirar esse “privilégios” dessas comunidades significaria perda de “status eleitoral”, ou seja, VOTOS? 
Os criminosos do Rio circulam entre as comunidades do Rio, Niterói e São Gonçalo, se fixando temporariamente onde acreditar que é mais seguro e produtivo para o exercício de suas atividades.
A população das comunidades vive debaixo de uma verdadeira ditadura. As regras são prescritas pelo chefe dos criminosos locais. São eles que determinam qual a punição a ser imposta nos cidadãos que cometerem algum deslize. Em troca o traficante fornece aos moradores, que já receberiam subsídios do governo para custeio da energia, a proteção contra cobradores de serviços básicos como energia e água.
Ao sair notei em uma parede vários anúncios de venda de imóveis. Fotografei um deles.


Quando cheguei no centro do Largo da batalha o mesmo anúncio estava fixado na parede de uma padaria, em frente ao supermercado Rede ECONOMIA. Quem quiser conferir é só ir até o local, hoje é 20 de março de 2016.

A.S.S é Militar da Marinha do Brasil e visitou o amigo em uma comunidade nas proximidades do Largo da Batalha, em Niterói.


Major PMERJ sobre as UPPs e falta de verbas na Segurança Pública

A desculpa de "falta de verba", cai como uma luva para quem não têm a menor capacidade de gestão à não ser colocar " bonequinhos de chumbo em cada esquina", o Sr Beltrame teve mais dinheiro que todas as últimas gestões juntas, mas quando se superfatura um contrato de locação de viatura, se põe câmeras que vc não vai usar, se usa sistema de monitoramento de disparos para ser usado uma semana...francamente! Conheço o trabalho da maioria dos comandantes de UPPs e muitos têm meu respeito, óbvio que existem aqueles que merecem o mesmo respeito que dou a um saco de bosta.
Defender esse secretário e sua política frouxa e assassina e defender o indefensável!
Quando fui chamado para colaborar com o projeto na Maré, na parte que me caberia, citarei as estruturas e cada ponto,

Base - 22 BPM;
Base no terreno - PPC Vila do João;
Base avançada - (sugerida por mim), poderia ser de alvenaria ou blindada, mas já existem algumas abandonadas inclusive, então seria apenas realocar!
Conjunto esperança e Salsa e Merengue, como em todas as retomadas de território que EU estava! Usaríamos locais estratégicos abandonados pelo tráfico e isso não falta!
Viaturas - O Estado não pode afirmar que não têm uma vez que como o secretário disse à comissão de segurança pública da Alerj, "o contrato de manutenção foi vantajoso", dizer nesse momento que não têm viatura, soa como PIADA DE MAL GOSTO!
Armamento - qualquer chefe de Rumb sabe onde estão os fuzis da PMERJ e entendo que qualquer idiota de terno também deveria sabê-lo! A perícia da PCERJ recebe e não devolve os nossos fuzis, ficam meses e até anos na MALDITA perícia após confrontos! Sinceramente até hoje não sei pra quê serve um secretário de segurança, mas acho que deveria ser para interlocutor entre as instituições que compõe o sistema de segurança pública, ou seja, fazer o “meio de campo" entre a Polícia Civil e a Polícia Militar.
Elilitusalem Gomes Freitas - Major PMERJ




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